CIP reúne com Secretário-Geral da OCDE para apresentar os desafios da economia portuguesa

  Categoria: Assuntos Económicos, Comunicados, Destaque

2018-06-29_ocde

 

A CIP – Confederação Empresarial de Portugal, representada por João Almeida Lopes, Vice-Presidente da CIP, reúne hoje com o Secretário-Geral da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), José Ángel Gurría, para debater os desafios que se colocam à produtividade das empresas portuguesas. Em destaque estarão os temas da fiscalidade e do investimento.

Em relação à fiscalidade, a tendência crescente da carga fiscal em Portugal nos últimos 20 anos ainda não foi invertida, o que é urgente para melhorar a competitividade externa e a atratividade da economia nacional.

“Com o aumento da derrama estadual introduzida no Orçamento do Estado, e tendo em conta as reduções previstas na Bélgica e em França, Portugal passará, brevemente, a ter a taxa marginal máxima de IRC mais elevada de toda a União Europeia. Isto sem contar com Malta que, em contrapartida, tem um sistema de elevadíssimos reembolsos fiscais”, nota João Almeida Lopes.

Por outro lado, se é certo que o investimento está, agora, a aumentar a bom ritmo, está ainda muito longe de compensar o seu mau desempenho desde o início deste século. O seu peso no PIB é o mais baixo de toda a União Europeia, com a exceção da Grécia.

“Todas as partes devem fazer o seu trabalho: as empresas estão a investir, por sua vez, o Governo deve avançar com investimentos estruturantes – como o novo aeroporto, as ligações ferroviárias e elétricas a Espanha, entre outros –, e quer a banca comercial quer a Instituição Financeira de Desenvolvimento (IFD), devem canalizar recursos para o apoio ao setor produtivo e, em especial, às empresas exportadoras” refere ainda o Vice-Presidente da CIP.

No âmbito das prioridades definidas no Business at OCDE (BIAC), aproveita-se a reunião para reiterar junto do Secretário-geral da OCDE a importância desta organização estimular os Estados Membros a fomentar um ambiente de negócios estável e propício à criação de emprego e ao desenvolvimento. Neste domínio, recordam-se as recomendações do BIAC para apostas fortes na economia digital, na inovação, no empreendedorismo, nas qualificações, na redução de custos administrativos e na perspetiva da saúde como motor de desenvolvimento.

O encontro decorre hoje no Porto à margem da Skills Summit’18, a conferência internacional da OCDE sobre competências. A CIP foi convidada a representar as confederações de empregadores reunidas no BIAC nesta edição da conferência ministerial da Organização centrada no tema “Competências para um Mundo Digital.

A delegação da CIP é constituída por João Almeida Lopes, Vice-Presidente da CIP e Presidente da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica, por Carlos Cardoso, Vice-Presidente da CIP e Presidente da Associação Portuguesa das Empresas do Sector Eléctrico e Electrónico, por Óscar Gaspar, Vice-Presidente da CIP e Presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada e por Pedro Capucho, Economista Chefe da CIP.

A CIP defende que governos e parceiros sociais devem trabalhar juntos para desenvolver as estruturas políticas e regulatórias necessárias para gerar confiança e encontrar soluções para lidar com as mudanças nos mercados de trabalho.

 

 

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