Conservas Portuguesas

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ANICP

A ANICP-Associação Nacional dos Industriais de Conservas de Peixe foi constituída em 1977, tem a sua sede em Matosinhos e representa 16 das 19 empresas do setor das conservas de peixe.

É a única Associação deste setor em Portugal Continental, encontrando-se filiada na CIP-Confederação Empresarial de Portugal desde 1979 e cujo Conselho Geral integra presentemente.

A ANICP representa uma indústria fundamentalmente exportadora que, desde muito cedo, começou a internacionalizar-se, sendo associada da AIPCE, com sede em Bruxelas, do EUROATUM, com sede em Paris, do CCR-SUL, com sede em Espanha, e do recentemente criado Observatório da Traçabilidade, também com sede em Espanha, cuja direcção integra. Para além de estar filiada nestas Associações, a ANICP está também em sintonia com as suas congéneres europeias, para onde envia e de onde recebe informação diariamente, nomeadamente com a sua congénere espanhola ANFACO.

A nível nacional, a ANICP está ainda filiada no “FORUM OCEANO-Associação da Economia do Mar”.

A Indústria portuguesa de Conservas de Peixe tem mais de 160 anos de existência, tendo, de facto, nascido na exportação e para a exportação, havendo notícia de terem sido enviadas conservas de sardinha de Setúbal para a Exposição de Paris de 1855, sendo, por isso, um dos setores tradicionais da nossa economia. Atualmente, existem 19 empresas de conservas de peixe em laboração, 15 no Continente e 4 na Região Autónoma dos Açores, numero este que contrasta, por exemplo, com as 152 empresas que laboravam em 1938. Não obstante este número ter diminuído substancialmente, a verdade é que estas 19 empresas produzem mais e melhor, sendo todas elas muito actuais, e económica e financeiramente muito mais robustas do que as de então. Nos últimos anos, foram efetuados avultados investimentos neste sector, quer na construção de novas unidades, quer na modernização das unidades existentes.

A ANICP representa, assim, um setor moderno, fundamentalmente exportador desde há mais de século e meio, e que é aliás o único subsetor dos produtos da pesca cuja balança comercial apresenta saldo positivo. Em 2015 exportaram-se cerca de 52.000 toneladas de conservas de peixe, no valor de cerca de 204 milhões de euros. O setor emprega cerca de 3.500 postos de trabalho de mão-de-obra direta, sendo que 95% destes empregos são ocupados por trabalhadores do sexo feminino.

A industria de conservas exporta para mais de 70 países, tendo sido, ao longo dos tempos, um verdadeiro embaixador de Portugal por esse mundo fora, até onde chegam as conservas de peixe portuguesas.

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