O novo complexo de 89 MW de potência junta 90 mil painéis solares ao aproveitamento hidroelétrico de Pracana, no centro do País, e vai gerar energia suficiente para abastecer cerca de 51.800 famílias, tirando partido da hibridização, para maximizar a utilização da rede de distribuição e dos recursos renováveis.

A EDP colocou em operação um projeto híbrido de produção hídrica e solar terrestre (onshore), o primeiro do grupo a nível mundial e também de Portugal com esta combinação de tecnologias renováveis. O complexo de Pracana, instalado no centro de Portugal, somará 89 MW de potência, representando mais um avanço importante para o setor energético e reforçando o compromisso da empresa com a transição energética.

O novo parque híbrido está situado nos concelhos de Mação e Proença-a-Nova nos distritos de Santarém e Castelo Branco, respetivamente, e vai gerar energia suficiente para abastecer cerca de 51.800 famílias e evitar a emissão de cerca de 35 mil toneladas de CO₂ por ano. Associa uma central solar fotovoltaica, com 90 mil painéis fotovoltaicos, e uma potência de 48 MW, à infraestrutura hidroelétrica existente na barragem da Pracana, no rio Ocreza, inaugurada em 1951 e com uma potência de 41 MW. Esta infraestrutura histórica alia o seu legado à inovação multitecnologia, área em que a EDP tem sido pioneira.

A aposta do grupo na hibridização permite aumentar a produção de energia renovável através das infraestruturas já existentes, nomeadamente as redes de distribuição, reduzindo custos operacionais e minimizando o impacto ambiental, ao mesmo tempo que reforça a capacidade de geração, num contexto de demora dos processos de licenciamento.

«Pracana é mais um marco na nossa estratégia: ao combinar hídrica e solar terrestre, reforçamos a estabilidade do sistema, aceleramos a transição energética e reduzimos o impacto no território. É o primeiro projeto da EDP nesta modalidade a nível global e prova que inovação e eficiência podem caminhar lado a lado», afirma Pedro Vasconcelos, administrador executivo da EDP e responsável pelo negócio do grupo na Península Ibérica.

A nova central solar, que agora se junta à barragem, começou a ser construída em janeiro de 2025 e a produção anual de energia solar estimada é de 87 GWh. O projeto distingue-se também pelos elevados padrões de segurança e responsabilidade social: foram registadas mais de 30 mil horas de trabalho sem acidentes, com um pico de 150 trabalhadores envolvidos durante a fase de construção.

Pracana é o sexto projeto híbrido da EDP em Portugal, o 11º na Península Ibérica e, com o parque híbrido de Golancz na Polónia, aumenta para 12 os projetos multitecnologia do grupo na Europa. Em 2025, a EDP também colocou em operação dois parques eólico-solares – Charneca das Lebres, em Aljezur, Portugal, e Las Lomillas, em Cuenca, Espanha. Em território nacional, a EDP conta ainda com dois projetos que integram hídrica e solar flutuante – o Alto Rabagão, na região de Montalegre, e o Alqueva, em Moura.

Fonte e fotografia: EDP