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Uma Europa com oportunidades para todos – uma ambição das empresas para 2030

2018-12-11_be

 

O mundo está a mudar rápida e profundamente, à medida que as alianças globais se alteram e o populismo cresce. O que estamos a testemunhar não é apenas outra era de mudança, mas uma mudança de era. As empresas querem fazer parte da solução e garantir que a Europa pode moldar esta nova era de acordo com os seus valores.

Hoje, a comunidade empresarial europeia apresenta a sua “Ambição para a União Europeia em 2030”. Neste documento, a BusinessEurope, organização que a CIP – Confederação Empresarial de Portugal integra, define o que é necessário para criar as condições certas para aumentar a competitividade e permitir que as empresas desempenhem o seu papel na sociedade.

 

O Presidente da BusinessEurope, Pierre Gattaz, declarou hoje:

“Em face das eleições europeias, a comunidade empresarial tem uma forte responsabilidade de falar, explicar porque a União Europeia é tão importante para o futuro das pessoas e dizer o que precisa ser feito para garantir que as coisas vão na direção certa.

As empresas são a espinha dorsal da estabilidade económica da Europa e da prosperidade dos cidadãos. Os empresários investem, criam empregos e fazem a economia crescer. O setor privado é responsável por 80% de todos os empregos na UE; as empresas da UE investiram quase 200 mil milhões de euros em investigação e desenvolvimento em 2016; em 2015, gastaram mais de 50 mil milhões de euros em formação profissional.

As empresas estão comprometidas em transformar os desafios económicos, sociais, tecnológicos e ambientais que estamos a enfrentar em oportunidades e em defender o nosso modo de vida europeu. Vamos, juntos, construir uma UE da qual nos possamos orgulhar. A ambição empresarial para a Europa em 2030 é construir uma União Europeia com oportunidades para todos”.

 

Para o Presidente da CIP – Confederação Empresarial de Portugal, António Saraiva:

“As eleições europeias são oportunidade para discutir propostas para o futuro. Esta é uma ocasião de reafirmarmos, mais uma vez, o nosso compromisso para com a União Europeia e sublinhar que este é o espaço onde encontramos respostas comuns para desafios que são também comuns.

A CIP apontou já como prioridades o investimento numa Europa mais coesa e mais inovadora, a aposta na dimensão social como caminho para termos mais e melhor emprego, o aprofundamento da União Económico e Monetária e do Mercado Único, a definição e uma política comercial global ambiciosa e de uma estratégia industrial que tenha a competitividade no seu centro.

As empresas, como principais criadores de empregos e crescimento, têm um papel central a desempenhar no projeto europeu. Temos todos de ter a consciência de que este é um projeto comum, um processo contínuo com o objetivo claro de construir uma Europa próspera, forte, coesa e unida”.

 

As prioridades da CIP para a Europa podem ser encontradas aqui.

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“Teremos de esperar pela próxima crise para reformar a UEM?”

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Leia aqui o artigo de opinião desta semana assinado por António Saraiva na sua coluna semanal do Dinheiro Vivo, ao domingo.
Publicado no Dinheiro Vivo, edição de 09.12.2018

https://www.dinheirovivo.pt/opiniao/1301587/

A notícia de terça feira parecia animadora: depois de meses de “negociações intensas e duras”, e no fim de uma maratona de 18 horas, os ministros das Finanças dos países da zona euro chegaram finalmente a acordo para um “plano abrangente para fortalecer o euro”.

“Conseguimos!” disse mesmo o presidente do Eurogrupo.

Afinal, o que na verdade conseguimos foi pouco, muito pouco, em relação ao que estava em negociação. Ainda menos, se pensarmos no que resta fazer para tornar a área do euro mais estável, mais equilibrada e menos vulnerável a eventuais crises. E não tenhamos dúvidas que, mais tarde ou mais cedo, esta frágil construção será, mais uma vez, posta à prova.

O que de mais relevante saiu desta reunião foi a criação de um mecanismo de salvaguarda do Fundo Único de Resolução. Na prática, se a resolução de um banco exigir montantes superiores aos recursos deste fundo, estará disponível uma linha de crédito no valor de 60 mil milhões de euros, para evitar sobrecarregar os contribuintes.

No entanto, este mecanismo de salvaguarda só deverá estar pronto daqui a seis anos, podendo ser antecipado para 2020, “caso haja uma redução significativa do risco de colapso dos bancos da Zona Euro”. Ou seja, paradoxalmente, só se não se revelar necessário é que este mecanismo será criado antes de 2024, o que diz muito sobre a vontade política em partilhar riscos.

Há ainda um conjunto de medidas de caráter muito técnico para o reforço do quadro da resolução bancária e para melhorar a capacidade de concessão de crédito dos bancos, nomeadamente para pequenas e médias empresas e projetos de infraestruturas.

Finalmente, há algum progresso para flexibilizar a atuação do Mecanismo Europeu de Estabilidade, mas ficamos ainda muito aquém do objetivo de transformar este mecanismo num verdadeiro Fundo Monetário Europeu, mais autónomo dos governos nacionais e capaz de apoiar uma gestão mais eficiente das dívidas soberanas.

Quanto à criação do mecanismo comum europeu de garantia dos depósitos, o tão esperado terceiro pilar da União Bancária, nada, ou quase nada: é necessário um novo grupo de trabalho para “aprofundar o trabalho técnico”.

E quanto à capacidade orçamental para a zona euro, destinada a promover a convergência, competitividade e estabilização, em caso de crise, das economias do euro, menos ainda: não foi alcançada uma “visão comum”.

Os poucos progressos alcançados deixam-nos um sentimento de frustração. Com esta base, não parece possível que a cimeira do euro do próximo dia 14 de dezembro vá além do que foi anunciado. Face ao calendário eleitoral que se segue, perde-se, assim, uma janela de oportunidade para reformar, de facto, a União Económica e Monetária.

Será que temos de esperar pela próxima crise para que os líderes da Europa se deem conta do que há a fazer?

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Esclarecimento CIP

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António Saraiva, presidente da CIP – Confederação Empresarial de Portugal, esclarece que participou numa reflexão do Movimento X, acedendo a um convite do seu promotor, Pedro Duarte, para veicular as suas ideias e pontos de vista em matéria empresarial e económica. A sua participação não o vincula a qualquer projeto partidário.

Recorde-se que António Saraiva tem participado em diversos encontros, fóruns e movimentos de várias organizações da sociedade. Nesse quadro, procura contribuir com os valores e com as soluções que defende pessoalmente e enquanto presidente da CIP. Enquanto dirigente da CIP, António Saraiva não tem intervenção partidária, além da intervenção na defesa dos interesses dos associados da CIP.

A participação de António Saraiva resumiu-se à promoção das ideias e soluções que a CIP propõe para a economia portuguesa, respondendo a um convite nesse sentido, da mesma forma que tem participado em diversos encontros, fóruns e movimentos de várias organizações da sociedade, sempre que solicitado.

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