A CIP apresentou no dia 19 de setembro, em conferência de imprensa, os resultados do inquérito Sinais Vitais feito no início de setembro às empresas em Portugal sobre a sua situação atual e as expectativas que têm para o último semestre deste ano, focado nas espectativas das políticas do Governo face ao contexto inflacionista.

As principais conclusões do inquérito foram as seguintes:

  • 89% (contra 84% em julho) das empresas participantes do inquérito consideram que os programas de apoio estão aquém (ou muito aquém) das necessidades;
  • 76% dos empresários que responderam ao inquérito consideram que os programas de apoio são burocráticos ou muito burocráticos;
  • Na opinião de 78% dos gestores, o PRR não terá significado para a atividade da sua empresa;
  • Em 40% das empresas, verificou-se um aumento das suas vendas e prestação de serviços até ao final de agosto de 2022, comparativamente com o período homólogo de 2019;
  • A  maioria das empresas participantes (60%) registou um aumento dos seus custos operacionais superior a 15%.
  • 75% dos empresários e gestores referiram que, ou não aumentaram os preços, ou apenas repercutiram moderadamente o aumento dos custos, ou seja, menos de metade do aumento sofrido.
  • A principal preocupação manifestada foi o aumento dos custos de produção (61%), seguida pela preocupação de escassez de mão de obra (15%).
  • As empresas que registam uma diminuição do número de encomendas (29%) informaram que, em média, diminuíram 28% . Em menor número (25%), as empresas que registaram uma melhoria das encomendas indicaram um aumento médio de 29% do seu valor.
  • As expetativas de vendas para o 4º trimestre de 2022 é negativa face ao mesmo período de 2019 (com 28% a esperarem um aumento, versus 34% das empresas a esperarem uma diminuição).
  • Existe uma expetativa maioritária de manutenção do número de postos de trabalho (69% das respostas) e um maior número de empresas que espera aumentar, face às que esperam diminuir.
  • 28% das empresas pensa investir mais do que em 2019, esperando um acréscimo médio de 39%, contra 43% em julho. As empresas que esperam diminuir investimento (23%) esperam uma queda média de 45%, contra 41% que se registava em julho.
  • A expectativa dos empresários e gestores de topo das empresas (78% das respostas) é a de que, até ao fim do ano, os custos continuem a aumentar. No entanto, apenas 47% das empresas prevê aumentar os respetivos preços.
  • A grande maioria das empresas considera muito adequada ou adequada a redução de impostos sobre a eletricidade, gás e combustíveis líquidos (79%), a redução de TSU (74%) e a redução do IVA (73%)
  • As sugestões de política económica mais valorizadas foram, em 87% dos casos, a revisão do PRR, em 86% a redução do IRC, 80% a suspensão do pagamento por conta do IRC e 79% a redução dos prazos de pagamento das entidades públicas.
  • 40% dos empresários e gestores consideram muito adequada ou adequada a reativação das centrais a carvão.

Aceda às conclusões finais do inquérito aqui e assista à conferência de imprensa aqui.

Este inquérito integra a quarta fase do Projeto Sinais Vitais, desenvolvido pela CIP, através das associações que a integram, em conjunto com o Marketing FutureCast Lab do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, com o objetivo de recolher informação atualizada sobre a posição dos responsáveis pelas empresas portuguesas e sobre o impacto que diferentes situações têm nestas.