António Saraiva, presidente da CIP, defendeu esta manhã a importância de “novos mecanismos especializados no financiamento das PME”, referindo-se assim à importância de lançar tipologias adicionais de “intermediários especializados”, bem como “produtos e instrumentos”. Declarações proferidas na abertura da conferência “Crescimento Económico: Diversificar o Modelo das PME”, que contou também com a intervenção do Ministro da Economia, António Pires de Lima. A iniciativa acontece esta sexta-feira, 28 de novembro, no Centro de Congressos de Lisboa.

O líder da confederação empresarial sublinhou que o objetivo desta jornada passa por chegar a uma proposta, a dirigir ao Governo, com base numa reflexão para a qual a CIP convidou “reguladores, bancos, especialistas do mercado de capitais, da Garantia Mútua, dos fundos especializados e fiscalistas, assim como empresários, representando diferentes tipos de PME”.

“Queremos ir mais longe na nossa reflexão em torno do problema do financiamento e alargar e fundamentar a nossa intervenção neste domínio. Constatamos hoje que o modelo tradicional de financiamento se encontra fortemente comprometido, dada a reorganização em curso do mercado bancário e a recentragem do modelo de negócio bancário. Contudo, mantém-se uma forte dependência das empresas relativamente ao crédito bancário”, afirmou o presidente da CIP.

António Saraiva afirmou ainda que existe “liquidez disponível nos investidores institucionais”, faltando agora uma efetiva mobilização desta liquidez em prol do investimento privado. “Torna-se necessário que, para além do financiamento bancário – que, apesar da complexidade atual, permanecerá como uma importante fonte de financiamento – sejam desenvolvidos e implantados novos mecanismos especializados no financiamento das PME: novos tipos de intermediários especializados; novos produtos e instrumentos de financiamento de PME”, sustentou o presidente da CIP.

“Estas novas fontes de financiamento deverão, de forma progressiva, ganhar peso, articulando-se com as formas mais tradicionais de crédito bancário. Algumas das novas fontes de financiamento, tais como os Fundos Especializados, podem dar um contributo importante para um movimento de modernização do nosso tecido produtivo. Para acelerar, reforçar e dar solidez a este movimento é preciso articular as formas mais tradicionais de financiamento com o recurso ao Mercado de Capitais e à ação de novos intermediários financeiros”, especificou António Saraiva na intervenção de abertura da conferência promovida pela confederação que lidera.

Por fim, o presidente da CIP sublinhou a importância de acompanhar estas mudanças de uma transformação no quadro fiscal, jurídico-administrativo, de regulação e operacional, bem como da “utilização corrente de práticas de rating e de scoring que permitam atrair ao Mercado Especializado no financiamento de PME novos investidores nacionais e estrangeiros”.

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