A CIP – Confederação Empresarial de Portugal promoveu, em parceria com o Instituto de Conhecimento da Abreu Advogados, a conferência «O Futuro da Cibersegurança no Setor Industrial», realizada no dia 21 de abril, em Lisboa, cuja sessão de abertura contou com a intervenção do Presidente da CIP, Armindo Monteiro.

A iniciativa reuniu representantes do setor público, da regulação e da indústria para discutir os desafios estratégicos e regulatórios da cibersegurança num contexto de crescente digitalização da indústria, que transforma o risco cibernético num risco sistémico para a economia e para a continuidade operacional das empresas.

Ao longo da sessão, foi destacado o impacto da convergência entre sistemas IT e OT, que aumenta a exposição a novos vetores de ataque e exige uma abordagem integrada à gestão do risco, envolvendo não apenas equipas técnicas, mas também os órgãos de administração e toda a cadeia de valor.

O novo enquadramento regulatório europeu, em particular a Diretiva NIS2, assumiu um papel central no debate, com destaque para o reforço das obrigações de gestão de risco, reporte de incidentes e responsabilização da gestão de topo.

Na sessão de encerramento, Ana Rodrigo Gonçalves, Diretora Executiva da Academia CIP, sublinhou que a cibersegurança deixou de ser apenas uma questão técnica para se afirmar como um fator de competitividade e de confiança para as empresas.

A responsável destacou ainda que o contexto atual é marcado por uma crescente sofisticação das ameaças, impulsionada pela inteligência artificial, o que exige uma resposta mais rápida, coordenada e baseada em investimento estratégico e capacitação das equipas.

Entre as principais mensagens, foi reforçada a necessidade de integrar a cibersegurança na estratégia das empresas, promover maior colaboração entre o setor privado e as entidades públicas e investir na formação e na cultura de segurança dentro das organizações.

A CIP continuará a promover o debate sobre cibersegurança e a apoiar as empresas na adaptação a um contexto digital mais exigente, reforçando a resiliência e a competitividade do tecido industrial nacional.