Categoria: Comunicados



OE2019 – CIP apresenta mais de 50 propostas

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A CIP – Confederação Empresarial de Portugal apresentou mais de 50 propostas para o Orçamento do Estado para 2019 (consulte aqui), elegendo a promoção da produtividade como principal prioridade da política económica, e concretizando-a num conjunto de propostas estruturado em quatro grandes eixos:

  • Promover o investimento;
  • Fomentar condições de capitalização e financiamento;
  • Adequar o mercado de trabalho;
  • Melhorar o ambiente de negócios;

A CIP destaca ainda, como medidas transversais aos quatro eixos de propostas, a necessidade absoluta de previsibilidade no plano fiscal.

Desde logo, garantindo que a tributação que incide direta ou indiretamente sobre as empresas não é agravada e que não serão criados novos impostos que afetem as empresas; além da inclusão, em todas as alterações fiscais tendentes a reduzir a carga fiscal sobre as empresas, de uma cláusula de compromisso da sua continuidade durante um período não inferior a 7 anos.

“É tempo de o Governo deixar de olhar para as empresas como meras fontes de receita, mas antes como o motor de crescimento da economia portuguesa. A redução da carga fiscal é necessária mas a previsibilidade do enquadramento fiscal é igualmente importante. Não é possível às empresas portuguesas terem um plano de investimentos a médio prazo quando o enquadramento fiscal muda todos os anos”, nota António Saraiva.

Os sinais evidentes de que a componente cíclica da recuperação tende a desvanecer-se levam a CIP a con­cluir que é necessário sustentar o crescimento em ba­ses mais sólidas e duradouras, consistentes com um modelo de economia competitiva, assente em aumen­tos da produtividade.

De facto, a produtividade é condição indispensável para que as empresas continuem a criar mais empre­go, para que possam suportar aumentos salariais e para que as exportações continuem a ser, como até agora, o principal motor da recuperação.

É, por isso, fundamental ultrapassar os fatores estrutu­rais que determinam a dinâmica muito fraca da produ­tividade, desde o início do século, dinâmica essa que, na atual fase de recuperação económica, se agravou para valores negativos.

Para o dirigente da CIP “só com empresas fortes podemos ter um Estado Social justo”. E adianta: “Não é dificultando o desempenho daqueles que mais empregos geram e riqueza multiplicam no País, que vão conseguir reunir os meios necessários para a criação de políticas de redistribuição sustentáveis. Políticas de que um Portugal mais justo, mais solidário e mais transversalmente desenvolvido, tanto necessita. Sem riqueza não há políticas redistributivas que resultem no tempo”.

António Saraiva afirma ainda que: “Na CIP, não prometemos nem pedimos paraísos, nem demagogias irresponsáveis. As nossas empresas e empresários perceberam e interiorizaram como ninguém o significado do conceito de sustentabilidade. O que queremos é que nos ajudem a criar condições justas e adequadas ao desempenho da nossa atividade. Que compreendam a necessidade de se criarem incentivos a quem mais investe, arrisca e produz”.

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Clique na imagem para ver as fotos

Créditos: Paulo Alexandre Coelho / CIP

Assista também ao discurso do Presidente da CIP, António Saraiva

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  Categoria: Assuntos Económicos, Comunicados, Destaque


CIP defende o reforço do movimento associativo empresarial regional para fortalecer o apoio às PME

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A Confederação Empresarial de Portugal (CIP) em conjunto com a consultora Deloitte, está a ultimar o primeiro estudo realizado em Portugal sobre o Associativismo Empresarial Regional. Com este documento, a CIP quer contribuir para a restruturação do movimento associativo empresarial regional, de forma a garantir que as associações empresariais possam responder de forma mais eficaz às necessidades das pequenas e médias empresas de todas as regiões do país. O estudo será entregue em breve e em primeira mão ao Primeiro-Ministro, António Costa.

No total, o documento identificou a existência de 1.064 associações empresariais em Portugal, sendo que deste número 549 associações são de âmbito regional. Mas mais do que traçar uma radiografia sobre o trabalho realizado pelas associações empresariais por todo o país, o estudo “Movimento Associativo Empresarial Regional – Um Contributo para o Desenvolvimento do País” desenha uma estratégia com medidas concretas que visam repensar e reforçar o movimento associativo empresarial regional em Portugal.

“Com este trabalho a CIP, através do seu Conselho Associativo Regional, pretende dar um contributo para restruturar o movimento associativo em Portugal e fornecer um conjunto de soluções que permitam preparar as Associações Empresariais Regionais do Século XXI”, afirma António Saraiva, Presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP).

Entre os principais objetivos identificados no estudo está o aprofundamento da cooperação entre a Administração Pública e as Associações Empresariais Regionais. Por outro lado, o documento defende também o desenvolvimento de uma nova proposta de valor para as associações empresariais regionais, com base num novo modelo de prestação de serviços. Ao mesmo tempo, o estudo recomenda a criação de um enquadramento legal e reivindica a participação obrigatória das Associações Empresariais Regionais nos organismos regionais de desenvolvimento regional e gestão de fundos europeus (Ex: CCDR e CIM).

Luís Miguel Ribeiro, Presidente do Conselho Associativo Regional da CIP, lembra o papel decisivo que as associações empresariais desempenharam no desenvolvimento económico das várias regiões e ao seu tecido empresarial: “As Associações Empresariais têm tido um papel decisivo na disseminação de informação às empresas, na formação profissional dos gestores e colaboradores e na promoção da internacionalização”, sublinha.

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NOTA DE ESCLARECIMENTO – Entrevista Jornal Económico

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O Jornal Económico, na sua edição de 3 de agosto, cita, em manchete, as declarações do Presidente da CIP – Confederação Empresarial de Portugal, quando diz que “o investimento no turismo não é sustentável”. Esta citação, fora do seu contexto integral, cria distorções de interpretação que nos cumprem esclarecer.

Desde logo, no próprio texto que acompanha a manchete do jornal, a sua direção escreve: “[António Saraiva] defende que a economia portuguesa não pode depender só de um setor”, claramente ciente da necessidade de contextualizar a citação com a qual faz manchete.

Com efeito, tal como é possível aferir no corpo da entrevista, o Presidente da CIP afirma a importância da economia portuguesa atrair investimento estrangeiro, investimento que necessita de ser sectorialmente diversificado: “A captação do investimento produtivo é um dos combates que temos que travar e não depender apenas deste ou daquele sector como, ultimamente, se está a verificar no turismo”.

O grande sucesso do setor em Portugal nos últimos anos, transformou o Turismo num dos principais setores geradores de emprego e crescimento da economia portuguesa e é necessário acautelar que outros setores sigam o seu exemplo, contribuindo assim para o fortalecimento da economia portuguesa, nomeadamente face a choques externos.

O setor do turismo enfrenta, bem como os restantes setores nacionais, riscos externos com potencial de impacto significativo na procura, o que reforça a necessidade da economia portuguesa diversificar os seus setores de atividade. Isso mesmo afirmou o Presidente da CIP, quando refere que não podemos estar apenas dependentes de um sector: “Temos que investir e atrair investimento produtivo, temos que atrair fábricas, temos que atrair investimento que traga valor acrescentado ao país, que, para além de criar emprego traga pagamento de impostos”.

Recorde-se ainda que, na sua última edição da revista Indústria, a CIP dedica a capa, bem como 12 páginas de reportagem, entrevistas e artigos de opinião, exclusivamente ao setor do Turismo, iniciativa que atesta a importância que a CIP reconhece a este setor para a vitalidade da economia nacional.

A entrevista integral do Presidente da CIP ao Jornal Económico por ser consultada aqui.

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