Categoria: União Europeia



Parceiros Sociais preparam Conselho Europeu da primavera

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Os Parceiros Sociais reuniram esta terça-feira, 19 de março, em sede de Concertação Social, para preparar o Conselho Europeu de 21 e 22 de março.

Este Conselho Europeu da primavera centra-se na resposta ao Reino Unido sobre o pedido de adiamento da data de saída da União Europeia.

Nesta reunião serão ainda debatidas a política industrial e a relação com a China.

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  Categoria: Destaque, União Europeia


“Manter a paciência para evitar o caos”

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Os políticos devem agir com responsabilidade e retirar do campo das hipóteses o cenário de um “não-acordo”

Leia aqui o artigo de opinião desta semana assinado por António Saraiva na sua coluna semanal do Dinheiro Vivo, ao sábado.
Publicado no Dinheiro Vivo, edição de 16.03.2019

https://www.dinheirovivo.pt/opiniao/manter-a-paciencia-para-evitar-o-caos/

Nesta semana, em que o Brexit esteve novamente na primeira página dos jornais, não poderia deixar de dedicar a minha atenção a este tema.

As empresas e os cidadãos assistem, impotentes, aos episódios que se sucedem como se de uma série de suspense se tratasse. Infelizmente, não estamos perante ficção, mas na vida real, e não haverá um herói que no último minuto surja no horizonte com uma solução mágica.

O que há de novo neste processo?

Em primeiro lugar, o Parlamento britânico reafirmou aquilo que não quer: nem o acordo concluído pelo Governo com a União Europeia (mesmo com garantias adicionais conseguidas a custo), nem uma saída sem acordo.

Em segundo lugar, continuando a não ser capaz de afirmar aquilo que quer, pediu um adiamento da data de saída.

Este adiamento, que, segundo tudo indica será longo, poderá fazer surgir alguma luz no fundo do túnel, dando espaço para uma clarificação daquilo que o Reino Unido pretende, seja através de um segundo referendo, seja através de eleições que possam conduzir a uma nova base negocial, com novos atores.

Esta era a única opção que restava para evitar uma saída desordenada. Opção que, de acordo com uma recente sondagem, era pedida por quase 9 em cada 10 empresas britânicas. Estou certo de que esta posição é partilhada pela generalidade das empresas europeias.

A menos de duas semanas da data de saída, resta esperar, agora, que na cimeira da próxima semana, nenhum líder europeu perca o sentido de responsabilidade e o pedido de adiamento seja aceite.

Os políticos devem agir com responsabilidade e retirar do campo das hipóteses o cenário de um “não-acordo”. Mesmo que isso signifique prolongar penosamente a incerteza sobre o desfecho deste processo: a incerteza será certamente melhor do que a certeza da concretização do pior cenário.

Mais do que evitar o caos nos fluxos entre o Reino Unido e o resto da Europa; mais do que evitar prejuízos significativos e duradouros nas economias, de um e do outro lado do canal da Mancha, é preciso evitar danos sociais e políticos irreversíveis no Reino Unido, na União Europeia e no relacionamento entre ambos. E é preciso, não o esqueçamos, salvaguardar a paz: a frágil paz alcançada, a tanto custo, na Irlanda, desde 1998.

Vale a pena, por isso, manter a paciência.

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CIP debate prioridades económicas para o próximo ciclo europeu

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A Secretária Geral da CIP, Carla Sequeira, esteve presente na reunião do Comité Executivo da BusinessEurope, onde os diretores gerais das 34 confederações empresariais europeias discutiram as propostas estratégicas a apresentar à Comissão Europeia sobre as relações económicas com a China, as políticas europeias para a indústria, energia e clima e concorrência.

Desta reunião destaca-se ainda a apresentação do Reform Barometre Anual e a preparação do Conselho Europeu de 21 e 22 de março e da Cimeira Social Tripartida, que terá lugar um dia antes.

As principais conclusões do Reform Barometre 2019 foram:

– a desaceleração das reformas promotoras de investimento, sendo que apenas 20% das recomendações específicas foram satisfatoriamente implementadas;

– que a Europa não tem suficientes empresas líderes mundiais (constatou-se um declínio da presença europeia entre as maiores empresas à escala global)

Para colmatar estes aspetos, a BusinessEurope apresentou um conjunto de propostas concretas, donde se destaca a necessidade conseguir custos energéticos mais competitivos através da concretização do Mercado Único da Energia, nomeadamente através do investimento nas ligações transnacionais, promover a inovação e digitalização da economia e repensar a política de concorrência.

 

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