A CIP – Confederação Empresarial de Portugal participou, no dia 30 de março, numa mesa-redonda sobre o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), no âmbito de uma missão do Parlamento Europeu a Portugal dedicada à avaliação da implementação dos planos nacionais.

A iniciativa reuniu eurodeputados e representantes da indústria, parceiros sociais e autoridades locais e regionais, com o objetivo de analisar a execução do PRR e retirar lições para o futuro, tendo em conta o seu impacto económico e social.

Em representação da CIP, Pedro Capucho, Diretor Executivo de Inteligência Económica, destacou como principal crítica ao desenho do PRR o facto de não refletir a prioridade que deve ser atribuída às empresas no processo de transformação da economia portuguesa.

O responsável sublinhou que, ao longo da execução do PRR, o desequilíbrio entre investimento público e privado foi parcialmente mitigado pela forte resposta das empresas às medidas que lhes eram dirigidas, o que levou ao reforço das respetivas dotações e evidenciou uma maior capacidade de execução por parte do setor empresarial.

Na sua intervenção, Pedro Capucho destacou ainda o papel das agendas mobilizadoras, que, apesar de atrasos e constrangimentos administrativos, já apresentam resultados visíveis na concretização dos seus objetivos.

Relativamente às medidas de capitalização empresarial, da responsabilidade do Banco Português de Fomento, foi assinalada a sua baixa execução, em particular nos instrumentos de capital. A CIP sublinhou que a recente reorientação para instrumentos de dívida com garantia pública, embora mais eficaz do ponto de vista da execução, não responde plenamente ao objetivo de reforço da capitalização das empresas.

A CIP continuará a acompanhar a execução do PRR e a contribuir para o debate europeu sobre os instrumentos de recuperação, defendendo uma maior centralidade das empresas nas políticas de investimento e crescimento económico.