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Os Órgãos de Consulta da Confederação Empresarial de Portugal são compostos por representantes dos seus associados e têm por missão elaborar propostas de decisão, recomendações e/ou pareceres a submeter à Direção sobre matérias da respetiva área de interesse ou temática. Saiba mais consultando o Regulamento.
Conselhos 2023-2027
Pode consultar aqui toda a informação atualizada dos Conselhos da CIP
Aqui está um texto de aproximadamente 2500 palavras sobre os Conselhos da CIP, conforme solicitado. — # Quem Somos: Os Conselhos da CIP – Estruturas de Consulta e Participação A Confederação Empresarial de Portugal (CIP) é, pela sua natureza, uma casa de todos. A sua força e legitimidade residem não apenas na representatividade numérica – mais de 150.000 empresas, 1,8 milhões de trabalhadores e 71% do PIB nacional – mas também na capacidade de ouvir, de envolver e de mobilizar os seus associados em torno dos grandes temas que moldam o presente e o futuro da economia portuguesa. É neste contexto que se inscrevem os **Conselhos da CIP**, estruturas de consulta e participação que constituem um dos pilares fundamentais da governação participativa da Confederação. Os Conselhos são, na sua essência, órgãos de consulta que reúnem representantes qualificados dos associados da CIP, designados pelas federações, associações setoriais e regionais que integram a Confederação. A sua missão é clara e ambiciosa: elaborar propostas de decisão, recomendações e pareceres sobre matérias da respetiva área de interesse ou temática, que são posteriormente submetidos à Direção da CIP. Desta forma, os Conselhos asseguram que a ação da Confederação é informada pelo conhecimento especializado, pela experiência no terreno e pelas necessidades concretas dos diferentes setores de atividade que compõem o tecido empresarial português. A criação e o funcionamento dos Conselhos obedecem a um **Regulamento** próprio, que define as regras de composição, de funcionamento e de articulação com os órgãos sociais da CIP. Este quadro regulamentar garante a transparência, a eficácia e a legitimidade do trabalho desenvolvido por estas estruturas, assegurando que as propostas que delas emanam refletem fielmente os interesses dos associados e contribuem para a formulação de políticas públicas adequadas às necessidades do setor empresarial. Para o **mandato 2023-2027**, os Conselhos da CIP foram renovados e reforçados, refletindo a dinâmica e a diversidade do tecido empresarial português. Cada Conselho é composto por representantes de federações, associações e empresas, que se reúnem periodicamente para debater, analisar e formular propostas sobre as matérias da sua competência. Estes trabalhos são depois canalizados para a Direção da CIP, que os utiliza como base para a definição das posições da Confederação e para a sua intervenção junto do Governo, dos parceiros sociais e das instituições europeias. — ## A Importância dos Conselhos na Governação da CIP A existência de estruturas de consulta como os Conselhos é fundamental para garantir que a CIP não é apenas uma voz que fala “para” as empresas, mas uma voz que fala “com” as empresas. Numa organização que representa mais de 150.000 empresas, com diferentes dimensões, setores de atividade e realidades regionais, a capacidade de agregação e de síntese é essencial. Os Conselhos desempenham precisamente essa função: são os espaços onde as diferentes perspetivas se encontram, onde os interesses setoriais são discutidos e onde se constroem consensos que permitem à CIP falar a uma só voz, com credibilidade e legitimidade. Os Conselhos assumem um papel particularmente relevante em áreas técnicas e especializadas, onde o conhecimento aprofundado dos setores é indispensável para a formulação de propostas credíveis e eficazes. Seja na fiscalidade, na energia, nas relações laborais, na internacionalização ou na sustentabilidade, os Conselhos reúnem os melhores especialistas de cada setor, que trazem para a CIP o conhecimento tácito e a experiência prática que só quem está no terreno pode ter. Além disso, os Conselhos são também um importante instrumento de participação e de envolvimento dos associados na vida da Confederação. Ao participar nos trabalhos de um Conselho, os representantes das federações e associações não são meros recetores das decisões tomadas nos órgãos centrais; são atores ativos na construção dessas decisões, contribuindo com as suas ideias, as suas propostas e as suas críticas. Este modelo de governação participativa reforça o sentimento de pertença e de compromisso dos associados com a CIP e com a sua missão. — ## A Estrutura dos Conselhos para o Mandato 2023-2027 Para o mandato 2023-2027, a CIP conta com um conjunto alargado de Conselhos, cada um dedicado a uma área temática específica. Esta estrutura reflete a diversidade de matérias que a CIP acompanha e a necessidade de um tratamento especializado e aprofundado de cada uma delas. Embora a composição detalhada de cada Conselho seja objeto de informação específica, disponível para consulta pelos associados, importa destacar as principais áreas de atuação destes órgãos de consulta, que abrangem o espectro completo das preocupações do setor empresarial português. ### Conselho para os Assuntos Fiscais A fiscalidade é, reconhecidamente, uma das principais preocupações das empresas portuguesas. O Conselho para os Assuntos Fiscais reúne especialistas em matéria tributária, provenientes das mais diversas federações e associações setoriais, com o objetivo de analisar o sistema fiscal português, identificar os seus constrangimentos e formular propostas para o tornar mais simples, mais previsível e mais competitivo. Este Conselho trabalha em estreita articulação com a Direção de Inteligência Económica da CIP e acompanha de perto todas as iniciativas legislativas em matéria fiscal, desde a elaboração do Orçamento do Estado até à transposição de diretivas europeias. As suas propostas são fundamentais para a definição da posição da CIP em matérias como o IRC, o IVA, os incentivos fiscais à inovação e ao investimento, e a simplificação do sistema tributário. ### Conselho para os Assuntos Económicos e da Conjuntura Num mundo em constante mutação, a capacidade de ler a conjuntura económica e de antecipar tendências é um ativo estratégico. O Conselho para os Assuntos Económicos e da Conjuntura reúne economistas e especialistas de diferentes setores para analisar a evolução da economia nacional e internacional, identificar riscos e oportunidades, e formular recomendações para a atuação da CIP. Este Conselho é particularmente relevante em momentos de incerteza, como crises financeiras, perturbações nas cadeias de abastecimento ou alterações no quadro geopolítico. Os seus membros trazem para a CIP uma visão diversificada e aprofundada da realidade económica, contribuindo para que as posições da Confederação sejam informadas pela melhor análise disponível. ### Conselho para os Assuntos Europeus e Relações Internacionais A internacionalização é um dos pilares da estratégia de desenvolvimento de Portugal, e a ação da CIP no plano europeu e internacional é fundamental para defender os interesses das empresas portuguesas. O Conselho para os Assuntos Europeus e Relações Internacionais reúne especialistas em matérias europeias e internacionais, que acompanham de perto a evolução das políticas comunitárias, dos acordos comerciais e da geopolítica global. Este Conselho trabalha em estreita articulação com a Direção de Relações Internacionais da CIP e com a BusinessEurope, a confederação empresarial europeia. As suas propostas são essenciais para a definição da posição da CIP em matérias como o mercado único, a política comercial comum, a concorrência, os auxílios de Estado e as relações com países terceiros. ### Conselho para os Assuntos Sociais e do Trabalho As relações laborais são um dos domínios mais sensíveis e estratégicos da ação da CIP. O Conselho para os Assuntos Sociais e do Trabalho reúne especialistas em matérias laborais, provenientes de diferentes setores de atividade, para analisar a evolução da legislação laboral, das relações coletivas de trabalho e das políticas de emprego. Este Conselho é o espaço privilegiado de preparação da intervenção da CIP no diálogo social, onde são discutidas e afinadas as posições da Confederação em matérias como a negociação coletiva, a flexibilidade laboral, a segurança e saúde no trabalho, a formação profissional e a imigração. As suas propostas são fundamentais para garantir que a voz das empresas é ouvida de forma clara e fundamentada nas negociações com os sindicatos e com o Governo. ### Conselho para a Energia e Clima A transição para uma economia neutra em carbono é um dos maiores desafios – e uma das maiores oportunidades – para as empresas portuguesas. O Conselho para a Energia e Clima reúne especialistas em matérias energéticas e ambientais, provenientes de setores como a indústria, a energia, os transportes e a construção, para analisar o impacto das políticas climáticas nas empresas e formular propostas para uma transição justa e competitiva. Este Conselho acompanha de perto a evolução das políticas europeias e nacionais em matéria de energia e clima, designadamente o Pacote “Fit for 55”, o mercado europeu de carbono e as metas de descarbonização. As suas propostas são essenciais para garantir que a transição energética é feita de forma a preservar a competitividade das empresas portuguesas e a criar novas oportunidades de negócio. ### Conselho para a Sustentabilidade e Economia Circular Para além da transição climática, as empresas portuguesas enfrentam o desafio de se adaptarem a um novo paradigma de produção e consumo, baseado na economia circular e na sustentabilidade. O Conselho para a Sustentabilidade e Economia Circular reúne especialistas em matérias como a gestão de resíduos, a eficiência de recursos, o design circular e a responsabilidade social empresarial. Este Conselho trabalha em estreita articulação com a Direção de Sustentabilidade da CIP e acompanha de perto a evolução das políticas europeias e nacionais em matéria de economia circular. As suas propostas são fundamentais para ajudar as empresas a navegarem num quadro regulatório em rápida evolução e para promover boas práticas que conciliam a competitividade com a sustentabilidade ambiental. ### Conselho para a Indústria A indústria é um setor central para a economia portuguesa, responsável por uma parte significativa do emprego, das exportações e da inovação. O Conselho para a Indústria reúne representantes das principais federações industriais, abrangendo setores tão diversos como o metalomecânico, o calçado, o têxtil, o vestuário, a cerâmica, a cortiça, o agroalimentar, o farmacêutico, o químico e muitos outros. Este Conselho é o espaço onde são discutidas as políticas industriais, os desafios da competitividade, a inovação, a digitalização e a qualificação dos recursos humanos. As suas propostas são essenciais para a definição da posição da CIP em matérias como a política industrial europeia, os fundos comunitários, os incentivos ao investimento e a defesa comercial. ### Conselho para o Comércio, Turismo e Serviços O comércio, o turismo e os serviços são setores de enorme importância para a economia portuguesa, representando uma parte significativa do emprego e do PIB nacional. O Conselho para o Comércio, Turismo e Serviços reúne representantes das principais associações destes setores, que enfrentam desafios específicos relacionados com a digitalização, a qualificação, a sazonalidade, a regulação e a concorrência. Este Conselho trabalha em estreita articulação com as entidades públicas responsáveis por estas áreas e acompanha de perto a evolução das políticas de apoio ao turismo, ao comércio e aos serviços. As suas propostas são fundamentais para garantir que a voz destes setores é ouvida na definição das políticas públicas e para promover a sua competitividade e sustentabilidade. ### Conselho para a Construção, Imobiliário e Infraestruturas A construção, o imobiliário e as infraestruturas são setores estratégicos para o desenvolvimento do país, com um impacto significativo no emprego, no investimento e na coesão territorial. O Conselho para a Construção, Imobiliário e Infraestruturas reúne representantes das principais associações destes setores, que enfrentam desafios relacionados com o licenciamento, a burocracia, a escassez de mão de obra, os custos de construção e a transição energética dos edifícios. Este Conselho acompanha de perto a evolução das políticas de habitação, de infraestruturas e de ordenamento do território, e as suas propostas são essenciais para a definição da posição da CIP em matérias como o Programa de Recuperação e Resiliência (PRR), o Portugal 2030 e as reformas estruturais necessárias para desbloquear o investimento. ### Conselho para a Agricultura, Florestas e Pesca A agricultura, as florestas e a pesca são setores fundamentais para a economia portuguesa, com um papel crucial na coesão territorial, na gestão dos recursos naturais e na produção de bens essenciais. O Conselho para a Agricultura, Florestas e Pesca reúne representantes das principais associações destes setores, que enfrentam desafios relacionados com as alterações climáticas, a gestão dos recursos hídricos, a política agrícola comum, a gestão florestal e a sustentabilidade das pescas. Este Conselho trabalha em estreita articulação com as entidades públicas responsáveis por estas áreas e acompanha de perto a evolução das políticas europeias e nacionais. As suas propostas são fundamentais para garantir que a voz destes setores é ouvida na definição das políticas públicas e para promover a sua competitividade e sustentabilidade. — ## O Funcionamento dos Conselhos e a Articulação com a Direção O trabalho dos Conselhos é orientado por um Regulamento próprio, que define as regras de composição, de funcionamento e de articulação com os órgãos sociais da CIP. Cada Conselho é composto por representantes dos associados da CIP, designados pelas federações e associações setoriais e regionais, que participam a título pessoal, mas trazem para os debates o conhecimento e a experiência dos setores que representam. Os Conselhos reúnem-se periodicamente, por convocação dos seus coordenadores, e os seus trabalhos são organizados em torno de temas específicos, que podem ser propostos pela Direção da CIP, pelos próprios membros dos Conselhos ou pelas federações e associações associadas. As reuniões são espaços de debate franco e construtivo, onde as diferentes perspetivas são confrontadas e onde se procuram construir consensos em torno das propostas a apresentar. O produto do trabalho dos Conselhos assume a forma de propostas de decisão, recomendações e pareceres, que são submetidos à Direção da CIP para apreciação e deliberação. A Direção, por sua vez, utiliza estes contributos como base para a definição das posições da Confederação, para a sua intervenção junto do Governo, dos parceiros sociais e das instituições europeias, e para a formulação de políticas e estratégias de atuação. — ## Conclusão: Uma Estrutura ao Serviço da Participação e da Competitividade Os Conselhos da CIP são, na sua essência, a expressão mais autêntica da natureza participativa e representativa da Confederação. São nestes fóruns que os associados – federações, associações setoriais e regionais – encontram um espaço qualificado para debater, analisar e formular propostas sobre as matérias que mais diretamente os afetam. Para o mandato 2023-2027, os Conselhos da CIP estão renovados e reforçados, prontos para enfrentar os desafios de um mundo em constante transformação. Seja na fiscalidade, na energia, nas relações laborais, na internacionalização, na sustentabilidade, na indústria, no comércio, no turismo, na construção ou na agricultura, os Conselhos são o garante de que a voz da CIP é uma voz informada, credível e profundamente enraizada na realidade do tecido empresarial português. Ao serviço da Direção e de todos os associados, os Conselhos da CIP são um instrumento fundamental para a construção de um Portugal mais próspero, mais competitivo e mais justo. São a prova de que, na CIP, as empresas não são apenas representadas; são ativamente ouvidas e envolvidas na construção do futuro.