Cerca de 54% das empresas indicaram que as encomendas em carteira estavam, no início deste mês, abaixo do registado no ano passado, com uma quebra média da ordem dos 40%, e 51% anteveem uma quebra de vendas no primeiro trimestre do ano, conclui o inquérito promovido pela CIP – Confederação Empresarial de Portugal e pelo Marketing FutureCast Lab do ISCTE, divulgado dia 18 de janeiro e a cujas conclusões pode aceder aqui.

Apesar da expectativa de agravamento da tendência da quebra de vendas, 82% das empresas sinalizam que querem manter ou, mesmo, reforçar os seus quadros de recursos humanos. No entanto, este indicador degradou-se desde o último inquérito, no final do ano.

No que diz respeito ao investimento, 40% das empresas pensam ter de vir a diminuir investimento em 2021, face a 2019

“Estes dados traduzem um esforço notável das empresas para manterem a sua capacidade e para contribuírem para o esforço nacional e indiciam que a gravidade da crise que estamos a enfrentar não tem sido maior, também, porque as empresas têm procurado manter a sua capacidade, suportando custos, para que possam voltar a laborar, assim que as condições o permitam” afirmou Rafael Campos Pereira, Vice-Presidente da CIP.

O inquérito, que é desenvolvido com a participação ativa das associações empresariais que integram a CIP, indica que a avaliação que os empresários e gestores fazem dos apoios do Estado mantém-se muito negativa, com mais do que 4 em cada 5 empresas a considerarem que os apoios estão aquém ou muito aquém do necessário.

O inquérito mostra que, no início de janeiro, mesmo antes de serem anunciadas as novas medidas, o número de empresas parcialmente encerradas aumentou. Bem mais de metade (57%) registou uma redução de atividade em dezembro de 2020, face ao período homólogo de 2019, sendo que a queda de vendas e prestação de serviços em dezembro afetou sobretudo as pequenas e as microempresas.

Segundo o inquérito, 40% das vendas estão a ser feitas a novos clientes e que estes novos clientes representaram já 16,5% das vendas.

Este inquérito integra a segunda fase do Projeto Sinais Vitais, desenvolvido com o objetivo de recolher informação atualizada sobre a posição dos responsáveis pelas empresas portuguesas e sobre o impacto que diferentes situações têm nestas, no quadro da situação de exceção provocada pela pandemia de covid-19.

Assista à conferência de imprensa de apresentação dos resultados aqui.