CIP alerta para lacuna no plano de investimento para a rede ferroviária

  Categoria: Assuntos Económicos, Comunicados, Destaque

2019-01-24_ferrovia

 

 

Inexistência de uma ligação eficaz entre os portos portugueses do Centro e Norte e a rede ferroviária europeia prejudica a competitividade da economia portuguesa.

O Programa Nacional de Investimentos 2030 (PNI 2030), recentemente apresentado, contém uma lacuna nos investimentos previstos para a rede ferroviária que a CIP – Confederação Empresarial de Portugal considera ser grave, porque põe em causa a competitividade da economia portuguesa, ao comprometer, por muitos anos, a ligação às redes de transporte europeias.

A CIP e os seus associados Associação Empresarial de Portugal (AEP), Conselho Empresarial do Centro (CEC), AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel, Associação Industrial do Distrito de Aveiro (AIDA) e NERLEI – Associação Empresarial da Região de Leiria consideram que a principal prioridade da política ferroviária deveria ser a ligação entre os portos e as plataformas logísticas do norte e centro de Portugal com a fronteira, em condições de interoperabilidade com a rede espanhola e europeia, viabilizando um transporte de mercadorias eficiente.

Esta prioridade fica comprometida pelo facto do projeto relativo ao Corredor Internacional Norte se limitar a uma nova ligação ferroviária eletrificada, apenas entre Aveiro e Mangualde e remetida para o final do horizonte temporal do PNI 2030.

Esta lacuna, para a qual a CIP já alertou o Governo, a persistir, mantém Portugal isolado dos mercados europeus por tempo indeterminado, sem ligações competitivas e diretas com a Europa pelo meio de transporte económica e ambientalmente mais sustentável – a ferrovia –, e perde argumentos para que Espanha ligue a sua rede em bitola europeia com a fronteira portuguesa. As nossas empresas ficam, assim, totalmente vulneráveis aos custos crescentes dos produtos petrolíferos e às consequências de políticas ambientais que visam reduzir o número de camiões nas estradas europeias.

Sem estas ligações, a competitividade da economia portuguesa, bem como a sua capacidade de atração e fixação de investimento, tanto estrangeiro como nacional, é afetada de forma drástica, gerando desemprego e empobrecimento cada vez maior face à União Europeia.

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