Destacamos, nesta edição da Envolvente Empresarial – Análise de Conjuntura, os impactos económicos da guerra, agravando a inflação e reduzindo o crescimento económico.

Já está disponível aqui a publicação trimestral de análise de conjuntura Envolvente Empresarial – Análise de Conjuntura, referente ao segundo trimestre de 2022, uma iniciativa conjunta AEP, AIP e CIP.

Nesta edição realçamos:

  • O Plano RePowerEU, apresentado pela Comissão Europeia, com o objetivo de acelerar a redução da dependência europeia dos combustíveis fósseis da Rússia.
  • A entrada em vigor do mecanismo ibérico que estabelece um preço máximo do gás para produção de eletricidade em Portugal e Espanha.
  • O aumento de 0,5 pontos percentuais nas taxas de juro diretoras do BCE e a aprovação do Instrumento de Proteção de Transmissão da Política Monetária.
  • O crescimento em cadeia do PIB em 2,6% em volume no primeiro trimestre, sob o impulso da procura interna, mantendo-se o contributo da procura externa líquida ligeiramente positivo.
  • O abrandamento, em maio, do indicador coincidente do Banco de Portugal, bem como, em junho e início de julho, do seu indicador diário de atividade económica, apontando para uma perda de dinamismo da atividade.
  • A diminuição, em junho, do indicador de confiança dos Consumidores, bem como do indicador de clima económico.
  • A revisão em alta, pela Comissão Europeia, da previsão de crescimento do PIB português em 2022, de 5,8% para 6,5%, impulsionado pela retoma do turismo e por um efeito estatístico, acompanhada da revisão em baixa da projeção para 2023, de 2,7% para 1,9%. Note-se que a previsão para 2022, apesar de ser a mais elevada entre as estimativas mais recentes, tem por base uma redução do PIB, em cadeia, de -0,2% no segundo trimestre e um aumento de 0,4% no terceiro e quarto trimestres.
  • A elevada incerteza, bem como os riscos descendentes para a atividade e ascendentes para a inflação assinalados pelo Banco de Portugal no seu Boletim Económico de Junho.
  • As subidas homólogas nominais expressivas das exportações e das importações de bens no período de janeiro a maio (22,3% e 37,2%, respetivamente), a refletir em grande medida um efeito preço, em particular nas transações de bens energéticos, e com um agravamento acentuado do défice comercial de bens.
  • A forte subida homóloga, no período de janeiro a abril, do excedente da balança de serviços, devido a um crescimento das exportações (84,9%) acima do das importações (53,9%), refletindo sobretudo a componente de Viagens e turismo.
  • A subida acentuada das taxas Euribor no segundo trimestre, atingindo máximos de vários anos em junho e já com valores positivos nos prazos de 6 e 12 meses.
  • O máximo de quase cinco anos, a 14 de junho, da yield soberana de Portugal a 10 anos, corrigindo depois em baixa com a promessa do BCE de aplicação de um “instrumento anti-fragmentação” da área euro.
  • O abrandamento do stock de crédito total, em abril, com origem nas sociedades não financeiras privadas.
  • A taxa de desemprego de 5,9% registada no primeiro trimestre, que constitui um novo mínimo da série, iniciada em 2011.
  • Os sinais mais recentes dados pelas estimativas mensais de maio do mercado do trabalho do INE, com decréscimos da população empregada e aumentos da população desempregada e da taxa de desemprego (para 6,1%).
  • A tendência de subida acentuada da maioria dos índices de preços das matérias-primas (sobretudo do índice de energia), que prosseguiu no segundo trimestre, a refletir o prolongamento da guerra na Ucrânia.
  • A taxa de inflação homóloga de Portugal, que reforçou o rimo de subida no segundo trimestre, atingindo em junho um máximo desde dezembro de 1992 (8,7%, medida através do IPC).
  • A cotação média do euro face ao dólar, que acentuou o ritmo de queda no segundo trimestre.
  • Os valores mais recentes das contas públicas, que mostram um défice acumulado, de janeiro a maio, muito inferior ao observado no período homólogo de 2021, em resultado de um forte crescimento da receita e de uma queda ligeira da despesa.