A AERLIS – Associação Empresarial da Região de Lisboa promoveu, no dia 9 de dezembro de 2014, o seu 2º Encontro de Desenvolvimento Empresarial, que teve como tema de fundo o Portugal 2020 e outras fontes de financiamento. Este evento teve o objetivo de dar a conhecer a Estrutura e Sistemas de Incentivos do Portugal 2020 e outras oportunidades de financiamento e instrumentos disponíveis para apoiar as empresas no seu crescimento.

O Presidente da CIP, António Saraiva, foi orador na sessão de abertura deste certame, que contou também com as intervenções de António Ferreira de Carvalho, Presidente da Direção da AERLIS, João Teixeira, Presidente da CCDRLVT e Miguel de Campos Cruz, Presidente do IAPMEI.

Na sua intervenção, António Saraiva destacou três grandes desafios que se colocam ao Portugal 2020: internacionalização, inovação e financiamento. A CIP espera que os incentivos que estão a ser preparados neste quadro traduzam corretamente estes desafios e que contribuam, no terreno, para que as empresas tenham condições para os enfrentar.

O Presidente da CIP demonstrou também a preocupação da confederação com a concretização do princípio da contratualização para resultados nas regras dos novos sistemas de incentivos e defendeu que a definição de metas ou resultados a atingir deverá ter em conta a multiplicidade de fatores exógenos que condicionam os projetos apoiados, nomeadamente o impacto da conjuntura económica na procura dirigida a cada setor de atividade, bem como o impacto das flutuações cambiais. “Penalizar as empresas pelo facto de não atingirem determinadas metas não será o caminho certo, quando essas metas estão dependentes de fatores que escapam ao seu controlo e não se relacionam com o mérito dos projetos”, frisou.

António Saraiva lembrou ainda que a recente conferência promovida pela CIP sobre a Diversificação do Modelo de Financiamento das PME concluiu pela necessidade de lançar um programa articulado, dirigido a uma reorganização profunda do quadro em que as empresas tradicionalmente se financiam. De acordo com o Presidente da CIP, “este programa deveria ser integrado, por um lado, pela mobilização dos instrumentos já disponíveis e, por outro lado, pela ação da nova Instituição Financeira de Desenvolvimento, que deverá constituir um instrumento dinamizador e coordenador de um processo de diversificação das fontes de financiamento e dos instrumentos à disposição das empresas e, com particular incidência, das PME“.
Das propostas saídas da conferência da CIP, António Saraiva destacou ainda as que se prendem com um adequado enquadramento jurídico regulatório do mercado de capitais e com um quadro fiscal mais favorável ao reforço de capitais próprios das empresas pelos seus proprietários ou por terceiros.

Conheça aqui, na íntegra, a intervenção do Presidente da CIP no 2º Encontro de Desenvolvimento Empresarial da AERLIS.