CIP Celebra 40 anos.

 

Fundada a 7 de Maio de 1974, a CIP comemora, em 2014, 40 anos de existência.
O ano de 1974 é não só sinónimo de um novo ciclo político em Portugal mas também de uma nova realidade no que às empresas e à sua organização diz respeito e a CIP – Confederação da Indústria Portuguesa surge como resposta dos empresários à necessidade de promoção e defesa da livre iniciativa e da atividade privada.Um documento de Agosto de 1974 expressa de forma muito clara o ambiente da época e sintetiza os objetivos estratégicos da CIP: “A CIP nasceu como expressão do pensamento democrático dos empresários, da capacidade de organização dos industriais e do seu sentido das responsabilidades, constituindo-se como um bastião contra os projetos de coletivização da economia e da defesa dos interesses das várias Associações no sentido de ser assegurada a democracia industrial, baseada na livre iniciativa e no âmbito de uma fecunda economia de mercado”.
A nova Confederação representa, através dos seus Associados, cerca de 47 mil empresas portuguesas, e chama a si a responsabilidade da defesa dos interesses das várias Associações que a compõem.
Na sua declaração de princípios, a CIP assume-se, assim, como defensora de uma democracia industrial que conduza à efetiva economia de mercado.
António Vasco de Mello é eleito Presidente, cargo que manterá até 1981. Segundo as suas palavras, em maio de 2007, “nos primeiros tempos não havia tempo para pensar com muita profundidade o que se estava a fazer: era só uma certa intuição, talvez também uma certa dose de teimosia e perseverança. Já havia então uma noção muito clara, pelo que se via na Europa e também nos Estados Unidos, da importância e valor para um País (que se arrogava de “Finalmente Livre”) de nele haver um sector privado ativo e dinâmico na sua economia. Só nas áreas politicamente afetadas é que essa questão era contestada – mas acreditava-se que isso acabaria por desaparecer em consequência da força das realidades económicas, o que de facto veio a acontecer. Afastei-me da CIP quando percebi que essa “guerra” estava ganha.”