A Secretária-Geral da CIP, Carla Sequeira, moderou, no dia 10 de fevereiro, um painel constituído por empresas nacionais no âmbito de um Webinar sobre Política Comercial da União Europeia, organizado pela Direção-Geral das Atividades Económicas, no contexto da Presidência Portuguesa da União Europeia.

O evento, em formato virtual, contou ainda com a participação, entre outros/as, do Secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias, o Alto Responsável pela Execução da Política Comercial da Comissão Europeia, Dennis Redonnet, o membro português do Comité da Política Comercial, Maria João Botelho e o Secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, João Torres, cujas intervenções tiveram como tema central o processo de revisão da Política Comercial da UE, atualmente em curso no contexto da Presidência Portuguesa da UE. Representantes da Comissão Europeia apresentaram as temáticas dos Instrumentos de Defesa Comercial e da plataforma Access2Markets.

Na sua intervenção, a Secretária-Geral da CIP defendeu uma abordagem europeia ambiciosa de abertura comercial, rejeitando o protecionismo. Ademais, apelou a uma implementação eficaz dos acordos comerciais existentes e à rápida ratificação dos acordos já celebrados, como o do Mercosul, cuja importância significativa para as empresas europeias se revela em termos estratégicos, económicos e de sustentabilidade.

Mencionou ainda a necessidade de haver a garantia de uma revisão adequada do Sistema de Preferências Generalizadas, e em prol de uma Europa global, a necessidade de uma concentração acrescida nas políticas de comércio e investimento com os parceiros mais importantes da UE – EUA, China e Reino Unido – e de blocos económicos com um potencial significativo – Mercosul, África e Índia.

Finalmente, foi deixado um apelo forte por parte dos representantes das empresas – MATCERAMICA, FERNETO (Metalomecânica) e a Associação de Ourivesaria e Relojoaria – para haver maiores esforços das autoridades nacionais e da UE para garantir condições de concorrência equitativas para as empresas que operam no Mercado Único europeu e que exportam a partir deste. Sobre este apelo corroborado pela CIP na sua intervenção final, foram dados exemplos concretos – diferenças injustificadas nos procedimentos administrativos entre os Estados Membros da UE e a deficiente  fiscalização nas fronteiras externas da UE donde resulta a entrada de produtos estrangeiros que não cumprem os padrões europeus.