A CIP apresentou esta semana, em conferência de imprensa, os resultados do inquérito Sinais Vitais feito durante o mês de abril às empresas em Portugal sobre a sua situação atual e as expectativas que têm para este ano, mas também sobre a avaliação que fazem das medidas definidas para combater a pandemia de covid-19.

As principais conclusões do inquérito foram as seguintes:
• Em relação aos programas de apoio, a grande maioria dos empresários e gestores (88%) consideram que os mesmos estão aquém (ou muito aquém) das necessidades, agravando-se este indicador em 4 pontos percentuais (84%) em relação a janeiro;
• A carga burocrática nos apoios é excessiva, havendo 73% dos respondentes a considerarem como muito burocrático ou burocrático o processo, contra 71% em janeiro;
• A perspetiva de impacto do PRR é muito reduzida pois só 10% dos empresários considera que terá impacto significativo na sua atividade (12% em janeiro);
• A principal razão pela qual 73% dos respondentes não se candidatou, nos últimos 3 meses a programas de apoio é a perceção de que as suas empresas não preenchem as condições de elegibilidade.
• A percentagem de empresas em pleno funcionamento (96%) atingiu o máximo registado nestes inquéritos;
• Um dado positivo foi que 41% das empresas registaram crescimento das suas vendas no primeiro trimestre de 2022, comparativamente a 2019. O número de empresas que registou uma diminuição de vendas no primeiro trimestre de 2022 face a 2019 reduziu-se para 30%. Estas empresas diminuíram em média cerca de 1/3 as suas vendas no período em análise;
• Situação positiva nas encomendas em carteira em abril deste ano, havendo um maior número de empresas que registam um aumento das encomendas (33%) em relação às empresas que registam uma diminuição dessas encomendas (24%);
• 50% das empresas registaram um acréscimo de custos operacionais superiores a 15% em março deste ano;
• Em termos médios, os custos com a energia representam cerca de 16% dos custos totais operacionais. Cerca de 79% as empresas espera um aumento desses custos no 2º trimestre de 2022, sendo esse aumento estimado em 18%;
• No mesmo sentido, 88% das empresas esperam o aumento do custo das matérias primas, sendo que o aumento médio esperado será de 17%;
• O impacto da guerra na Ucrânia faz-se sentir, para 76% das empresas, sobretudo ao nível do aumento dos custos;
• As medidas de emergência consideradas mais prioritárias são a redução do IVA e/ou ISP (75%) e o apoio direto às empresas (65%);
• As prioridades a assumir pelo governo, numa perspetiva mais estrutural, deveriam ser reduzir impostos (68%) e colocar os Fundos Europeus ao serviço das empresas (63%);
• Em termos de previsão de vendas até final do 2º trimestre de 2022, face a período homólogo de 2019, verifica-se uma perspetiva positiva, havendo cerca de 43% das empresas a preverem um crescimento das suas vendas neste início de ano. Este crescimento é sobretudo referido pelas Médias (34%) e Grandes Empresas (25%). Apenas 1/3 das empresas espera uma diminuição do seu volume de negócios neste 2º trimestre de 2022;
• A evolução esperada em termos de Recursos Humanos é a de haver uma manutenção dos postos de trabalho (72%), mas é de realçar que cerca de 20% das empresas esperam um crescimento do quadro de pessoal;
• Em termos de investimento em 2022, face a 2019, existem mais empresas a considerar aumentar (28%) do que a diminuir (26 %).

Aceda às conclusões finais do inquérito aqui e assista à conferência de imprensa aqui.

Este inquérito integra a terceira fase do Projeto Sinais Vitais, desenvolvido pela CIP, através das associações que a integram, em conjunto com o Marketing FutureCast Lab do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, com o objetivo de recolher informação atualizada sobre a posição dos responsáveis pelas empresas portuguesas e sobre o impacto que diferentes situações têm nestas, no quadro da situação de exceção provocada pela pandemia de covid-19.