O QUE A CIP QUER DE UM NOVO GOVERNO
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Na sessão de encerramento do 2º Congresso das Empresas e das Atividades Económicas, o Presidente da CIP sintetizou as principais conclusões que resultaram deste congresso e estruturou as propostas da CIP ao próximo Governo, em onze grandes prioridades:

  1. Conciliar a sustentabilidade das finanças públicas com o estímulo ao crescimento económico necessário à resolução do problema do desemprego, nomeadamente através da redução da carga fiscal, de medidas de fomento do investimento privado e da retoma do investimento público estratégico.
  2. No relançamento do investimento público, a prioridade deverá ser colocada nas infraestruturas para a competitividade, tirando partido de uma nova centralidade estratégica de Portugal entre os principais blocos do comércio internacional, nomeadamente ao nível dos transportes e logística, com vista a uma melhoria da conectividade internacional e da atração de operadores e de investimento estrangeiro.
  3. Reduzir a carga fiscal sobre as empresas e as famílias e tornar o sistema fiscal português mais competitivo, mais previsível e mais simples são objetivos fundamentais para ultrapassar uns dos maiores problemas com que nos deparamos, a quebra do investimento.
  4. Resolver definitivamente o problema das dívidas das entidades públicas às empresas e reduzir os respetivos prazos de pagamento, no respeito integral pela diretiva europeia, incluindo a sua aplicação às entidades públicas que fazem parte do Serviço Nacional de Saúde.
  5. Lançar um programa articulado dirigido a uma reorganização profunda do quadro em que as empresas se financiam.
    Apostar na formação e qualificação dos ativos, para podermos criar um ambiente favorável à modernização e internacionalização das empresas.
  6. Atuar sobre os vetores que contribuem para a elevada fatura energética das empresas, decorrente sobretudo dos custos fixos que lhe estão atribuídos, os quais têm vindo a crescer a um ritmo claramente superior ao da inflação. Para tal, é preciso prosseguir no esforço de contribuição dos vários setores envolvidos na geração e pagamento dos custos do sistema energético nacional no sentido de uma maior eficácia e equidade.
  7. Reduzir os custos de contexto que continuam a bloquear a competitividade das empresas, devendo acelerar-se e aprofundar-se o Programa Simplificar, com vista a eliminar os entraves burocráticos que mais afetam as atividades económicas.
  8. Estimular a inovação, nomeadamente através da afetação das verbas do Portugal 2020
  9. Implementar uma estratégia coerente de internacionalização da economia, promovendo, neste âmbito, a separação clara do papel de facilitador e de coordenação que compete às entidades públicas, em estreita articulação com toda a rede da diplomacia portuguesa, do que cabe às empresas e às associações que as representam setorial ou territorialmente e que desenvolvem as ações conducentes à sua internacionalização.
  10. Promover as alterações essenciais no domínio da legislação laboral.