A Microsoft é atualmente o maior fabricante mundial de software e uma das marcas mais valiosas do mundo. A Microsoft Portugal é o mais recente associado da CIP.

Com sede em Redmond, Washington, ao longo dos seus 40 anos, a Microsoft desenvolveu alguns dos produtos de software mais icónicos do setor das Tecnologias de Informação (TI) e usados por milhões de pessoas e de organizações em todo o mundo, como o sistema operativo Windows, a ferramenta de produtividade Office ou o browser Internet Explorer.

Mas a verdade é que a Microsoft já não é uma empresa (só) de software, sendo essencialmente uma empresa de dispositivos e serviços na Cloud. Continua a fabricar software, o Windows, a plataforma base que corre em servidores, computadores pessoais, tablets, híbridos, smartphones e na consola de jogos Xbox; mas também software de gestão para empresas, ferramentas de desenvolvimento, bases de dados, gestão de ambientes empresariais. E tem igualmente uma presença importante e crescente em termos de faturação no hardware, com a linha de tablets Microsoft Surface, os smartphones Microsoft Lumia (resultado da aquisição da divisão de dispositivos móveis da Nokia), a consola de jogos Xbox, uma linha de jogos desenvolvidos nos seus próprios estúdios e um conjunto de periféricos (ratos, teclados, câmaras de vídeo, etc). E num futuro próximo irá apresentar ao público o primeiro computador holográfico: o Microsoft HoloLens. Tudo isto para concretizar aquela que é a sua missão enquanto companhia: “Dar a cada pessoa e a cada organização no planeta o poder para fazer mais”.

O que hoje caracteriza a nova Microsoft é a oferta completa e poderosa de aplicações e serviços que funcionam na Cloud e espelham na perfeição toda a oferta de software tradicional, mas pensados para funcionar em modo web. Embora inconscientemente, os consumidores começaram a perceber esta mudança quando criaram as primeiras contas de email pessoal gratuito no Hotmail, o primeiro serviço Cloud no mundo e que a Microsoft disponibilizou. Hoje, a Microsoft está por todo o lado, mas é sobretudo percecionada pela experiência que os seus produtos potenciam: uma marca prática, que permite às pessoas fazerem mais – e mais do que mais gostam. A marca da produtividade e a marca para quem quer e precisa de agir. E se o Windows é o campeão de associação de marca à Microsoft, os produtos com maior saída são os empresariais: o Office 365 (a versão do Office na Cloud) e o Windows Azure (a versão servidor do Windows na Cloud). Ambos estão entre os serviços que mais crescem em Portugal e que representam o futuro da transformação, porque assentam num modelo de negócio totalmente novo, para a Microsoft e para os clientes: um modelo assente no consumo de recursos tecnológicos e pagamento exclusivo por esse uso, na medida em que se usa.

Presente em 121 países e com mais de 118.000 empregados, a Microsoft chegou a Portugal em 1990. Começou com três pessoas numa sala de 30m2 e conta hoje com mais de 300 quadros diretos e um espaço de mais de 6.000m2, no Parque das Nações, em Lisboa. Neste último quarto de século, o setor das TI é um dos que sofreu uma metamorfose maior e conseguiu revolucionar por completo a forma como vivemos, socializamos, comunicamos, criamos, gerimos ou produzimos em sociedade.
Há 25 anos a Internet não tinha despontado, as comunicações móveis estavam a nascer e o digital era uma miragem. E o contributo da Microsoft, enquanto um dos principais protagonistas do setor das TI, foi gigantesco. O seu grande mérito terá sido a total democratização do acesso à tecnologia.

Os principais marcos da história da Microsoft em Portugal assentam sobretudo na disponibilização das grandes inovações tecnológicas: o Windows 95, o Windows XP, a introdução do Office e depois a disponibilização sem custos da aplicação do Office em plataformas concorrentes em 2014, e o lançamento de produtos como o Surface ou o Microsoft Lumia.
As quatro visitas do fundador Bill Gates foram também marcos importantes, com destaque para a de 1998 – com a exposição do códice Da Vinci que disponibilizou para estar em exposição na Expo 98 – ou a visita de 2006, que foi determinante para o arranque do Plano Tecnológico Português que veio modernizar e massificar a formação e utilização de tecnologia no nosso País. A disponibilização de uma suite de produtividade (uma versão do Windows e do Office) em exclusivo para o computador Magalhães foi igualmente um marco a assinalar, assim como a aquisição em 2008 de uma empresa portuguesa na área da tecnologia de mobilidade, a Mobicomp de Braga.
No que toca a investimento ao longo destes 25 anos, as contas revelam que a Microsoft tem aplicado em Portugal o equivalente a 35.000€ por dia. Um dos destaques é a abertura em 2003 do Centro Europeu de suporte telefónico (que hoje emprega mais de 200 pessoas) e a abertura em 2005 do Centro de I&D em tecnologias de reconhecimento de fala pelos computadores. Mas há que somar também as mais 213.000 pessoas com formação e certificação em tecnologias Microsoft; os 14.000 developers com formação gratuita através da Microsoft Virtual Academy; o apoio a mais de 600 startups desde 2008; as 354.000 PME que receberam tecnologia e formação; ou as mais de 170 Organizações Não Governamentais que receberam o Office só no ano anterior.

Para a Microsoft, Portugal foi sempre um país laboratório: suficientemente relevante para provar o conceito, mas comodamente pequeno para permitir assumir o dano, em caso de falha. Num raio-X à atividade da multinacional em Portugal, percebe-se que se centrou em quatro pilares chave:
– Modernização das empresas – a Microsoft trouxe produtividade, mobilidade e colaboração ao mundo empresarial e à vida das pessoas;
– Modelo de negócio indireto – assente num ecossistema nacional de parceiros (3.000) que representa 25% do setor TI em Portugal e emprega 45.000 pessoas;
– Educação – Trabalho intenso com o poder político e a comunidade educativa para trazer a tecnologia e modernizar as metodologias de ensino e a sala de aula. Para acelerar esta modernização e incentivar o uso de tecnologia, a Educação é um dos setores onde a Microsoft oferece a sua tecnologia de produtividade e o Office 365 está disponível para download gratuito por professores, alunos e a comunidade educativa;
– Cidadania e responsabilidade social corporativa – O Terceiro Setor tem acesso gratuito a toda a tecnologia da Microsoft, em reconhecimento do trabalho meritório que as ONGs fazem na redução das assimetrias sociais e económicas. A Microsoft tem também desenvolvido uma aposta clara no emprego e na redução das assimetrias entre a produção de competências e empregabilidade, tendo começado nos anos 90 no setor têxtil e expandido a todos os cidadãos agora com o Programa Ativar Portugal.