A CIP realizou, no dia 22 de outubro, uma Conferência de Imprensa na qual apresentou aos jornalistas a posição da CIP e as suas propostas para o programa e acção do novo Governo.

Comunicado de Imprensa

A CIP – Confederação Empresarial de Portugal – pela sua representatividade e responsabilidade – tem obrigatoriamente de participar no debate público nacional sobre as grandes linhas de orientação de política económica, mas fá-lo para sublinhar as condições que considera necessárias ao desenvolvimento económico, à criação de riqueza e à criação de emprego.

Para as empresas portuguesas, é imprescindível que exista estabilidade legislativa, estabilidade fiscal e estabilidade laboral, porque é disso que todas as empresas necessitam para desenvolverem a sua atividade.

Por isso, a CIP apoiará, sempre, uma solução governativa que garanta estabilidade, para os empresários saberem com o que podem contar; previsibilidade, para que seja promovido o investimento; e respeito pelos compromissos internacionais, para que seja mantida a confiança.

As empresas portuguesas querem ter no governo um interlocutor credível, com capacidade e sustentabilidade para encontrar soluções para os problemas que ainda se colocam a Portugal e promover as necessárias reformas necessárias à melhoria da competitividade da economia portuguesa e à criação de emprego.

A CIP não vacilará na exigência da melhoria dos fatores de competitividade, nomeadamente:

  1. um sistema fiscal mais competitivo, mais previsível e mais simples;
  2. o lançamento de um programa articulado dirigido a uma reorganização profunda do quadro em que as empresas se financiam;
  3. a atuação sobre os fatores que continuam a contribuir para a elevada fatura energética a pagar pelas empresas;
    e a aposta na desburocratização e na reforma da Justiça.

A frágil recuperação que se faz sentir tem de ser incentivada, consolidada e reforçada.

A CIP representa mais de 115 mil empresas, que empregam mais de 1,6 milhões de trabalhadores e geram um volume de negócios anual superior a 105 mil milhões de euros, valor superior a 60 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) português.

Assista aqui ao direto, emitido pela RTP, da Conferência de Imprensa.