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Sustentabilidade exige reforço de verbas para a Saúde

2016-12-05_conselhosaude

 

 

Comunicado do Conselho Estratégico Nacional da Saúde da CIP

Do Programa de Estabilidade 2018-2022 apresentado pelo Governo na passada sexta-feira, 13 de abril, resulta que ainda não se assumiu a Saúde como prioridade nacional nem se perspetiva que nos próximos anos haja um quadro orçamental suficiente para fazer face às necessidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Apesar das diversas notícias veiculadas que a Saúde teria um reforço de 228 milhões de euros para 2019, note-se que este valor fica aquém do próprio défice assumido à partida para este ano (252 milhões de euros). Ou seja, o valor da dotação prevista para 2019 nem sequer garante que se inicie esse exercício com financiamento de todas as atividades.

Recorde-se ainda que, apesar dos anúncios e da perspetiva de algumas soluções, o problema das dívidas vencidas continua a afetar muito gravemente o setor da Saúde. Os dados mais recentes da Direção-Geral do Orçamento, relativos a fevereiro, revelam que ainda subsistem 1.029 milhões de euros de dívida vencida. O Programa de Estabilidade não parece enfrentar esta questão.

Acresce que, quando se discute o enquadramento financeiro da Saúde não deve ser esquecida a tendência de crescimento que decorre da dinâmica demográfica. O próprio Programa de Estabilidade, no seu capítulo relativo à sustentabilidade das finanças públicas, alerta para o inevitável aumento das despesas com saúde e com cuidados continuados em Portugal.

Face a todo este enquadramento e tendo em conta os indicadores internacionais, interpela-se o Governo a assumir com caráter de prioridade um financiamento do Serviço Nacional de Saúde não inferior a 5% do Produto Interno Bruto (PIB), patamar absolutamente indispensável para a atividade assistencial, para a prevenção, para os necessários investimentos (pelo menos de substituição) e para o atempado cumprimento dos compromissos.

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CIP promove fórum empresarial em Madrid

2018-04-17_encontro-empresarial-espanha-portugal

Mais de 200 empresários participam hoje no Encontro Empresarial Espanha – Portugal. Uma iniciativa da CIP e da CEOE, com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa e do Ministro da Economia, Indústria e Competitividade de Espanha, Román Escolano.

A CIP – Confederação Empresarial de Portugal, em conjunto com a sua congénere, a Confederação Espanhola de Organizações Empresariais (CEOE), juntam hoje empresários ibéricos num encontro bilateral. Uma iniciativa que coloca a debate as oportunidades e desafios comuns das duas economias, nomeadamente nos domínios da energia, logística e infraestruturas de transporte e na cooperação empresarial bilateral e transfronteiriça.

“A concretização dos objetivos que a Europa estabeleceu no que respeita a renováveis no consumo final de eletricidade impõe que, com a máxima prioridade, as previstas interconexões através dos Pirenéus estejam operacionais”, lembrou António Saraiva esta manhã no discurso de abertura do encontro. Concluindo que: “Urge, portanto, um entendimento final entre as três partes – Portugal, Espanha e França – já anunciado, mas ainda não efetivado. A competitividade das nossas economias exige a concretização no mais breve prazo dessa ação conjunta”. 

Também no que respeita à política de infraestruturas e de transportes, após um período marcado pela quebra de investimento público, o Presidente da CIP afirma que “é preciso ativar os recursos nacionais e europeus adequados às necessidades de investimento em infraestruturas e serviços prioritários”.

A CIP identifica como prioritárias as ligações ferroviárias nos corredores de Aveiro – Salamanca – Irun e de Sines/Setúbal à fronteira com a França, passando por Madrid, com as características técnicas que lhes permitam oferecer um serviço competitivo para mercadorias. 

O relacionamento comercial com países terceiros será outro dos temas em debate. A CIP defende a rápida conclusão de um acordo ambicioso e abrangente entre a União Europeia e o Mercosul. “Consideramos que esta abertura comercial constituirá uma força importante para contrariar as atuais tendências protecionistas e/ou intervencionistas, que agora se multiplicam no limiar de uma guerra comercial”, nota António Saraiva.

As oportunidades de cooperação empresarial no continente africano constituem também objeto de reflexão. No quadro europeu – agora em plena preparação da renovação da parceria entre a UE e os países ACP –  a CIP defende uma conjugação inovadora das políticas comercial e de desenvolvimento da União Europeia, em cooperação com os seus Estados-Membros. 

“Em todos estes temas, Portugal e Espanha têm toda a vantagem em unir as suas vozes, numa estratégia articulada em torno de interesses comuns. Não tenho dúvidas de que, juntos, conseguiremos mais do que isoladamente”, conclui o responsável da CIP.

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Congresso CIP 2018 reúne mais de 600 empresários

2018-04-11_congresso

 

Mais de 600 empresários estiveram reunidos em Santa Maria da Feira no Congresso CIP 2018, que contou com a presença e intervenção do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, na sessão de abertura. Cerca de 30 oradores debateram com os empresários os desafios com que se defrontam as empresas, numa iniciativa que contou ainda com as intervenções do Presidente do PSD, Rui Rio, e do Ministro Adjunto, Pedro Siza Vieira.

A CIP-Confederação Empresarial de Portugal realizou no dia 11 de abril o seu Congresso dedicado ao tema “O Valor das Empresas”. Com esta iniciativa, a CIP pretendeu afirmar o mérito das empresas na recuperação económica do país, e debater os desafios que se colocam à atividade empresarial.

“Esse valor está patente na evolução recente da nossa economia. Na recuperação que muitos insistem em discutir se é mérito deste Governo, do anterior ou de uma eventual conjunção de condições propícias ao crescimento. Mas a verdade é que a recuperação se deve às empresas”, afirmou o Presidente da CIP.

A transformação digital e os seus efeitos no mercado de trabalho e na necessidade de recursos humanos qualificados; o desafio demográfico e as suas implicações nas políticas públicas e nas empresas; o desafio do investimento, condição para o desenvolvimento futuro – tudo isto subordinado ao tema da Competitividade, principal preocupação da CIP e pressuposto da afirmação do Valor das Empresas em mercados abertos, exigentes e altamente concorrenciais.

O evento contou com vários oradores, entre os quais Salvador de Mello, CEO da José de Mello Saúde, Paulo Pereira da Silva, CEO da Renova, Ângelo Ramalho, CEO da Efacec, ou António Costa Silva, Presidente da Partex. Esta iniciativa da CIP contou ainda com a intervenção do Presidente do PSD, Rui Rio, que falou sobre a sua visão de “Portugal para lá do curto-prazo”.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, marcou a abertura do Congresso, e ao Ministro Adjunto, Pedro Siza Vieira, em representação do Primeiro-Ministro, coube o encerramento dos trabalhos.

Clique na imagem em baixo e veja as fotos do evento.

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Créditos: Paulo Alexandre Coelho / CIP

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