CIP e CEOE apresentam conclusões da Reunião Empresarial no Plenário da Cimeira Luso-Espanhola

  Categoria: Assuntos Internacionais, Destaque

2015-06-22_CimeiraIberica

Os Vice-Presidentes da CIP, Rafael Campos Pereira, e da CEOE, José Vicente González, apresentaram, a 22 de junho, as conclusões da Reunião Empresarial Portugal-Espanha ao Primeiro-Ministro português, Pedro Passos Coelho, e ao Presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy, no Plenário da XXVIII Cimeira Luso-Espanhola, celebrada em Baiona. Previamente, teve lugar uma reunião de trabalho entre os representantes das duas organizações para estabelecer as prioridades empresariais comuns.

No Plenário, os Vice-Presidentes da CIP e da CEOE destacaram que a União Europeia deve contar com um quadro institucional estável e eficaz que lhe permita concentrar-se nos atuais desafios, tais como: alcançar uma economia altamente competitiva, aproveitar as oportunidades da globalização e ter uma voz forte no mundo. Avançaram, ainda, que nos próximos dias 25 e 26 de junho, o Presidente do Governo espanhol e o Primeiro-Ministro português participarão no Conselho Europeu. A CEOE e a CIP esperam que a referida cimeira represente um passo em frente na implementação das reformas nacionais e na melhoria da governação económica.

Rafael Campos Pereira e José Vicente González insistiram na necessidade de se continuarem a aplicar reformas estruturais para acelerar a saída da crise, lançar um sinal de confiança aos investidores e fortalecer a capacidade das economias nacionais e europeia para crescer mais e criar mais emprego. Incentivaram ainda os respetivos Governos a assumirem um maior compromisso nacional e assegurarem uma maior participação dos parceiros sociais na elaboração e no acompanhamento dos Programas Nacionais de Reformas (PNR).

Assim, os representantes empresariais valorizaram positivamente o compromisso com o cumprimento dos objetivos para o défice público e o esforço de consolidação orçamental. Contudo, “os défices públicos espanhol e português são ainda superiores à média da Zona do Euro e as previsões para 2015 apontam na mesma direção”, destacaram.

Reforçaram que a redução do défice público é uma prioridade, mas que deve ser conciliada com o estímulo ao crescimento económico necessário à resolução do problema do desemprego, nomeadamente através da redução da carga fiscal, de medidas de fomento do investimento privado e da existência de investimento público estratégico.

Política Ambiental e Energética
Rafael Campos Pereira e José Vicente González assinalaram que a preocupação dos europeus com a proteção do meio ambiente é crescente, e que os empresários estão muito conscientes dela.  No entanto, a solução para os problemas ambientais deve assegurar que quaisquer medidas necessárias para proteger o meio ambiente sejam compatíveis com a competitividade das empresas, já que, de outra forma, estas não exerceriam a sua atividade num plano de igualdade a nível internacional. “É necessário alcançar um acordo internacional equilibrado e juridicamente vinculativo no final de 2015, em Paris, que envolva todas as economias – desenvolvidas e em desenvolvimento – e que o seu contributo seja função das respetivas responsabilidades e capacidades”, assinalaram.
Em matéria de energia, e no que diz respeito, especificamente, ao sistema energético ibérico, a CIP e a CEOE mantém as suas propostas de pugnar pela transparência na operação dos sistemas energéticos ibéricos; prosseguir a integração de ambos os sistemas elétricos até se atingir o ótimo económico de um único sistema ibérico com dois operadores nacionais; avançar com a criação de um “hub” gasista ibérico; e persistir na necessidade de dispor de capacidade suficiente de interligação entre a Península Ibérica e o resto da Europa.

Investimento e Internacionalização
Rafael Campos Pereira e José Vicente González destacaram que o investimento é uma das vias principais para impulsionar o crescimento da economia, em Espanha e Portugal, mas não só. Para tal é necessário criar um enquadramento favorável que atraia ao nosso continente os investidores estrangeiros e que encoraje os investidores europeus a financiar bons projetos empresariais. Neste sentido, o Plano de Investimento para a Europa, que pretende mobilizar até 315 mil milhões de euros, é considerado positivo.
“A promoção da internacionalização e da atividade exportadora constituem os principais instrumentos para consolidar a recuperação económica e fixar as nossas empresas, em particular as PME, nos mercados externos.”, afirmaram. Por último, a CIP e a CEOE apelaram a ambos os Governos para desenvolverem estratégias conjuntas no contexto da Política Comercial da União Europeia que permitam unir esforços em regiões de interesse mútuo, tais como a América Latina ou a Africa Subsariana.

Consulte aqui o documento completo das Conclusões.

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