Congresso da CIP apresenta propostas ao próximo Governo

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2015-07-09_CONGRESSO_geral

 

Decorreu a 9 e 10 de julho, no Centro de Congressos de Lisboa, o 2º Congresso das Empresas e das Atividades Económicas, sob o tema O QUE A CIP QUER DE UM NOVO GOVERNO. Organizado pela CIP, este Congresso destinou-se a discutir e a apresentar as propostas da CIP ao Governo que resultará das eleições legislativas do final deste ano. Foi aprofundado o debate sobre a nova política industrial para o século XXI, o valor económico da saúde, os custos de contexto e as novas formas de financiamento da atividade empresarial.

António Saraiva deu início aos trabalhos, apresentando detalhadamente o programa deste Congresso, e reforçou que o que que a CIP quer de um novo Governo é, afinal, algo que se resume muito simplesmente à criação de condições para libertar o potencial das nossas empresas e remover os obstáculos que ameaçam tolhê-lo, de forma a atingir os dois grandes objetivos de política económica e social para o nosso país: o crescimento económico e a criação de emprego.

Seguiu-se o 1º Painel: Reindustrialização e a Nova Política Industrial para o Século XXI, resultado do trabalho desenvolvido pelos oito grupos de trabalho dinamizados pelo Conselho da Indústria da CIP, presidido por Luís Mira Amaral, e que desenvolveu uma reflexão aprofundada sobre o que deverá ser a nova política industrial para o século XXI.
Os temas em debate foram:

  • Ciência e tecnologia, que devem concorrer para um sistema de Inovação nos permita produzir com maior valor económico.
  • IDE, competitividade e promoção externa, esperando propostas para melhorar o paradigma actual, com vista a promover e facilitar o investimento direto estrangeiro.
  • Mobilidade eléctrica, na perspectiva das oportunidades que se abrem neste domínio à indústria nacional.
  • Internacionalização das PME, conscientes que o aumento significativo das exportações é um desafio prioritário da economia nacional.
  • Sistema logístico e transportes, para fazer de Portugal uma plataforma global.
  • Tecnologias de Informação e a Agenda Digital, moderado por Armindo Monteiro, Vice-Presidente da CIP, que é também um tema incontornável, designadamente no quadro da participação de Portugal na estratégia para o mercado único digital, que servirá de ponto de partida para os trabalhos da CIP neste domínio no próximo ano.

Após uma pausa para almoço, teve lugar o 2º Painel: O Valor Económico da Saúde, onde, após uma intervenção de fundo do ex-Secretário de Estado da Saúde Óscar Gaspar, sobre O Impacto da Saúde nas Políticas Públicas, foi debatida, em mesa redonda, A Saúde como Motor de Desenvolvimento Económico, num espaço moderado por João Almeida Lopes, Vice-Presidente da CIP.

Ao fim da tarde decorreu o 3º Painel, em que três oradores, moderados por Rafael Campos Pereira, Vice-Presidente da CIP, abordaram o tema geral Custos de Contexto sob ângulos distintos:

  • A necessidade de um quadro fiscal previsível e amigo das empresas;
  • O impacto da economia verde;
  • As dificuldades do Licenciamento Industrial.

O segundo dia de trabalhos prosseguiu com o 4º Painel: As Novas Formas de Financiamento da Economia. À intervenção de fundo de João Costa Pinto, Vice-Presidente do Conselho-Geral da CIP, seguiram-se três oradores e uma mesa redonda, que muito contribuíram para promover o debate sobre esta matéria.

Na sessão de encerramento deste 2º Congresso das Empresas e das Atividades Económicas, o Presidente da CIP sintetizou as principais conclusões que resultaram deste congresso e estruturou as propostas da CIP ao próximo Governo. Terminou insistindo no apelo a um compromisso nacional em torno das grandes linhas de uma estratégia de crescimento sustentado e da execução das principais reformas a ela inerentes.

O Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho, encerrou o Congresso, reforçando a necessidade de manter a orientação estratégica e a estabilidade nos próximos anos.

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