Categoria: Destaque



CIP e CGEM criam grupo para desenvolver relações económicas entre Portugal e Marrocos

2018-11-29_marrocos

 

 

A CIP – Confederação Empresarial de Portugal e a CGEM – Confédération Générale des Entreprises du Maroc acordaram a criação de um Grupo de Trabalho entre as duas instituições para o Desenvolvimento das Relações Económicas Portugal-Marrocos. O anúncio foi feito no Fórum Económico Portugal-Marrocos, que decorreu em Lisboa no dia 29 de novembro

“Acredito que o aprofundamento das relações comerciais bilaterais passará principalmente pelo reforço das relações entre associações sectoriais de ambos os países”, afirmou o vice-presidente da CIP, Armindo Monteiro, no início do encontro.

O presidente da CGEM, Salaheddine Mezouar, enfatizou a importância do reforço da cooperação regional entre Marrocos e Portugal e apontou a necessidade de se encontrarem sinergias setoriais para expandir os mercados comuns para África e para a América Latina, numa lógica de cadeia de valor industrial.

“Os ganhos em competitividade e as capacidades de adaptação virão da integração regional que otimiza os custos logísticos e a mobilidade do capital humano, enquanto se trabalha num ambiente cultural comum”, disse.

A Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Teresa Ribeiro, que também participou no evento, afirmou que os dois países têm, em comum, o objetivo de ter uma maior presença económica nos mercados africanos e apontou que a União Europeia promove o fortalecimento das relações económicas com África.

“Podemos, em conjunto, aproveitar esses recursos”, disse.

O Fórum Económico Portugal-Marrocos contou com a presença de mais de 180 participantes, entre os quais 70 representantes de empresas e entidades marroquinas, que estão em contacto com empresas portuguesas para identificar potenciais oportunidades de negócio.

Participaram também neste encontro o Embaixador do Reino de Marrocos em Portugal, Othmane Bahnini, o Diretor Comercial da AICEP, Miguel Fontoura, e a Diretora Geral da AMDIE, Hicham Boudraa.

Durante o Forum Portugal-Marrocos, realizaram-se quatro mesas-redondas sectoriais, com representantes de empresas dos dois países, sobre Tecnologias de Informação e Comunicação e Empreendedorismo, Energia, Automóvel e Têxtil e Vestuário.

Clique na imagem para visualizar algumas fotos
Créditos: Paulo Alexandre Coelho / CIP

Apresentações já disponíveis:

AFIA – aqui
AICEP – aqui
AMICA – aqui
CEFAMOL – aqui
EDP – aqui
SIMOLDES – aqui

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  Categoria: Assuntos Internacionais, Comunicados, Destaque


“Como travar a corrida para o precipício”

brexit

 

Leia aqui o artigo de opinião desta semana assinado por António Saraiva na sua coluna semanal do Dinheiro Vivo, ao sábado.
Publicado no Dinheiro Vivo, edição de 25.11.2018

https://www.dinheirovivo.pt/opiniao/como-travar-a-corrida-para-o-precipicio/

Tudo indica que neste dia de 25 de novembro serão aprovados, numa Cimeira Extraordinária, o acordo de saída do Reino Unido da União Europeia e a declaração política sobre a futura relação entre as duas partes.

Concluídos os ajustamentos finais nesta declaração, restará ainda resolver, na cimeira de amanhã, a questão de Gibraltar, o que parece agora, depois do entendimento entre Londres e Madrid, tarefa relativamente fácil.

Quanto ao acordo de saída propriamente dito, respeita o que sempre defendi: estabelece um período transitório em que o Reino Unido se manterá na união aduaneira e no mercado único, com todos os direitos e obrigações daí decorrentes, até que seja acordado um novo tipo de relacionamento. As empresas disporão, assim, de um período em que se poderão preparar, durante o qual, não sentirão, na prática, os efeitos do Brexit.

A declaração política baliza, de forma ainda algo imprecisa, o que será o futuro acordo de comércio livre entre o Reino Unido e a União Europeia. Não será, certamente, o tipo de enquadramento ideal do ponto de vista da manutenção de trocas comerciais sem fricções, como o que agora vigora. Os custos de contexto no relacionamento económico com o Reino Unido serão mais elevados, não tenhamos ilusões. Diria, no entanto, que se chegou, neste momento, ao compromisso possível, que consegue conciliar o que, há não muito tempo, parecia irreconciliável.

A grande questão que se levanta agora é que estes frágeis compromissos se arriscam a cair por terra com a sua (provável) rejeição por parte do Parlamento britânico.

Voltaria, assim, a estar iminente o cenário que, do ponto de vista das empresas, não é aceitável: uma saída desordenada, sem acordo. Não haverá planos de contingência que evitem os enormes custos que se anteveem. Custos que só uma pequena minoria, do lado britânico, parece disposta a pagar.

Para o evitar, a única solução possível será o adiamento da data de saída, até que o Reino Unido consiga clarificar a sua posição. Acredito que será possível alcançar a unanimidade que o Tratado da União Europeia exige. Seria incompreensível que um prazo legal impedisse a travagem de uma corrida para o precipício.

Do ponto de vista das empresas, este adiamento corresponderia a prolongar a incerteza que continua a pesar sobre elas, sendo, portanto, essencial que fosse, à partida, limitado no tempo. Mas, para todos os efeitos, a incerteza será certamente melhor do que a certeza da concretização do pior cenário: um cenário que não podemos, simplesmente, admitir.

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  Categoria: Destaque, União Europeia


Conselho da Saúde da CIP renova apelo a que se assuma saúde como uma prioridade nacional

2018-11-23_comunicado-saude

 

O Conselho Estratégico Nacional da Saúde (CENS) da CIP defende reforço de verbas e criação de um orçamento plurianual para o Serviço Nacional de Saúde.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) publicou o seu estudo anual “Health at a Glance” e é imperioso, não só reconhecer a situação e condições do sistema de saúde português, mas também promover medidas para a sustentabilidade e a obtenção de ganhos em saúde.

Uma vez mais o estudo da OCDE confirma que Portugal continua a ter uma despesa em Saúde muito menor do que a média Europeia. A despesa per capita fica 25% abaixo da despesa médica regista na Europa a 28 e no caso da despesa pública em saúde a discrepância ainda é maior.

Por outro lado, o esforço financeiro que as famílias fazem (out-of-pocket) para ter acesso à saúde é muito maior do que acontece na média dos países europeus. Em contrapartida, em Portugal a percentagem das pessoas em situação de boa saúde é muito inferior à da média da União Europeia (UE).

As questões da Saúde são estruturais e a OCDE recorda que, nas próximas décadas, e por efeito da demografia, Portugal e Malta serão os países da UE que terão maiores necessidades em termos de despesas em Saúde.

Estas evidências reforçam os argumentos em favor das propostas que o Conselho Estratégico Nacional da Saúde da CIP tem feito, nomeadamente para que se assuma a Saúde como uma prioridade nacional, com caráter estratégico e como vetor de desenvolvimento do país. Portugal deve avançar para a criação de um orçamento plurianual para o SNS, com a definição de plafonds suficientes para a prestação dos cuidados de saúde adequados e também para a prevenção e o investimento.

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  Categoria: Assuntos Económicos, Comunicados, Destaque