O Conselho Estratégico para a Economia Digital (CEED) da CIP – Confederação Empresarial de Portugal  promoveu, no passado dia 10 de maio, em formato híbrido (Clube – Secret Spot Monsanto, em Lisboa), a Apresentação Pública das Prioridades da CIP para a Transição Digital, que resultam de um profundo trabalho de cocriação dos membros do CEED e sistematiza as principais dimensões para a transição digital, modernização e competitividade da economia portuguesa.

Este evento contou com a abertura do presidente da CIP, António Saraiva, e do presidente do Conselho Estratégico para a Economia Digital da CIP, Pedro Duarte.

Manuel Ramalho Eanes, da NOS, deu o mote para o debate, moderado por Carla Sequeira, Secretária Geral da CIP, apresentando as 12 Prioridades da CIP para a Transição Digital, que são:

  1. Garantir as infraestruturas tecnológicas: uma cobertura tendencial de 100% para fibra e 5G e as infraestruturas-chave de acesso a Cloud e segurança das redes e sistemas.
  2. Garantir a qualificação digital dos recursos humanos das empresas e instituições nacionais.
  3. Promover a competitividade do ecossistema através da garantia de custos de transação (legais, regulatórios, fiscais) nacionais competitivos face aos principais concorrentes.
  4. Promover a digitalização acelerada do Estado como forma de reduzir o custo e esforço de transação de empresas e como acelerador do investimento nacional e estrangeiro.
  5. Alargar o mercado digital endereçável em Portugal com o reforço das competências digitais nas populações menos digitalizadas.
  6. Garantir os incentivos públicos à digitalização, através de um pacote forte e abrangente de aceleração da digitalização do tecido empresarial, a par com o crescimento e o investimento.
  7. Criar standard de identificação, simplificado e seguro, para verificação de identidade em transações e contratações eletrónicas.
  8. Criar standard de transação, simplificado e seguro, para fecho, registo e demonstração de transação entre agentes económicos.
  9. Criar standard de partilha de dados, simplificado e seguro, entre entidades e agentes económicos de forma transacional ou continuada.
  10. Criar standard de segurança de algoritmos e sua atualização ao longo do tempo.
  11. Criar standards de segurança na automação, verificáveis e transparentes.
  12. Acelerar o caminho para a sustentabilidade ambiental através de tecnologias-chave que promovam a divulgação e criem incentivos para as pessoas e para as empresas.

Este painel contou com a participação de  Ana Paula Marques (EDP), Lara Campos Tropa (IBM), José Fernando Gonçalves (Accenture) e Rogério Carapuça (APDC).

O evento ocorreu em parceria com a APDC, na véspera do 31.º Digital Business Congress, momento que reúne anualmente todo o setor de tecnologia e comunicações.

Veja o evento na integra aqui.