CIP apresenta publicamente Conselho Estratégico da Saúde

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A CIP promoveu no dia 18 de março uma conferência de imprensa com o propósito de apresentar publicamente o Conselho Estratégico da Saúde, órgão consultivo da CIP que reúne as principais federações e associações do setor.

No discurso de apresentação, António Saraiva, presidente da CIP, explicou que, “na CIP, é crescente a noção de que a saúde é uma área estratégica para a economia e para a qualidade do desenvolvimento global de Portugal, e que faltava uma entidade capaz de congregar a capacidade das associações desta área para dinamizarem propostas que promovam o investimento, de modo a que o país possa recolher os seus retornos”.

Na visão da CIP, essa entidade é o Conselho Estratégico da Saúde da CIP, que pretende assumir o papel de parceiro na discussão e construção do futuro da Saúde em Portugal.

Num comunicado assinado por este órgão (disponível aqui), a CIP reforça que após o Programa de Ajustamento Económico e Financeiro e do estado de excepção que se viveu, é tempo de Portugal olhar para o futuro. “No caso da saúde, é tempo de criar as condições para que o país tenha um sistema de saúde de qualidade, eficiente, em que os portugueses tenham confiança e que seja um fator de competitividade”.

O Conselho Estratégico da Saúde da CIP congrega as empresas e as associações representativas dos agentes económicos dos diversos setores da saúde para, num trabalho conjunto e articulado, apresentar ao país propostas sobre as questões que verdadeiramente interessam para o futuro, como sejam:

1 – A urgência de assumir a Saúde como setor económico

O setor da saúde tem um enorme potencial de arrasto sobre a restante economia. É um setor de ponta em termos de investigação, tem uma ligação profunda às universidades e encara com naturalidade a translação do conhecimento.

O investimento na saúde permitirá ganhos para os cidadãos e maior previsibilidade dos sistemas. Tal como em outros setores, também na saúde o investimento é essencial para o desenvolvimento da economia e do emprego.

A CIP defende que há condições de alinhar autoridades, centros de investigação, indústrias na área da saúde, etc., e contribuir com um impulso positivo na economia. O Horizonte 2020 e o Plano Juncker de investimentos podem constituir uma boa plataforma para afirmar o potencial de crescimento que a Saúde pode induzir.

2 – Preparar para novas formas de financiamento e organização

A atualização e redefinição do Plano Nacional de Saúde para 2020 pode constituir um momento importante para repensar alguns dos aspectos em que o sistema português de saúde dá sinais de não responder bem aos desafios. Por isso deve ser um documento amplamente discutido e incluir a participação de todo os agentes económicos. O Conselho Estratégico de Saúde vai dar o seu contributo para esta discussão.

As entidades reunidas no Conselho Estratégico da Saúde da CIP conhecem bem o setor e as suas múltiplas áreas e estão numa situação privilegiada para contribuir para a definição da saúde do futuro.

3 – Promover a longevidade como valor

Vivemos mais um extraordinário progresso da humanidade e temos de encontrar as soluções para viver mais com qualidade de vida. Uma das áreas em que a UE e Portugal podem assumir um papel pioneiro é o do envelhecimento ativo.

Em linha com as iniciativas do European Institute of Innovation and Technology, para o qual estão a trabalhar já algumas entidades portuguesas eleitas num consórcio internacional, o envelhecimento ativo merece muito trabalho a desenvolver.

A prevalência das doenças crónicas e a conjugação de estilos de vida saudáveis com sistemas de saúde preparados para a maior longevidade são temas que Estados, sociedade civil, centros de investigação e indústrias ligadas à saúde têm interesse em desenvolver.

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