A CIP – Confederação Empresarial de Portugal participou, no dia 14 de abril, numa iniciativa dedicada ao futuro da política de coesão, realizada no Parlamento Europeu, em Bruxelas, que reuniu vários eurodeputados, representantes institucionais e organizações empresariais dos países do Mediterrâneo.
O evento, cuja anfitriã foi a eurodeputada espanhola Elena Nevado del Campo, decorreu no âmbito de um debate sobre o papel da política de coesão no reforço da competitividade, da convergência e do funcionamento do mercado interno, num momento relevante para as negociações do próximo Quadro Financeiro Plurianual.
Neste enquadramento, a CIP tem vindo a desenvolver, no âmbito do Grupo do Mediterrâneo — constituído pelas confederações empresariais dos países do Mediterrâneo —, uma visão conjunta para o futuro da política de coesão, promovendo uma abordagem coordenada que articule coesão e competitividade.
Foi neste contexto que a CIP levou ao debate europeu a sua posição sobre o papel das empresas na política de coesão.
Em representação da CIP, Joana Valente, Diretora de Assuntos Europeus e Internacionais, participou como oradora num painel dedicado ao futuro da política de coesão, tendo centrado a sua intervenção na necessidade de reforçar o envolvimento do setor empresarial na conceção e execução destes instrumentos.
A responsável destacou que, num contexto de recursos mais limitados e de maior foco em desempenho e competitividade, é essencial garantir um equilíbrio entre estes objetivos e a função de coesão, alertando para o risco de agravamento de divergências entre regiões.
Neste quadro, sublinhou que uma maior participação das empresas na política de coesão é determinante para melhorar a eficácia dos investimentos, potenciar a inovação e reforçar a capacidade de execução dos projetos, contribuindo para resultados mais robustos ao nível da competitividade e do crescimento económico.
Joana Valente destacou ainda a importância de assegurar que a política de coesão continua a desempenhar o seu papel central no funcionamento do mercado interno, garantindo que todas as regiões possam beneficiar do processo de integração europeia.
A CIP continuará a acompanhar o debate europeu sobre o futuro da política de coesão, defendendo um modelo que articule competitividade e convergência e que valorize o papel das empresas na promoção do investimento e do crescimento.









