Realizou-se no dia 27 de novembro, no Pestana Palace, em Lisboa, o segundo almoço-debate do ciclo «Uma Presidência estratégica para o Portugal XXI», promovido pela CIP – Confederação Empresarial de Portugal. A sessão contou com a participação de Luís Marques Mendes, candidato às próximas eleições para a Presidência da República, reunindo líderes empresariais para um diálogo aberto sobre prioridades económicas, estabilidade institucional e desafios estratégicos para a próxima década.
O ciclo lançado pela CIP tem como objetivo aproximar a Presidência da República das empresas e da sociedade civil, promovendo um debate construtivo sobre os fatores que influenciam a competitividade do país, o investimento e a confiança económica. Ao longo do encontro, foram abordadas questões como a estabilidade política, a ambição nacional, a transformação tecnológica e a necessidade de reforçar a capacidade inovadora do tecido empresarial.
Durante a sua intervenção, Luís Marques Mendes sublinhou o papel central das empresas no desenvolvimento económico nacional, afirmando que «quem cria riqueza são as empresas» e que «com equilíbrio, racionalidade e sentido de ambição, todos ganham. Ganham os empresários, ganham os trabalhadores, ganha o País». Defendeu que Portugal deve assumir «ambição económica, transformadora e tecnológica» como objetivos nacionais e destacou a importância de garantir previsibilidade às empresas: «Portugal precisa de estabilidade e as empresas precisam de previsibilidade».
Referindo-se aos desafios da transformação económica, Marques Mendes citou o relatório Draghi como exemplo da urgência em acelerar a inovação na Europa, salientando que «a ambição no domínio da IA não é do futuro, é do presente». Abordou ainda o contexto económico atual, reconhecendo que, apesar da instabilidade europeia e internacional, «Portugal vive uma boa fase sobretudo no plano económico e financeiro», graças ao crescimento e à trajetória da dívida pública.
Entre as prioridades que assume para o País, o candidato destacou duas preocupações centrais: a estabilidade e a ambição nacional. Alertou que «no plano económico, havendo crise política, o investimento nacional é que sofre» e defendeu a necessidade de reforçar a cultura reformista: «O País precisa de uma cultura reformista e transformadora». Comprometeu-se, caso eleito, a «enviar à Assembleia da República, no início do mandato, uma lista de desafios económicos para os próximos 10 anos», promovendo um horizonte de longo prazo para o País.
O ciclo «Uma Presidência estratégica para o Portugal XXI» continuará nas próximas semanas, com a participação dos restantes candidatos às eleições presidenciais.
Mais informação sobre o ciclo de almoços-debate da CIP pode ser consultada em https://cip.org.pt



