A CIP – Confederação Empresarial de Portugal participou, no passado dia 23 de fevereiro, em Madrid, no Encontro de Presidentes das Confederações Empresariais de Espanha e de Portugal, defendendo uma agenda ibérica estruturada para reforçar a competitividade europeia, simplificar o enquadramento regulatório e criar condições mais favoráveis ao investimento e à inovação.
Num contexto internacional marcado por instabilidade geopolítica, reorganização das cadeias globais de valor e transição energética, o Presidente da CIP, Armindo Monteiro, sublinhou que a União Europeia enfrenta um momento decisivo, exigindo uma resposta clara orientada para o reforço da competitividade e da produtividade.
O Presidente da CIP defendeu a necessidade de uma agenda consistente de simplificação e redução de complexidade regulatória, capaz de diminuir custos de contexto e libertar recursos para o investimento produtivo. Destacou igualmente a importância de acelerar a transformação digital das administrações públicas, modernizar o enquadramento económico e promover uma estratégia europeia de reindustrialização assente em energia competitiva e inovação tecnológica.
Armindo Monteiro identificou a Península Ibérica como espaço estratégico para afirmar uma plataforma energética e industrial competitiva, valorizando o potencial conjunto de Portugal e Espanha em energias renováveis, infraestruturas e integração de cadeias de valor, com impacto direto no reforço do mercado interno europeu.
No plano interno, sublinhou que a competitividade sustentável exige enquadramentos laborais equilibrados, previsíveis e orientados para ganhos de produtividade, reforçando o papel do diálogo social como instrumento essencial de estabilidade económica.
O encontro, promovido pela Câmara de Comercio Hispano Portuguesa, reuniu o Presidente da CIP e o Presidente da Confederación Española de Organizaciones Empresariales (CEOE), reforçando a necessidade de uma atuação convergente que permita ganhar escala, influência e capacidade de proposta no quadro europeu.
A CIP continuará a aprofundar a cooperação institucional com a CEOE e a apresentar propostas concretas junto das instâncias nacionais e europeias, promovendo uma agenda ibérica orientada para a simplificação regulatória, o reforço da inovação, a consolidação do mercado interno europeu e a internacionalização das empresas portuguesas.


