Destacamos, nesta edição da Envolvente Empresarial – Análise de Conjuntura, os impactos económicos da guerra, agravando a inflação e reduzindo o crescimento económico.

Já está disponível aqui a publicação trimestral de análise de conjuntura Envolvente Empresarial – Análise de Conjuntura, referente ao primeiro trimestre de 2022, uma iniciativa conjunta AEP, AIP e CIP.

Nesta edição realçamos:

  • A perspetiva de uma reversão muito gradual da política expansionista do Banco Central Europeu, ao longo de 2022, tal como foi anunciada na reunião de dezembro.
  • O abrandamento do crescimento do PIB em volume no terceiro trimestre, tanto em termos homólogos (de 16,1% para 4,2%) como em cadeia (de 4,4% para 2,9%).
  • O comportamento mais desfavorável da Indústria, no terceiro trimestre, tendo sido o único ramo a registar uma variação negativa do VAB.
  • A ligeira diminuição, em outubro (3,7%) e novembro (3,6%), do indicador coincidente do Banco de Portugal para a evolução homóloga tendencial da atividade, sinalizando alguma perda de dinamismo da atividade na parte final do ano.
  • O recuo do Indicador de Clima do INE, em novembro e dezembro, sugerindo, também, um menor dinamismo nos meses subsequentes.
  • A manutenção da projeção de 4,8% para o crescimento da economia portuguesas em 2021, constante do Boletim Económico de dezembro do Banco de Portugal, e a revisão em alta, para 5,8% e 3,1%, das previsões para 2022 e 2023.
  • A revisão em alta, no mesmo Boletim, da projeção para a inflação em 2022, de 0,9% para 1,8%.
  • O alerta do Banco de Portugal para os riscos associados a um novo agravamento da situação pandémica e a uma maior persistência das perturbações nas cadeias de fornecimento globais.
  • A conclusão, pelo Banco de Portugal, de que “a previsibilidade dos processos de decisão de política económica é essencial para contrabalançar o aumento de incerteza que caracteriza os processos de saída de crises económicas”.
  • O aumento, em 2021, da criação líquida de empresas e a redução dos encerramentos, levando a um aumento do rácio de nascimentos por encerramento (de 2,5 para 3,2).
  • O recuo, em 2021, do número de empresas com processos de insolvência (-14,1%).
  • A evolução das exportações de bens nos primeiros onze meses do ano, com um aumento homólogo de 17.6% face a 2020 e de 5,2% face a 2019.
  • A recuperação em 2021, do excedente da balança de serviços, mas situando-se ainda bastante abaixo do nível pré-pandemia.
  • A subida, na parte final de dezembro, da yield soberana de Portugal a 10 anos, acompanhando a tendência internacional em face do aumento da inflação a nível global e da retirada anunciada dos estímulos monetários pela Fed.
  • O regresso, a partir do terceiro trimestre, à tendência de aceleração do stock de crédito concedido às Sociedades não financeiras Privadas.
  • A redução da taxa de desemprego registada no terceiro trimestre, para 6,1%, face ao trimestre anterior (6,7%) e o crescimento de 1,4% do emprego.
  • A manutenção da tendência geral de subida dos índices de preços das matérias-primas no quarto trimestre, segundo dados do Banco Mundial.
  • O agravamento da subida homóloga dos preços do gasóleo (52,0% antes de impostos e 24,4% no preço final), no quarto trimestre.
  • A subida da taxa de inflação homóloga de Portugal para 2,8% em dezembro (um máximo de quase 9 anos), mas com um reforço do diferencial negativo face à Área Euro, onde a subida foi maior (para 5,0% em dezembro, o máximo da série, iniciada em 1997).
  • A continuação do recuo na cotação média do euro face ao dólar, no quarto trimestre, a refletir a postura mais reativa da Fed à subida da inflação por comparação com o BCE.