Categoria: União Europeia




Brexit: CIP defende manutenção de relações económicas fortes

2017-03-31_brexit

 

A CIP teve já a oportunidade de lamentar a decisão de saída do Reino Unido da União Europeia, que consideramos contrária tanto aos interesses britânicos como europeus.

Consideramos agora necessário, num quadro de respeito pela decisão soberana do povo britânico, retirar todas as consequências deste facto e apontar o foco ao que deve ser feito para prosseguir o nosso caminho.

Não pode ser esquecido que, tal como o acordo de saída, é essencial ponderar também sobre o acordo que vai estabelecer o novo tipo de relacionamento entre o Reino Unido e a União Europeia. Esse é, para as empresas, um aspeto verdadeiramente importante.

Preocupa-nos, particularmente, minimizar os fatores de instabilidade e incerteza em relação ao futuro, ao nível do relacionamento económico, a partir do momento em que o Reino Unido abandonar, de facto, a União Europeia.

Com as negociações que se seguirão é nosso objetivo manter, tão próximas quanto possível, as relações económicas entre a União Europeia e o Reino Unido. Para isso consideramos imperativo evitar a criação de obstáculos desnecessários ao comércio e ao investimento, garantindo, ao mesmo tempo, condições leais de concorrência.

As empresas a nível nacional e europeu, incluindo as empresas britânicas, estão de acordo com estes princípios. A CIP, através da sua participação na BusinessEurope, pode testemunhar que as confederações europeias de empregadores estão reunidas em torno deste consenso.

Neste processo, não podemos esquecer as relações históricas que unem os dois países, não negligenciando também as oportunidades que poderão existir para Portugal, designadamente em termos de investimento estrangeiro. Neste sentido, a CIP congratula o Governo de Portugal pela criação da estrutura de missão “Portugal In”.

Acima de tudo, as negociações que se seguem devem ser conduzidas de forma construtiva. É preciso negociar com serenidade, sem hostilidades, num espírito de reciprocidade e respeito mútuo.

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  Categoria: Destaque, União Europeia


“60 anos de Europa”

2017-03-11_dvpropostas

 

Dispensamos, por isso, líderes fracos, preconceituosos, e que, com tiradas de mau gosto, cavam divergências e desrespeitam nações.

 

Leia aqui o artigo de opinião desta semana assinado por António Saraiva na sua coluna semanal do Dinheiro Vivo, ao sábado.
Publicado no Dinheiro Vivo, edição de 25.03.2017

“Celebram-se hoje os 60 anos da assinatura do Tratado de Roma.

Tive a oportunidade de assinalar esta data, com os presidentes das principais confederações europeias de empregadores, expressando solenemente o nosso compromisso com a União Europeia.

Fizemo-lo numa declaração que mostra que, na diversidade das realidades e perspetivas nacionais, é possível reunir um consenso alargado sobre a ideia de Europa que partilhamos, como representantes da sua comunidade empresarial.

Uma Europa unida, capaz de dar respostas comuns a desafios comuns.

Uma Europa aberta ao mundo.

Afirmei, nesta ocasião, que, mesmo que reconheçamos que aqueles que querem cooperar mais profundamente em alguns domínios devem poder avançar, temos de nos manter unidos no nosso projeto comum, para construir uma Europa forte e competitiva.

E para nos mantermos unidos, todos os cidadãos europeus têm de compreender que a prosperidade de cada povo está definitivamente ligada à prosperidade de todos os outros.

Salientei, nesta linha, a ideia de que a coesão económica e social – e a política que a suporta – é um pré-requisito para a coesão política.

Defendi também que, na sua abertura ao mundo, a Europa deve cuidar do seu relacionamento com África, um continente que, com todos os seus problemas, encerra também um grande potencial.

Ao longo destes 60 anos, num caminho marcado por inúmeras crises, a União Europeia foi-se construindo, por vezes passo a passo, por vezes com avanços e recuos. Sempre entre medos e ambições, mas sempre com mais ambição quando a sorte – e a vontade dos povos – ditou a emergência de líderes fortes, que tiveram a plena consciência de que o papel da Europa no mundo passa pela sua união e que essa união exige uma coesão cada vez mais forte, no respeito pela identidade de cada nação.

Dispensamos, por isso, líderes fracos, preconceituosos, e que, com tiradas de mau gosto, cavam divergências e desrespeitam nações.

Espero que, das eleições nacionais que terão lugar este ano em vários países europeus, a vontade dos povos conduza ao poder verdadeiros líderes, com uma visão do futuro capaz de relativizar divergências e valorizar projetos comuns, mobilizadores de vontades coletivas.

De facto, precisamos de líderes empenhados na construção de uma Europa mais equilibrada e mais próspera.”

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  Categoria: Destaque, Intervenção Pública, União Europeia