O epíteto de “protagonista”, que intitula a nova rubrica da newsletter CIP, encaixa na perfeição no associado que marca a sua estreia. “Figura principal”, “promotor” ou até, em sentido figurado, “que se destaca” são definições à medida da associação nascida em 1956, que representa hoje um setor de referência mundial, não apenas pela liderança nas exportações, mas também pela inovação incorporada nos produtos e serviços envolvidos. Os mais de 270 associados incluem subsetores de preparação, transformação e comercialização, desde as tradicionais corticeiras de grande dimensão até às jovens e ousadas startups. É que o empreendedorismo nascente do setor reforça o seu dinamismo e dá sinais de vitalidade. A cortiça portuguesa apresenta-se ao mundo com valor acrescentado e a APCOR justifica o seu papel de agente económico, através do fomento da criatividade, bem como do estímulo à transferência de conhecimento, por via da aplicação de design e tecnologia.

Distinguindo-se como a única associação nacional que representa a indústria da cortiça, a APCOR possui atualmente mais de 270 associados, que asseguram 80% da produção nacional e 85% das exportações de cortiça. Trata-se de uma associação patronal de âmbito nacional, nascida em Santa Maria de Lamas, no concelho conhecido como “coração da indústria da cortiça”.

A atividade empresarial do setor, centrada no concelho de Santa Maria da Feira, cedo justificou a constituição de uma entidade responsável pela promoção e valorização da cortiça e dos seus produtos, que assumiu também a missão de representar e apoiar as empresas nos mais variados domínios. A internacionalização e a Inovação e Desenvolvimento são hoje áreas de intervenção destacadas, mas a APCOR não descura outros serviços essenciais ao acompanhamento da atividade económica: informação setorial, cooperação institucional e contratação coletiva (a APCOR representa a indústria da cortiça nas negociações das Convenções Coletivas de Trabalho com os Sindicatos, procurando incentivar o desenvolvimento competitivo das empresas e melhorar as condições socioeconómicas dos seus trabalhadores).

Exportações e notoriedade internacional: a marca APCOR

Há muito que as exportações são encaradas como o garante da revitalização económica do País e, nessa matéria, a cortiça tem uma palavra a dizer. De acordo com a APCOR, Portugal é o líder mundial das exportações de cortiça, com uma quota de mais de 63,9% do total mundial. As exportações portuguesas de cortiça atingiram, em 2013, 835,1 milhões de euros, materializados em 201,2 milhares de toneladas.

Uma performance intimamente ligada com aquele que tem sido um dos pilares estratégicos da APCOR: a aposta na internacionalização. A Associação orgulha-se de assumir o seu contributo para o reconhecimento mundial da cortiça, particularmente a portuguesa, como “produto de excelência”. Neste âmbito se enquadram as campanhas de comunicação e informação levadas a cabo em mercados externos, passando naturalmente por diversos países europeus, mas também pela Ásia, pela América e pela Oceânia.
Contando com o envolvimento de empresas, associações congéneres e entidades públicas, a APCOR esforça-se por diversificar ações (feiras, seminários, entre outros eventos) e maximizar oportunidades. Um esforço abrangente também na perspetiva dos produtos e serviços promovidos: a cortiça é promovida na sua componente rolha, materiais de construção, decoração e isolamento e, ainda, novas aplicações.
No que concerne à inovação, que a APCOR advoga como garante de um crescimento sustentado, dentro e fora de portas, destacam-se vários projetos e ações. As aplicações inusitadas da cortiça a que temos vindo a assistir nos últimos anos ficam também a dever-se ao contributo ativo da Associação, nomeadamente no que toca ao fomento de parcerias entre empresas e centros de investigação, escolas e universidades. As áreas de investigação são cada vez mais diversificadas e trazem consigo oportunidades de negócio que o mercado tem acolhido de forma muito positiva. Da moda ao design, passando pela arquitectura e pelo mobiliário, o desporto, a indústria de transportes, as pás eólicas, e até mesmo a arte, são vários os  exemplos práticos de um setor que se diz pronto para esquecer um ciclo de crise que parece estar ultrapassado, dando lugar a um setor tradicional reinventado.

 

BI ASSOCIATIVO

Representação Associativa: Mais de 270 sócios

Presidente: João Rui Ferreira (Waldemar Fernandes da Silva, S.A)

Sede: Santa Maria de Lamas

Ano de Fundação: 1957

Site: http://www.apcor.pt