Transportes e Construção são os setores que mais crescem na criação de novas empresas

  Categoria: Assuntos Económicos, Destaque

2019-04-17_materias-perigosas

 

Fonte: Informa D&B

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Criação de novas empresas cresce 9,3% no primeiro semestre de 2019

  • Distritos de Setúbal, Aveiro e Braga ganham protagonismo na criação de empresas;
  • Depois de grandes crescimentos em 2018, Atividades imobiliárias e Alojamento e restauração registam queda na constituição de novas empresas;
  • Novas insolvências descem 10,7% no 1º semestre

No primeiro semestre de 2019 foram criadas 27 067 novas empresas em Portugal, mais 9,3% do que em igual período de 2018, ano em que foi batido o recorde de criação de empresas no país.

Segundo o Barómetro da Informa D&B, o crescimento relativo ao ano anterior deve-se sobretudo aos dois primeiros meses do ano, já que a partir de março as diferenças mensais entre 2018 e 2019 foram mais pequenas.

Os setores da Construção e dos Transportes são os principais responsáveis pelo crescimento da constituição de novas empresas no 1º semestre, representam 80% desse crescimento. Quer na Construção, quer nos Transportes, 70% das novas empresas são iniciativas de pequena dimensão, sob a forma de sociedades unipessoais.

Setores que protagonizaram grandes vagas de empreendedorismo nos anos mais recentes, como as Atividades imobiliárias e o Alojamento e restauração, registaram uma quebra na primeira metade de 2019.

Apesar de manterem a liderança na constituição de empresas, os distritos de Lisboa e Porto perdem peso face a 2018, com os distritos de Setúbal, Aveiro e Braga a assumir maior protagonismo.

Quadro – nascimentos, encerramentos e novas insolvências

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Construção e Transportes representam 80% do crescimento das novas empresas

O setor da Construção registou um aumento de 32,6% novas empresas face ao período homólogo (3 117 empresas), reforçando uma tendência já verificada em 2018. Este crescimento é transversal a todos os subsetores da Construção, mas é especialmente acentuado na ‘construção de edifícios’ e em algumas atividades especializadas como a ‘instalação elétrica’, ‘montagem de trabalhos de carpintaria e caixilharia e pintura’ e ‘colocação de vidros’. Este crescimento é transversal a todo o país, mas com maior destaque nos distritos de Lisboa, Porto e Setúbal.

O setor dos Transportes viu nascer mais do dobro de empresas do que no 1º semestre de 2018 (2 052 novas empresas; +108%). Para este crescimento contribuiu sobretudo o subsetor do ‘transporte ocasional de passageiros em veículos ligeiros’, em especial na Área Metropolitana de Lisboa e no distrito do Porto. Esta subida coincide com a promulgação da Lei 45/2018 que regula a atividade de transporte individual e remunerado de passageiros em veículos descaracterizados a partir de plataformas eletrónicas.

Quadro – nascimento de empresas por setor de atividade

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Para o aumento das novas empresas no 1º semestre de 2019 contribuíram também de forma significativa os Serviços empresariais, Retalho e Indústrias. Nos Serviços Empresariais a constituição de empresas cresceu 4,9%, com destaque para o subsetor das ‘atividades de limpeza em edifícios e outras atividades de serviços de apoio prestado às empresas’. No Retalho, um dos setores com mais empresas no tecido empresarial, o crescimento de novas empresas foi de 7,1%, com destaque para os subsetores ‘têxtil e moda’ e ‘automóvel’. Nas Indústrias, setor especialmente relevante para o volume de negócios e exportações da economia nacional, a constituição de novas empresas cresceu 5,9%, com o maior contributo da indústria dos equipamentos.

Atividades imobiliárias e Alojamento e restauração com menos empresas que em 2018

Os anos recentes viram surgir muitas empresas dos setores das Atividades imobiliárias e do Alojamento e restauração. Porém, no 1º semestre de 2018 ambos os setores registaram quebras face a 2018. Nas Atividades imobiliárias a quebra foi de 6,6% (- 95 empresas) e no Alojamento e restauração foi de 3,2% (- 164 empresas) face ao período homólogo.

O setor do Alojamento e restauração já vinha a diminuir a dinâmica empreendedora, em grande medida fruto do subsetor do ‘alojamento de curta duração’, que já estava em contração desde o final de 2018 no que toca à criação de novas empresas.

Lisboa e Porto mantêm liderança mas perdem peso

No 1º semestre de 2019, Lisboa e Porto mantêm a liderança na constituição de empresas, mas o seu peso para o crescimento das novas empresas é bastante menor do que em 2018. Estes dois distritos, quem em 2018 representaram dois terços do aumento total de nascimentos, nos 1º semestre de 2019 representam pouco mais de um terço.

Neste período, o aumento das constituições tiveram um contributo muito significativo de distritos como Setúbal (+244 constituições, +13,3%), Aveiro (+221 constituições, +20,1%) e Braga (+195 constituições, +10,8%) que, no seu conjunto, se aproximaram dos valores registados em Lisboa e Porto.

Novas insolvências descem 10,7%

Nos primeiros 6 meses do ano, 1 123 empresas e outras organizações iniciaram um processo de insolvência, menos 10,7% do que no mesmo período de 2018, mantendo-se o ciclo de descida que se verifica desde 2013, ano em que se inverteu a tendência deste indicador, sendo generalizado à maioria dos setores de atividade e distritos.

A Indústria, principal setor um número de insolvências, é o único que cresce neste indicador (+52 novas insolvências, +20,6%). Os setores do Retalho (-48 novas insolvências, -24,4%), Construção (-61 novas insolvências, -32,6%) e Serviços Empresariais (-28 novas insolvências, -22,6%) são os que mais contribuíram para a descida total das novas insolvências.

O distrito de Braga regista um comportamento contrário à maioria dos restantes, com 40 novos processos de insolvência (+32,8%), um fenómeno que está associado às Indústrias dos Têxteis e da Moda.

Outros estudos Informa D&B: www.biblioteca.informadb.pt

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