O universo CIP é vasto e a rubrica “Protagonista” transparece a sua diversidade na forma e no conteúdo. Este mês, desafiamos os subscritores da nossa newsletter a conhecer a AIMMAP – Associação dos Industriais Metalúrgicos Metalomecânicos e Afins de Portugal, entidade de referência na representação do setor que teve em 2014 o melhor ano de sempre: quase 13,8 mil milhões de euros de exportações, que equivalem a 30% do valor exportado pela indústria transformadora. E quem melhor para nos apresentar esta associação com 58 anos de história do que o seu representante nos órgãos sociais da CIP? Eis a diversidade da forma e do conteúdo de que falávamos. O texto do protagonista deste mês é assinado por Rafael Campos Pereira, vice-presidente do Conselho Geral e vice-presidente da Direção da CIP, que assume funções de vice-presidente executivo na AIMMAP. O resultado é um retrato do presente e uma antevisão do futuro, que nos transporta para um universo de 15 mil empresas e 200 mil postos de trabalho diretos. Apuramos, assim, que o setor industrial mais exportador do País tem a internacionalização no seu ADN e, apesar de ser também um setor tradicional, não descura os desafios que o mercado global dita: inovação, progresso produtivo e diversificação de mercados estão mira da AIMMAP, que assume como seus os desafios de toda a metalurgia e metalomecânica.

O protagonista – AIMMAP*
Falar de protagonismo relativamente a um sector que sempre quis ser discreto é uma arte. Nem sempre protagonismo é sinónimo de luzes ou de ribalta. Mas para se atingir um patamar de excelência e de competência com resultados não há dúvida que é necessário ter recursos, eficiência e eficácia na gestão e visão empresarial a longo prazo.

Não espanto por isso que o protagonista deste mês seja a AIMMAP, a Associação dos Industriais Metalúrgicos Metalomecânicos e Afins de Portugal, afinal, a associação mais representativa do sector industrial mais exportador do país. Uma associação que, mais do que procurar a visibilidade pública, preocupou-se em construir uma base de trabalho sólida com os seus associados e com o sector, não deixando de intervir e interagir em nome dos seus 1000 associados para definição de políticas e estratégias em prol do crescimento.

Concretizado o desafio de contribuir para a afirmação do sector, da sua importância e contributo para a economia nacional, assente na qualidade, inovação, customização e serviço ao cliente, pode agora a AIMMAP seguir com a estratégia de apoio às empresas, em que a inovação, a internacionalização e a concretização de parcerias estratégicas e com impacto directo na produção, de que a energia e, num futuro próximo as matérias-primas será um exemplo, para alcançar ainda melhores resultados.

Mas o ano de 2014 foi o melhor de sempre para a indústria metalúrgica e metalomecânica. Com quase 13,8 mil milhões de euros de exportações, representando assim 30% do valor exportado pela indústria transformadora e para um volume de facturação de perto de 28 mil milhões remontando a 18% do PIB, o sector que produz cutelaria e louça metálica, máquinas e equipamentos, metalurgia, produtos metálicos, equipamento de transporte e peças técnicas com elevado valor acrescentado, sempre teve uma vocação exportadora que lhe permitiu ter uma elevada abertura ao exterior, com tudo o de positivo que isso significou, quer na sustentabilidade das operações industriais, quer na rendibilidade financeira que isso representou face a outros sectores fortemente assentes no mercado interno.

Para um sector com 15.000 empresas e responsável por 200.000 postos de trabalho directos, os desafios que se colocam, vão muito mais além do que a simples manutenção das operações em Portugal ou do crescimento para o exterior, até porque já exporta para todo o mundo.

O aumento e reforço do posicionamento das empresas, em mercados de alto valor acrescentado, é tarefa que a AIMMAP enquanto associação assume, em benefício dos seus associados e do sector em geral. É esta ligação às empresas que norteia a estratégia da AIMMAP. É por isso que os próximos anos serão de ainda maior responsabilidade para a associação, tendo em conta os vários objectivos definidos: i) colaborar com as empresas para aumentar a sua participação em projectos e redes europeias de conhecimento; ii) ajudar as empresas a diversificar ainda mais o acesso a mercados internacionais de valor acrescentado; iii) colaborar com os associados no processo contínuo de inovação nas empresas; vi) atingir o mais depressa possível a fasquia anual dos 14 mil milhões de exportações; v) continuar a dotar a associação com as competências necessárias para acrescentar valor aos associados, concretamente na procura de soluções partilhadas em matérias concorrenciais; vi) concretizar o cluster da subcontratação industrial para reforçar o crescimento deste segmento e finalmente, ajudar o sector através do inventivo de políticas de substituição gradual de importações, com reflexo directo na balança comercial da indústria.

Os desafios da metalurgia e metalomecânica serão assim os desafios que a AIMMAP assume como seus. Sempre numa perspectiva de crescimento sustentado, com resultados sólidos e procura incessante de serviço às empresas e ao sector.

Eis a AIMMAP no seu 58º ano de existência ao serviço da indústria.

*Por Rafael Campos Pereira, vice-presidente executivo da AIMMAP Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal, entidade que representa na CIP, onde assume funções de vice-presidente do Conselho Geral e vice-presidente da Direção.

BI ASSOCIATIVO

Representação Associativa: 1000 empresas associadas
Universo Empresarial: 15.000 empresas / 200.000 postos de trabalho diretos
Presidente:  Aníbal José da Costa Campos (Silampos, Sociedade Industrial De Louça Metálica Campos S.A.)
Sede: Porto
Ano de Fundação: 1957
Site: http://www.aimmap.pt