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Forte estratégia industrial é pré-requisito para o sucesso do Green Deal

2019-12-11-green-deal

 

 

A Comissão Europeia publicou hoje o Pacto Ecológico Europeu, o Green Deal. A CIP – Confederação Empresarial de Portugal acompanha a ambição da Comissão de colocar a Europa no caminho de um futuro sustentável. As empresas portuguesas estarão disponíveis para desempenhar o seu papel que é essencial para o sucesso deste Pacto.

O Green Deal é uma iniciativa importante para a proteção do planeta e para o posicionamento da Europa num caminho de futuro sustentável. A questão não é se essa transformação da sociedade é necessária, mas como a tornaremos bem sucedida.

As 114 mil empresas que a CIP representa em Portugal são essenciais para esse sucesso. No entanto, apenas empresas competitivas e geradoras de riqueza estarão em condições de trazer soluções tecnológicas e de sustentar o nível de emprego, garantindo essa criação de valor.

Um forte pilar económico é, portanto, um pré-requisito e a única forma de garantir que esta transição não leve à desindustrialização e à destruição de emprego.

Será essencial consubstanciar o Green Deal a uma forte estratégia industrial que mobilize as centenas de milhares de milhões de euros necessários ao seu sucesso. Estamos prontos para trazer soluções e trabalhar com o Governo português e, com a BusinessEurope, com o novo colégio de Comissários, para que esta agenda profundamente transformadora seja um êxito do ponto de vista económico, social e ambiental.

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  Categoria: Comunicados, Destaque, União Europeia


Défice de qualificações da população adulta é o principal entrave ao crescimento da economia portuguesa

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. Apenas 36,8% da população portuguesa com mais de 25 anos concluiu o ensino secundário. A convergência de Portugal para os valores medianos atingidos pelos países da UE+OCDE, permitiria um crescimento adicional do PIB de 1,26 p.p., em termos anuais, ou de 13,3 p.p. numa década.

. A ineficiência do sistema bancário nacional tem também exercido um efeito de travão sobre o crescimento da economia portuguesa, custando ao PIB nacional 0,9 p.p. a cada ano.

Documento disponível aqui.

O estudo “Crescimento da Economia Portuguesa”, realizado pela Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho, para a Associação Missão Crescimento, conclui que a falta de qualificações da população adulta, a par com a ineficiência do sistema bancário, têm sido dois dos principais entraves ao crescimento da economia nacional.

De acordo com a análise hoje apresentada no Congresso CIP 2019, uma duplicação do valor atual da percentagem de população adulta com ensino secundário completo, poderia traduzir-se num crescimento adicional de 1,26 p.p. em termos anuais e de 13,3 p.p. no espaço de uma década.

A educação e formação da população com mais de 25 anos apresenta-se como o fator com maior impacto potencial no crescimento da economia portuguesa, nomeadamente ao nível do ensino profissional e da qualificação de quadros intermédios. Note-se que, apesar de Portugal ter níveis de ensino superior que ficam 10 p.p. aquém da mediana dos países da UE+OCDE, o país apresenta uma percentagem de trabalhadores sobrequalificados, ou seja, com um nível de escolaridade superior ao exigido pelo trabalho, de 24%, um valor que é 7 p.p. superior à média da OCDE. Números que “indicam uma afetação ineficiente dos recursos e uma qualificação dos trabalhadores desajustada a uma parte significativa da procura do mercado, além de uma reduzida sofisticação tecnológica das empresas portuguesas”, concluem os autores do estudo.

Com um impacto considerável no crescimento potencial da economia portuguesa aparecem igualmente os indicadores relativos ao investimento, com destaque para os que atestam da eficiência do sistema bancário nacional. Uma redução dos custos operacionais dos bancos, por um lado, e do crédito malparado, por outro, para valores próximos dos valores medianos apresentados pelo conjunto dos países UE+OCDE, equivaleria a um crescimento do PIB nacional de 6,85% e de 9,5%, respetivamente, a 10 anos. “Os elevados custos operacionais, um indicador da ineficiência dos bancos, representam em muitos casos um sobredimensionamento do setor financeiro”, notam os autores. Da mesma forma, “a percentagem de crédito malparado no crédito total pode dar-nos uma medida da eficiência do sistema bancário (e do sistema financeiro em geral). O sistema financeiro desempenha um papel essencial na alocação dos recursos. Uma elevada percentagem de crédito malparado representa uma ineficiência dos bancos no processo de alocação de crédito. Percentagens elevadas de crédito malparado suscitam questões em relação à qualidade da governação dos bancos e da avaliação de risco dos projetos”, concluem.

Ainda entre os indicadores relativos ao investimento, destaque para a formação bruta de capital fixo, em percentagem do PIB, cujo incremento de apenas 0,05 p.p. traduzir-se-ia num crescimento adicional da economia portuguesa 0,5 p.p. por ano, ou 5,25 p.p. a 10 anos. Também a travar o potencial de crescimento económico estão o tempo necessário para fazer cumprir um contrato – que é em Portugal de 755 dias – e a concessão de crédito a empresas públicas ou detidas pelo Estado, cerca de 21% do PIB nacional. Indicadores, cuja convergência para os valores medianos dos países da UE+OCDE, implicariam um crescimento económico de 2,84 p.p. e 1,86 p.p., respetivamente, para um período de 10 anos.

Além da educação e formação e do investimento, o estudo aborda ainda, como fatores determinantes para o crescimento económico, a qualidade das instituições e governança e o progresso tecnológico. Os autores concluem que Portugal tem especial margem de progressão no que toca à qualidade da regulação, nomeadamente quanto à capacidade do Governo adotar políticas que promovam o desenvolvimento do setor privado. Também as exportações de alta tecnologia, medidas em percentagem das exportações totais de bens produzidos, têm um impacto estimado de 2 p.p. a 10 anos, implicando a mais que duplicação dos valores atuais.

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CIP e Nova SBE criam Observatório para a Requalificação Profissional

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A CIP – Confederação Empresarial de Portugal e a Nova Forum Executivos apresentam no próximo dia 22 de outubro, no Congresso CIP 2019, o ReSkill Hub – Observatório Português de Requalificação Profissional.

O ReSkill Hub é a resposta operacional da CIP aos desafios e oportunidades criadas pelo processo de automação. Uma ferramenta que vai facilitar e acelerar o encontro da procura e oferta de conhecimento especializado através de uma plataforma de interface entre empresas, trabalhadores e educadores que informa, coordena, facilita e avalia o processo de reskilling dos trabalhadores em Portugal. Uma plataforma que irá implicar, numa primeira fase, o mapeamento das necessidades de requalificação em Portugal, reais, atuais e futuras, em estreita articulação com as empresas, além do levantamento da oferta formativa atualmente existente.

Recorde-se que, o estudo “Automação e o Futuro do Trabalho em Portugal”, elaborado pela CIP em parceria com a Nova School of Business and Economics e o McKinsey Global Institute (MGI), estima que a adoção da automação em Portugal leve à perda de 1,1 milhões de empregos até 2030. Portugal apresenta aliás um dos maiores potenciais de automação (50%), quando comparado com outros países, ficando apenas atrás do Japão. Em grande medida, isso deve-se à alta concentração de atividades no setor manufatureiro, comércio e atividades administrativas (22%, 19% e 10% do emprego total, respetivamente) e ao alto percentual de atividades repetitivas nos diferentes setores da economia portuguesa. O mesmo relatório aponta, no entanto, a possibilidade de criação de 600.000 a 1,1 milhões de empregos, nomeadamente nos setores de assistência social e de saúde, serviços profissionais, científicos e técnicos, e da construção.

Até ao momento a atuação governamental e empresarial em relação aos desafios criados pela automação e digitalização tem sido em grande parte reativa. “Na sequência do estudo, cujos resultados tornámos públicos já em janeiro deste ano, a CIP decidiu adotar uma política ativa que favoreça a requalificação profissional em Portugal. Essa requalificação é fundamental para que os benefícios da automação possam ser colhidos e os seus custos minimizados”, nota António Saraiva, Presidente da CIP. “É para isso necessária uma correta articulação entre o poder público e as empresas, as escolas e as universidades. É isso que nos propomos fazer”, adianta o responsável da CIP.

Para Daniel Traça, Diretor da Nova SBE, “O ReSkill Hub, em parceria com CIP, visa dar resposta à forte transformação pela qual a força de trabalho em Portugal irá passar na próxima década. Transformação esta que é fruto de uma expectativa de investimento crescente em automação. O objetivo desta iniciativa é de informar, coordenar e acelerar a requalificação profissional em Portugal. Esta é uma iniciativa que se enquadra dentro do plano estratégico da escola para que esta se torne numa comunidade colaborativa capaz de energizar todos os setores da sociedade e de ter impacto”.

O Congresso CIP 2019, dedicado ao tema “Portugal: Crescimento ou Estagnação? A resposta está nas empresas”, realiza-se dia 22 de outubro, no Centro de Congresso do Estoril.

Programa atualizado em aqui.

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