A CIP analisou as propostas feitas pela Estrutura de Missão para a Capitalização de Empresas e conclui que o caminho é certo, mas que é preciso completá-las e transformá-las num verdadeiro programa com impacto no curto prazo.

A CIP – Confederação Empresarial de Portugal considera que o conjunto de propostas apresentado pela Estrutura de Missão para a Capitalização de Empresas constitui uma base de trabalho de grande utilidade, mas salienta que, para tirar o melhor partido destas propostas e obter resultados a curto prazo, é preciso transformá-las num verdadeiro programa com vista a ultrapassar os constrangimentos à capitalização e financiamento das empresas nacionais.

A CIP considera que, para que tal seja possível, é necessário:

  • Discuti-las devidamente com as organizações empresariais, de modo a identificar aquelas que devem ser consideradas prioritárias e suscetíveis de execução a curto prazo, no quadro de um programa de emergência;
  • Imprimir um elevado nível de ambição na sua formulação mais detalhada, preparando-as do ponto de vista técnico para serem executadas tão brevemente quanto possível;
  • Completá-las com medidas que visem um impacto a curto prazo sobre as empresas economicamente viáveis com maiores dificuldades financeiras e sobre o elevado nível de crédito malparado na carteira de ativos dos bancos (nomeadamente através de um veículo especializado na reestruturação destas dívidas e/ou na sua conversão em capital);
  • Calendarizar as medidas enquadráveis num programa para execução imediata ou a curto prazo;
  • Dotar esta iniciativa de uma entidade responsável pelo acompanhamento da sua execução, com participação de representantes do setor empresarial e tutela governamental a um nível adequado, eventualmente do próprio Primeiro-Ministro;
  • Iniciar desde já a preparação de um programa a mais longo prazo, que integre as medidas menos prioritárias ou de mais difícil implementação.

A CIP apela à ambição e urgência exigida pela situação financeira em que se encontra um grande número de empresas economicamente viáveis e pelo risco de uma nova onda de falências, com reflexos muito negativos sobre o emprego.