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BusinessEurope destaca guerra comercial e escassez de qualificações como principais riscos para o crescimento

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No seu Economic Outlook do outono, relatório que contou com a contribuição da CIP, a BusinessEurope prevê para 2018 um abrandamento do crescimento económico na União Europeia para 2,2%, após ter atingido 2,4% em 2017, regressando a taxas mais próximas (mas ainda acima) do seu potencial de longo prazo. Para 2019, projeta-se uma nova desaceleração para 2,0%.

Estes valores resultam de uma revisão ligeiramente em baixa (de 0,2 e 0,1 pontos percentuais, para 2018 e 2019, respetivamente) em relação às previsões do Economic Outlook da primavera.

A BusinessEurope destaca dois importantes riscos para o crescimento económico:

  • O perigo de uma escalada da guerra comercial (estimando o FMI que tal escalada poderia reduzir o PIB global em quase um por cento, em 2020).
  • A escassez de oferta de qualificações, mesmo nos Estados-Membros com uma taxa de desemprego ainda relativamente elevado, uma vez que o processo de digitalização está a aumentar rapidamente a procura de trabalhadores qualificados.

Neste contexto, uma das recomendações políticas deste relatório aponta para a necessidade de um reforço das ações para qualificar e requalificar os recursos humanos, por forma a assegurar que a União Europeia possa aproveitar plenamente as novas oportunidades na economia global, inclusive através da digitalização.

Conheça aqui o documento na íntegra.

O Diretor-Geral da BusinessEurope, Markus J. Beyrer, resume os principais pontos do relatório num curto vídeo:

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Relatório sobre o futuro da Política Industrial Europeia aprovado no CESE

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O Comité Económico e Social Europeu, CESE, aprovou na sua última sessão Plenária de janeiro um parecer sobre o futuro da Política Industrial Europeia.

Este parecer, solicitado pela Presidência do semestre europeu a cargo da Bulgaria, não deixou de se referir ao documento lançado pela Comissão Europeia em Setembro de 2017, intitulado, Investing in a smart, innovative and sustainable Industry- A renewed EU Industrial Policy Strategy.

 

O relatório do CESE, elaborado pelo membro indicado pela CIP, Gonçalo Lobo Xavier, actualmente Vice Presidente deste organismo de consulta da União Europeia, realçou vários domínios onde a Europa pode e deve melhorar se quiser continuar a ser competitiva nos domínios da indústria e da inovação.

Se compararmos a definição da política industrial europeia com a de outras economias globais, como a China, Indía ou Coreia, vemos que há algum atraso na elaboraçao de um plano de longo prazo coerente que dê resposta às exigências de um mundo em constante e rápida mutação.

É preciso pois que a UE tenha um plano de acção concreto com prazos, objectivos, instrumentos e responsabilidade partilhada pelos Estados Membros para enfrentar os 4 principais desafios da indústria para os próximos 10 anos: a digitalização, as mudanças climáticas, a globalização e as alterações demográficas. Isso mesmo foi afirmado nas conclusões do parecer.

O relatório foi também bastante claro ao mencionar nas suas conclusões que o CESE não quer um mercado interno protegido mas este não pode ser inundado de produtos de outras áreas do globo que não cumprem os critérios de sustentabilidade e de responsabilidade social, que são “marca registada da Europa”.

Para o CESE, a indústria europeia tem de “liderar pelo exemplo” nas questões fundamentais da inovação e desenvolvimento, sustentabilidade, formação dos trabalhadores e sua protecção social.

E a Europa tem de pôr em prática os mecanismos que assegurem que os produtos que importa respeitem estas regras e sejam também eles produtos sustentáveis.

Do mesmo modo, o parecer chama a atenção dos decisores europeus para a necessidade de não ignorar as más practicas de comércio que existem noutras regiões do mundo e que põem em risco a competitividade da indústria europeia, por via de acções de enorme injustiça como são a “sobre-capacidade, as ajudas de Estado e outras formas injustas que vão contra as regras da OMC.

Por outro lado, o CESE saudou a iniciativa de celebrar o Dia Europeu da Indústria, que vai na sua segunda edição e este ano ocorre nos dias 22 e 23 de Fevereiro.

O facto de finalmente a indústria estar definitivamente nas prioridades da agenda europeia permite acreditar que os Estados Membros despertaram para a necessidade de se criarem condições para manter uma indústria competitiva e mesmo, de atrair mais indústria para o continente, sobretudo a que saiu para outras paragens e agora tem condições para regressar.

É por isso fundamental na opinião do CESE que exista um compromisso entre os Estados Membros para uma Agenda para a Formação, que o modelo económico europeu continue a basear-se no conhecimento, na inovação, na transferência de tecnologia e na promoção de um eco-sistema que permita que as grandes empresas sejam mobilizadoras da inovação nas PME.

O relatório, que mereceu um amplo consenso entre todos os grupos do CESE, foi também apresentado no Conselho Europeu Informal da Indústria que teve lugar em Sófia no dia 1 de Fevereiro e em que o governo português esteve representado pela Secretária de Estado da Inovação, Ana Teresa Lehman.

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União Europeia assina programa com os países de África, das Caraíbas e do Pacífico (ACP)

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O Comissário europeu responsável pela Cooperação Internacional e Desenvolvimento, Neven Mimica, e a Presidente do Comité dos Embaixadores dos Estados de África, das Caraíbas e do Pacífico (ACP), Mpeo Mahase-Moiloa, marcaram no dia 26 de Novembro o seu acordo quanto a uma verba de 3,6 mil milhões de EUR para financiar o programa intra-ACP, a título do 11.º Fundo Europeu de Desenvolvimento (FED) (o instrumento financeiro da UE para os países ACP). Este montante servirá para ajudar os países de África, das Caraíbas e do Pacífico (ACP) nas áreas do desenvolvimento humano e social, do ambiente e alterações climáticas, do desenvolvimento do setor privado e da paz e segurança.

O programa intra-ACP constitui a pedra angular de uma cooperação mais vasta entre a União Europeia e os países ACP. Visa responder aos desafios comuns com que estão confrontados os países ACP e apoia operações que vão além do conceito de localização geográfica e beneficiam um grande número, ou mesmo a totalidade, de Estados ACP. São levadas a cabo ações intra-ACP sempre que for impossível ou menos eficaz lançar iniciativas a nível nacional e/ou regional, por forma a conferir um valor acrescentado em relação a operações realizadas com recurso a outros instrumentos nacionais e/ou de cooperação regional.

Saiba mais aqui.

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