Conferência RELANÇAR O INVESTIMENTO EM PORTUGAL

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O Vice-Presidente da Comissão Europeia, Jyrki Katainen, o Comissário Europeu para a Investigação, Ciência e Inovação, Carlos Moedas, o Ministro da Economia, António Pires de Lima e a Ministra de Estado e das Finanças, Maria Luís Albuquerque, marcaram presença na conferência RELANÇAR O INVESTIMENTO EM PORTUGAL, uma iniciativa da CIP e da Representação da Comissão Europeia em Portugal, que teve lugar no dia 16 de março, na Fundação Calouste Gulbenkian.
Apresentações já disponíveis aqui.

 

Tendo por pano de fundo a prioridade de RELANÇAR O INVESTIMENTO EM PORTUGAL, a CIP e a Representação da Comissão Europeia em Portugal promoveram, no dia 16 de março, uma Conferência dedicada a este tema, que representou uma grande oportunidade para conhecer e debater diversas iniciativas, no plano nacional e europeu, de grande impacto no enquadramento das decisões das empresas.

Esta iniciativa juntou na Fundação Calouste Gulbenkian cerca de 300 participantes e contou com um vasto leque de oradores convidados, dos quais se destacam O Vice-Presidente da Comissão Europeia, Jyrki Katainen, o Comissário Europeu para a Investigação, Ciência e Inovação, Carlos Moedas, o Ministro da Economia, António Pires de Lima e a Ministra de Estado e das Finanças, Maria Luís Albuquerque.

De manhã teve lugar um pequeno-almoço que reuniu elementos da Comissão Europeia e destacadas figuras do universo institucional e financeiro português, seguindo-se uma reunião da Comissão Executiva da CIP com Jyrki Katainen e Carlos Moedas.

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Reportagem Fotográfica completa disponivel aqui.

Na sessão de abertura, o presidente da CIP destacou a importância da utilização eficaz dos recursos e instrumentos concebidos para estimular o investimento, que classificou como “um ingrediente chave para o crescimento e o emprego”.

O Ministro da Economia referiu-se aos progressos realizados em Portugal nas exportações, no crescimento gradual do consumo privado e na “recuperação moderada mas importante do investimento”. Progressos que foram alicerçados na recuperação da confiança e sem “aventureirismos, experimentalismos ou radicalismos irresponsáveis” a nível político.

Na apresentação que fez do Plano de Investimento para a Europa, o Vice-presidente da Comissão Europeia, Jyrki Katainen, sublinhou o objetivo de completar o mercado único europeu, em particular nas áreas da economia digital, da energia e dos mercados de capital.

No primeiro painel, esteve em foco o papel do Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos na viabilização de projetos com uma forte componente de inovação e que, por isso, apresentam maior risco do ponto de vista dos financiadores.
Cerca de um terço dos recursos deste fundo serão alocados às PME e “mid caps”, através da intermediação de bancos e sociedades de capital de risco.
As empresas participantes neste painel sublinharam a importância do investimento produtivo na indústria e da inovação incremental, bem como de uma resposta rápida aos projetos de investimento que forem apresentados.

O segundo painel foi dedicado ao Portugal 2020 e ao novo enquadramento fiscal resultante da reforma do IRC e do novo Código fiscal do investimento. Foi também abordada a atuação da AICEP na atração de investimento estrangeiro. Integrou-se ainda neste painel a apresentação da Instituição Financeira para o Desenvolvimento na sua missão de melhorar os instrumentos já existentes e de apoiar o desenvolvimento de novos instrumentos de recapitalização e financiamento das PME.

No encerramento, o Presidente da CIP afirmou que os instrumentos que foram debatidos na Conferência “não serão suficientes, ou mesmo eficazes, se não forem enquadrados numa estratégia de crescimento mais vasta” que garanta às empresas condições lhes permitam enfrentar com sucesso as crescentes pressões de mercados globais cada vez mais competitivos.

A Ministra das Finanças reforçou esta ideia, dizendo que “embora a mobilização de financiamento seja fundamental para colocar um programa de estímulos em prática, é a ação política que deve garantir que esse financiamento chega à economia real”, cabendo aos Estados-membros “a construção de um ambiente de negócios amigo do investimento”. Assegurou que o Governo “tem a determinação que se exige” para continuar a implementar as reformas necessárias nesse sentido.

O Comissário Europeu Carlos Moedas, a quem coube a última intervenção, destacou a importância do investimento privado na inovação e ciência, tanto no quadro do Plano de Investimento para a Europa como do Programa Horizonte 2020. Terminou apelando ao investimento “naquilo que nunca nos falhou na Europa: o talento, o conhecimento, as ideias.”

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