O presidente da CIP, António Saraiva, e o Vice-Presidente Jorge Henriques reuniram, a 31 de outubro, com os líderes do CDS-PP, Assunção Cristas e Pedro Mota Soares, a propósito do Orçamento do Estado para 2017 , encontro no qual a CIP teve a oportunidade de apresentar as propostas de alteração que vai entregar aos restantes grupos parlamentares, com o objetivo de melhorar a competitividade das empresas.

A CIP reconhece que o orçamento tem aspetos positivos, como a remuneração convencional do capital social, o investimento por parte de privados para micro e pequenas empresas e a questão de concentração de empresas no interior, mas falta-lhe alguma ambição de estímulo ao investimento.

A Confederação Empresarial de Portugal propõe assim três alterações ao Orçamento do Estado para 2017, a primeira das quais tem por objetivo a melhoria da remuneração convencional do capital social, já que, apesar de “louvar a iniciativa que o orçamento aponta”, sente que “há margem de progressão” e, por isso, apostam numa proposta que melhora essa vertente. “Temos uma outra proposta que especifica e melhora a interpretação do novo imposto sobre o património e, finalmente, uma terceira proposta que faremos sobre o imposto das bebidas açucaradas, que, no nosso entender, é igualmente perverso aquilo que está definido em sede de orçamento e que na nossa proposta tentaremos melhorar”, explicou António Saraiva aos jornalistas no final do encontro com o CDS-PP.