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Cluster Nacional de Aeronáutica, Espaço e Defesa

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Enquadramento

Os setores da Aeronáutica, do Espaço e da Defesa são internacionalmente reconhecidos como motores impulsionadores da investigação, da inovação e da economia das nações, inspirando e estimulando o aparecimento de novas gerações de cientistas e capitalizando o desenvolvimento tecnológico e a inovação. 

Estes setores têm sido sustentáculo do crescimento tecnológico a nível mundial, demonstrando uma capacidade multiplicadora única (cerca de cinco vezes o volume de investimento) e com um potencial de disseminação tecnológica (spill over) ímpar para outros setores da economia, capacitando cadeias de valor e promovendo sinergias que atravessam todo o tecido social e industrial.

O efeito relevante que estes setores representam na economia europeia através de criação de emprego e importância  económica quer direta ou indiretamente testemunham a importância chave desta indústria. Em 2015, o setor representou um volume de negócios de 222 mil milhões de euros e teve uma taxa de crescimento de 11% em relação a 2014. Destes valores 51% correspondem à aeronáutica civil, 22% à aeronáutica militar, o setor da defesa naval e terrestre representou 24% e o setor do espaço 3%.

Em termos de emprego representou 848 mil empregos muito qualificados dos quais 65% no setor aeronáutico, no setor da defesa terrestre e naval 30% e no espaço 5%.

Em termos de R&D representou 20 mil milhões de euros dos quais 80% no setor aeronáutico e 20% nos outros setores.

Fruto desta importância a indústria aeronáutica europeia é já hoje confrontada com a necessidade de reforço e reformulação das cadeias de valor, não só para garantir a os tempos de entrega e a qualidade, mas também para reduzir os custos de produção, o peso e o consumo das aeronaves. Este contexto tem um forte efeito de antecipação da nova revolução industrial e cria oportunidades únicas para Portugal, dadas as suas condições geográficas e de competitividade, permitindo a diversificação da oferta, estimulando a internacionalização, contribuindo para aumentar a eficiência e promovendo sinergias e economias de escala.

 

O Cluster Nacional de Aeronáutica, Espaço e Defesa 

O Cluster Nacional de Aeronáutica, Espaço e Defesa (AEDCP) foi criado em Agosto de 2016, tendo como fundadores, as associações PEMAS  (aeronáutica), PROESPAÇO (espaço ) e DANOTEC (defesa).

Foi reconhecido pelo Governo a 27 de Fevereiro 2017 como Cluster de Competitividade Emergente para os setores de Aeronáutica, Espaço e Defesa. O AEDCP reúne já 60 entidades entre as quais a grande indústria um largo número de pequenas e médias empresas e entidades do sistema científico e tecnológico, institutos e centros tecnológicos.

Durante o ultimo quadrimestre de 2017 deverão ser implementados  3 dos projetos oriundos da PEMAS (ADDISPACE, KN4AERO e AERIS). Acresce que neste período deverá ser contratado com o COMPETE o 4º projeto (ESTRATEGIA-2020) que irá fechar o portfolio de projetos que sustentam financeiramente o arranque do AEDCP.

Este setor é, hoje em dia, crítico para o crescimento da economia nacional, uma vez que representa um por cento do PIB nacional, exporta 87% de um volume de 1,7 mil milhões de euros e sustenta 18.500 postos de trabalho qualificado. Atendendo a que há menos de 10 anos este setor era constituído por meia dúzia de empresas, este é um indicador claro da sua forte contribuição para o crescimento da economia nacional.

Acresce que a AED é membro e parceiro ativo do European Cluster Partnership (EACP), que envolve mais de 40 clusters europeus, o que tem permitido celebrar protocolos e participar em projetos colaborativos baseados em programas europeus. A AED é ainda membro da Eurospace e da Aerospace and Defense Industries Association of Europe (ASD).

Assinou, também, vários protocolos nomeadamente com o Aerospace Valley de França, com o Cluster Hélice de Espanha, Hamburg Aviation, Bavarian Aerospace Cluster of Germany e Ontario and Montreal Clusters of Canada.

O extraordinário crescimento do transporte aéreo, a crescente utilização de tecnologias espaciais em outros setores e a exploração dos duplos-usos nos mercados civil e de segurança e defesa, permitem antecipar uma forte importância económica destes setores durante as próximas décadas e confirmar a sua importância estratégica para o crescimento económico, para a criação de conhecimento e para a sustentação de emprego de valor acrescentado.

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CIP reforça laços internacionais

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A CIP – Confederação Empresarial de Portugal continua a desenvolver a sua atividade institucional junto de diversas entidades empresariais internacionais.

No dia 27 de outubro, a CIP recebeu uma delegação mexicana que esteve em Portugal no âmbito de uma missão organizada pelo COMCE – Comité Empresarial Bilateral México-Portugal. No âmbito do protocolo celebrado entre as duas organizações em 2014, a CIP ajudou na preparação e organização desta visita, que contou também com reuniões entre a delegação mexicana e alguns Associados da CIP, nomeadamente a AEP, AIMINHO, AIP, AIDA, NERBE, NERE e NERLEI.

A 9 de novembro, a CIP reuniu com uma delegação brasileira composta por empresas associadas da FIEMTS – Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul, em parceria com o SEBRAE – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas.

No dia seguinte, representantes da FEU – Federation of Employers of Ukraine estiveram na CIP com o intuito de discutir o papel das confederações empresariais na educação e formação profissional. A reunião contou ainda com a presença de Vítor Dias, do CENFIM – Centro de Formação Profissional da Indústria Metalúrgica e Metalomecânica, que, juntamente com a CIP, demonstrou a articulação prática da participação dos diversos atores nos centros de formação.

Estes encontros foram de cariz institucional, e tiveram como propósito a realização de apresentações de ambas as partes, com o objetivo de aumentar o contacto e fomentar as relações económicas entre ambos os países.

 

Foto: Encontro com delegação empresarial mexicana
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CIP reúne com grupos parlamentares para debater OE 2018

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A CIP – Confederação Empresarial de Portugal reuniu com os Grupos Parlamentares do PS, PSD, CDS. PC e PEV para debater as medidas propostas na Lei do Orçamento do Estado para 2018.

A CIP tem-se empenhado em contribuir de forma ativa e construtiva na definição de políticas que promovam um crescimento sustentado da economia nacional. Uma preocupação oportunamente atendida pela CIP, através de 14 propostas para o Orçamento do Estado para 2018 (aqui), com vista à criação de condições favoráveis ao investimento, qualificação dos recursos humanos e capitalização das empresas nacionais, condições essenciais para um crescimento económico mais sólido, assente em ganhos de produtividade. Recentemente, a CIP remeteu ainda a todos os grupos parlamentares com assento na Assembleia da República nove propostas de alterações legislativas para a discussão na especialidade (aqui).

A CIP lamenta que o Governo descure as empresas nacionais da sua estratégia económica. O setor empresarial é o garante do crescimento económico sustentado do país.

A atual Proposta de Orçamento do Estado para 2018 submete a sua função de estímulo ao crescimento económico a uma estratégia meramente distributiva dos ganhos decorrentes do melhor desempenho da atividade económica. O Governo perde assim um importante instrumento para tornar mais sustentável a ainda frágil recuperação económica.

A votação final global do Orçamento do Estado de 2018 está prevista para 27 de novembro.

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