Os dados avançados pelo INE mostram que o abrandamento da atividade económica na segunda metade do ano se deveu em grande medida aos fracos resultados do investimento em capital fixo, sobretudo em máquinas e equipamentos.

Esta constatação confirma a importância que a CIP tem dado à necessidade de medidas de estímulo ao investimento e à competitividade. De facto, sem a retoma do investimento empresarial, os recentes progressos conseguidos pela economia portuguesa podem ser facilmente reversíveis e, como temos afirmado, não será de esperar que o investimento aumente apenas por via do estímulo ao rendimento dos particulares.

A este respeito, a CIP salienta o alerta do Conselho das Finanças Públicas (no seu parecer sobre a proposta de OE 2016, publicado em 1/3/16) para o risco de a perda de competitividade colocar em risco as perspetivas para o aumento do investimento, referindo-se concretamente ao impacto imediato da subida dos custos salariais, não compensada pelo aumento da produtividade ou por outros fatores de competitividade estrutural.

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