A reabilitação urbana já é muito mais do que uma tendência, é uma realidade que vai ganhando força nas ruas portuguesas e na atividade económica, de norte a sul do país.

O movimento tem sido estratégico para o setor imobiliário e para todas as atividades económicas que de forma direta ou indireta com ele se relacionam e pelo potencial de sustentabilidade que encerra. Os impactos são significativos na atividade de algumas empresas da fileira da construção, que progressivamente vão descobrindo o potencial de atividade que este segmento encerra, no turismo pelo progressivo despertar da beleza encoberta das nossas cidades e vilas e também no domínio social, pela melhoria da habitabilidade e do enquadramento que a reabilitação do espaço público proporciona.

A CIP esteve presente desde o início na dinamização e estimulo ao movimento pela regeneração urbana, consciente da sua importância para as cidades e para o tecido empresarial nacional. Em 2009 desenvolveu um estudo, com base numa equipa de peritos, que entregou ao governo de então e que esteve na base de uma parte substancial das políticas que foram sendo adotadas, nomeadamente, nos domínios do arrendamento, do licenciamento, da fiscalidade e dos mecanismos de financiamento e estimulo à regeneração urbana.

Entre junho de 2011 e março de 2013, desenvolveu o projeto “Fazer Acontecer a Regeneração Urbana – Uma Saída para a Crise”, com apoio do programa SIAC.

A notoriedade atingida, os resultados obtidos e a convicção que se formou, a partir das reações dos envolvidos e dos contactos mantidos com empresários, políticos, académicos e profissionais nacionais e internacionais, de que a estratégia defendida, estaria no caminho correto, apontaram para a necessidade de se prosseguir nos esforços empreendidos pela CIP, dando um novo impulso, capaz de preencher zonas não abrangidas pela estratégia que resultou do projeto, sob pena de se virem a perder os primeiros impactos alcançados. Foi com este suporte que a CIP promoveu o segundo projeto, batizado de “REGENERAÇÃO URBANA – UM NOVO IMPULSO”.

Com o lançamento deste novo impulso a CIP procurou desenvolver uma visão suportada em cinco vetores estratégicos:

1. Dinamizar a atividade das empresas localizadas na fileira da construção
2. Ampliar os casos piloto e a envolvente tratada
3. Criar modelos sustentáveis de negócio para as autarquias
4. Divulgar e comunicar a regeneração urbana, os seus casos de sucesso e criar redes de cidades em que a regeneração urbana seja um fator estratégico de desenvolvimento
5. Promover um ambiente legislativo favorável à Regeneração Urbana

Este projeto envolveu o desenvolvimento de 12 Atividades:

1. MESA REDONDA PARA LANÇAMENTO DO PROJETO, com o objetivo de fazer a apresentação e divulgação da iniciativa
2. CRIAR UM “THINK TANK” com o objetivo de dinamizar uma estrutura que “pense” e debata a regeneração urbana em termos estratégicos, ajude a fomentar a cooperação entre os diversos players do setor e através do acompanhamento e análise crítica ao desenvolvimento do projeto, apoie a sua implementação e proponha ações corretivas, para que sejam atingidos os resultados e o impacto esperado.
3. ORGANIZAR MISSÕES INVERSAS de investidores, para dinamizar a vinda às cidades onde ocorreram projetos-piloto, de investidores estrangeiros e opinion makers do setor, para fomentar o seu interesse no investimento e divulgação destas iniciativas.
4. REALIZAR UM DIAGNÓSTICO À CAPACIDADE DAS EMPRESAS DA FILEIRA DA CONSTRUÇÃO para detetar constrangimentos que impedem a adoção de orientações que permitam aproveitar estes novos segmentos de atividade e fomentar o trabalho em rede.
5. ORGANIZAR UM FIM DE SEMANA TEMÁTICO dedicado a jovens, sobretudo académicos, que desejem vir a aproveitar as oportunidades geradas por projetos de regeneração urbana e o potencial de exploração que representa.
6. ALARGAMENTO DAS AÇÕES PILOTO A MAIS CINCO CIDADES, nomeadamente Vila Real, Braga, Viseu, Leiria e Beja, com o objetivo de criar alvos de regeneração urbana, com preocupações de atração do investimento privado, para lançar definitivamente um movimento nacional pela regeneração urbana e criar dimensão, para atrair investidores nacionais e internacionais.
7. INTEGRAÇÃO DAS CIDADES ONDE OCORRERAM CASOS PILOTO EM REDES, com processos e estratégias de regeneração urbana, para fomentar a cooperação, a formação de parcerias, a internacionalização das nossas cidades e a partilha de conhecimento e troca de ideias conceitos e experiências.
8. DIVULGAÇÃO E PROMOÇÃO DE CASOS DE SUCESSO E OPORTUNIDADES relacionados com as autarquias aderentes, para ajudar a atrair investidores e a concretizar as ideias produzidas.
9. CONCEBER UM MODELO DE NEGÓCIO SUSTENTÁVEL PARA A REGENERAÇÃO URBANA capaz de vir a ser adotado pelas autarquias, para atrair investidores e empresários, facilitar, apoiar e explorar oportunidades geradas por processos de regeneração urbana.
10. CRIAR O OBSERVATÓRIO DA REGENERAÇÃO URBANA E DO ARRENDAMENTO, para recolher, monitorar, tratar e divulgar, informação com interesse para o processo da regeneração urbana, abastecendo com essa informação os órgãos dedicados à reflexão estratégica.
11. DEFINIR UMA ESTRATÉGIA COLETIVA indutora de efeitos de arrastamento na economia, que deverá ser interpretada como suporte estratégico, para o desenvolvimento de projetos de regeneração urbana integrada, envolvendo os aspetos sociais, urbanísticos, económicos e de sustentabilidade energética e ambiental.
12. SEMINÁRIO DE ENCERRAMENTO destinado a fazer um balanço final da realização do projeto e a divulgação das conclusões transcritas dos estudos e casos piloto realizados.

A CIP pode sentir-se orgulhosa do trabalho que ao longo dos últimos anos tem desenvolvido, no reconhecimento da regeneração urbana como um vetor chave; para o apoio à dinamização da atividade das empresas da fileira da construção, para o desenvolvimento das regiões, para o regresso ao centro das cidades da classe media e dos jovens, o reforço do potencial turístico das nossas vilas e cidades e para o combate pelo empreendedorismo, sobretudo dos mais jovens, num movimento conjugado que irá por certo, ter um papel diferenciador e definitivo no ressurgimento económico do país.