O ano de 2015 será simbólico para a protagonista deste mês. E protagonismo é com ela: além de um percurso de 50 anos para festejar, a Associação que a CIP aqui destaca é a organização patronal mais representativa de uma fileira que congrega tradição e renovação, contribuindo ativamente para a competitividade económica nacional. Falamos da ATP – Associação Têxtil e de Vestuário de Portugal e de um setor que emprega diretamente 120 mil pessoas, que representa 10% das exportações nacionais e que assistiu, no último ano, a uma consolidação da sua balança comercial, com as exportações a crescerem 9%. Numa altura em que o futuro interno e comunitário tem 2020 no horizonte, também a ATP dá provas de vitalidade a longo prazo, com o seu “Plano Estratégico Têxtil 2020”.

A ATP congrega mais de 500 empresas, as quais asseguram perto de 35 mil postos de trabalho e quase 3.000 milhões de euros de faturação, dois terços dos quais associados às exportações. A efeméride este ano celebrada justifica-se pela fundação, em 1965, de uma das entidades que deu origem à associação e que prevaleceu enquanto entidade jurídica. Porém, a ATP que hoje conhecemos resultou da fusão da APIM – Associação Portuguesa das Indústrias de Malha e Confeção, da APT – Associação Portuguesa dos Têxteis e Vestuário e da ANET – Associação Nacional das Empresas Têxteis (antigos Grossistas Têxteis).

Na antevisão que faz deste ano de comemorações – com programa ainda por revelar – a ATP reconhece a influência que tem vindo a exercer no setor: “é com grande satisfação e orgulho, e também com igual responsabilidade, que podemos afirmar que o Setor Têxtil e Vestuário Português se encontra representado numa Associação forte, dinâmica, próspera e prestigiada, capaz de lhe conferir a visibilidade, a credibilidade e a merecida importância e afirmação, nacional e internacional, mas que a sua dimensão, relevo e peso na economia, justificam plenamente”.

Entre os projetos e ações levados a cabo pela ATP evidenciam-se as missões empresariais, a participação nos mais conceituados certames internacionais, a coorganização do Portugal Fashion, bem como serviços técnicos de apoio às empresas (desde apoio jurídico em matéria de contratação até aos estudos setoriais, passando por um suporte variado em áreas como ambiente, inovação & desenvolvimento, qualidade, formação ou internacionalização).

Se dúvidas há sobre o futuro, podem ser dissipadas pelo programa que a ATP apresentou em dezembro de 2014. Sob o mote “Plano Estratégico Têxtil 2020”, a Associação define eixos estruturantes de mudança e aponta algumas áreas críticas de intervenção, nomeadamente: a capitalização das empresas e o financiamento da atividade, a melhoria dos processos de gestão das organizações, a competitividade concorrencial à escala global, a inovação, a valorização dos recursos humanos, a imagem e visibilidade do setor e ainda o empreendedorismo.

O presente sustenta a viabilidade deste plano: a Indústria Têxtil e de Vestuário Nacional representa 20% do emprego da indústria transformadora, 8% do seu volume de negócios e também 8% da sua produção.  Acresce ainda que “Portugal tem cerca de 5 mil sociedades laborando em todos os subsetores da indústria têxtil e do vestuário, algumas das quais são unidades verticais, embora na sua maioria sejam pequenas e médias empresas, todas bem conhecidas pela sua flexibilidade e resposta rápida, know-how e inovação”, descreve a associação na caracterização que efetua online. A associação que representa a Indústria Têxtil e de Vestuário considera-a, por isso, “uma das mais importantes indústrias da economia portuguesa” e, nos tempos recentes, esforça-se por dar provas de que este setor tradicional soube já modernizar-se e ganhar competitividade à escala global.