Gonçalo Lobo Xavier, membro indicado pela CIP – Confederação Empresarial de Portugal para o Conselho Economico e Social Europeu (CESE) e assessor da Direcção da AIMMAP, foi eleito Vice-Presidente do CESE com o pelouro da Comunicação para o período 2015- 2020, em representação do Grupo I que integra os empregadores e associações empresariais europeias dos 28 estados membros. Esta é a primeira vez que Portugal está representado no órgão de Direcção do CESE, sendo que o pelouro da comunicação inclui também a responsabilidade da coordenação das relações institucionais do CESE com as outras Instituições Europeias.

Gonçalo Lobo Xavier nasceu em Coimbra em 1972. Vive no Porto desde 2001.
Licenciado em Gestão e Administração de Empresas pela Universidade do Minho, fez uma especialização em Internet Marketing na UWF –University of West Florida em 2000 e fez o International Summer Course no Mikkeli Polytechnic em Mikkeli na Finlândia onde viveu e trabalhou em 2001.

Começou a carreira em 1997 na SONAE Distribuição de onde guarda boas recordações e excelentes ensinamentos enquanto “escola de gestão e formação de pessoas” e trabalhou mais de 10 anos para a Rede de Centros Tecnológicos de Portugal, o que lhe permitiu ter uma visão bastante completa sobre a indústria portuguesa, mais concretamente sobre os temas centrais da inovação e transferência de tecnologia. Tendo trabalhado com diversos setores da indústria, como a metalurgia e metalomecânica, a cerâmica e o vidro, a cortiça, o calçado, o têxtil, as rochas ornamentais e industriais, os moldes e plásticos, os curtumes ou ainda a madeira e mobiliário, participou em vários projectos de cooperação nacional e internacional envolvendo parceiros de diferentes origens em áreas diversas.

Coopera com a CIP desde 2006, onde chegou a convite de Francisco van Zeller para representar a Confederação no RTI WG- Research and Technological Innovation Working Group da BUSINESSEUROPE, onde tem sido bastante activo no sentido de dotar a organização com as posições portuguesas mais relevantes em matéria de inovação e transferência de tecnologia com eficiência e eficácia para as empresas, sobretudo na concretização de políticas de crescimento sustentado nestes domínios.

Foi Presidente do Conselho Fiscal da CIP no primeiro mandato de António Saraiva.

Em Novembro de 2011 foi convidado para substituir o membro da CIP no Conselho Económico e Social Europeu, Manuel Cavaleiro Brandão, que deixou uma marca de qualidade no CESE, ainda hoje muito apreciada entre os seus pares.
Desenvolveu trabalho de referência para o Comité e para a CIP, bem como para a indústria portuguesa, tendo em conta os seus conhecimentos e áreas de atuação, pelo que neste primeiro mandato de quase quatro anos foi relator de cinco opiniões nas áreas da indústria, onde se pode destacar o exigente relatório do AGS 2015 – Annual Growth Survey sobre o Plano Juncker ou o Plano de Acção para o Empreendedorismo 2020.

É vice presidente do Europe 2020 Steering Committee, orgão que monitoriza, no CESE, os trabalhos da União Europeia para a concretização dos objectivos da Agenda Europa 2020.
Enquanto membro do Grupo I do CESE propôs temas para a redacção de relatórios de iniciativa, em áreas críticas para a indústria portuguesa como o financiamento às PME, as questões ligadas à energia e à competitividade ou, ainda, o excesso de burocracia e barreiras à exportação.

Desde 2013 que colabora com a AIMMAP – Associação das Indústrias Metalúrgicas e Metalomecânicas e Afins de Portugal, trabalhando para o sector industrial mais exportador do país e cooperando nas áreas de promoção de serviços para os associados, comunicação, identificação de oportunidades e prospecção de mercados, representatividade internacional e relações externas com as entidades relevantes para o setor, em Portugal e em Bruxelas.

É, desde Fevereiro de 2014, Delegado Nacional para a Inovação nas PME e Financiamento de Risco, no âmbito do HORION 2020, colaborando com a FCT e com o GPPQ na promoção das oportunidades do maior programa de inovação do mundo e onde Portugal e as empresas portuguesas podem e devem participar mais.

Orador em várias conferências sobre inovação na indústria em geral e na metalúrgica e metalomecânica em particular tem colaborado com organismos públicos e privados para dar o testemunho sobre a internacionalização do sector e a sua sustentabilidade.

Foi recentemente eleito pelos membros do Grupo I o próximo Vice-presidente do Comité Económico e Social Europeu com o pelouro da Comunicação para o mandato de 2015-2017, uma situação inédita para Portugal desde que aderiu à Comunidade.
No seu discurso de candidatura, proferido em inglês, francês, castelhano e português, destacou a necessidade do CESE comunicar melhor com os cidadãos europeus, com o Parlamento Europeu e com a Comissão o trabalho que desenvolve em prol da construção europeia. O CESE é a voz da sociedade civil organizada e tem um papel fundamental no sentido de reflectir o sentimento dos vários sectores da sociedade no desenvolvimento de uma europa mais justa e colaborativa.
É com este enquadramento que se está a preparar para o enorme desafio de coordenar, com uma vasta equipa, o pelouro da Comunicação do Comité, não esquecendo nunca a necessidade de evidenciar o potencial da indústria portuguesa na Europa e no mundo.
Envolvido em vários organismos de intervenção na sociedade civil, é também o coordenador do núcleo de Coimbra da ACEGE – Associação Cristã de Empresários e Gestores.

Praticante regular de ténis e futebol, tem-se dedicado à corrida, tendo finalmente concretizado em março de 2015 o desafio de fazer a Meia Maratona de Lisboa em menos de duas horas (1h58’).
Casado, com dois filhos de 11 e 8 anos, continua a achar que Portugal é um país extraordinário e espera continuar a trabalhar na área da indústria, no sentido de ajudar Portugal a desenvolver-se e a posicionar-se no mundo como um país de referência nas áreas da inovação e competitividade.