23 de abril de 2015
Na atual situação de relançamento da economia que o País atravessa, a greve convocada na TAP, para os próximos dias 1 a 10 de maio de 2015, constitui um rude golpe nas expectativas de todos aqueles que aspiram ao progresso económico e social do País.

Num momento em que o turismo e a projeção internacional da imagem do País constituem vetores decisivos para o desenvolvimento da nossa economia, gerando riqueza pela entrada de divisas e criando empregos ligados ao setor da hotelaria e restauração e a outros com estes conexos, a convocação desta greve compromete todo o esforço realizado para inverter a trajetória recessiva em que, até há bem pouco tempo, nos encontrávamos, e põe em causa o sucesso das políticas de incentivo ao turismo, ao investimento e à boa imagem de Portugal.

A CIP não pode, assim, deixar de repudiar a forma escolhida para fazer prevalecer interesses de grupos profissionais, dadas as muito negativas consequências da paralisação da aviação para o interesse nacional e da economia no seu conjunto.

Na perspetiva da CIP, a convocação desta greve consubstancia um ato de irresponsabilidade e representa um retrocesso significativo nas escolhas dos Sindicatos sobre as formas de contestação a qualquer medida que considerem que diminui ou ameaça os seus interesses.

Na verdade, sob o pretexto de defesa de determinados interesses, compromete-se o interesse nacional, a estabilidade exigida pela comunidade internacional e, consequentemente, o emprego de milhares de pessoas, pondo-se em causa o esforço que a todos os portugueses foi e ainda está a ser exigido para superar as dificuldades e encontrar o caminho do crescimento, com confiança no investimento e na criação de postos de trabalho.

A CIP volta, assim, a apelar ao bom senso dos dirigentes sindicais e dos trabalhadores, pondo termo a uma greve que prejudica a economia nacional.

No caso de não prevalecer o bom senso e o sentido de equilíbrio entre o valor das causas que se defendem, em comparação com as causas nacionais que assim ficam comprometidas, a CIP considera que o Governo não deverá excluir a hipótese de recurso aos instrumentos legais que tem à sua disposição, caso essa seja a única forma de assegurar o normal funcionamento da aviação ao nível nacional.