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CIP apresenta mais de 80 medidas para colocar Portugal a crescer mais

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A CIP – Confederação Empresarial de Portugal elaborou um documento – disponível AQUI – onde define e propõe mais de 80 medidas para colocar Portugal a crescer mais. As medidas propostas são consideradas pela CIP como prioritárias para garantir a competitividade e a produtividade das empresas e da economia nos próximos quatro anos.

Tendo em conta o contexto económico externo mais desfavorável, a CIP considera fundamental que o próximo Governo implemente uma estratégia de médio-longo prazo para que as empresas e o País sejam capazes de vencer os grandes desafios que se colocam no futuro. Essa estratégia deverá estar assente em três vetores: aumento da competitividade, talento e bem-estar das pessoas e sustentabilidade.

“Atendendo aos desafios que identificamos, a competitividade, assente na produtividade, é condição indispensável para que as empresas cresçam, para que possam suportar aumentos salariais e para que as exportações continuem a ser o principal motor da recuperação”, assegura o Presidente da CIP, António Saraiva.

Há, neste campo, uma série de medidas que são vitais para garantir o crescimento de Portugal. Do ponto de vista fiscal, a Confederação defende retomar o compromisso da redução da taxa de IRC, fixando-a no máximo em 17% até ao final da próxima legislatura. É também importante favorecer fiscalmente as Pequenas e Médias Empresas (PME’s) e o investimento. Da mesma forma, é essencial garantir que a tributação sobre as empresas não é agravada e que não serão criados novos impostos que afetem o tecido empresarial. Ainda dentro do campo da Competitividade, a CIP defende o reforço do apoio ao Sistema Nacional de Garantia Mútua, o reforço do papel da CGD no apoio ao setor produtivo (em especial às PME e às empresas exportadoras) e a redução das obrigações declarativas das empresas.

O foco nas Pessoas é também um dos grandes destaques do documento elaborado pela CIP, concentrando este vetor mais de um terço das propostas da Confederação para tornar Portugal um país mais desenvolvido.  “As pessoas são a finalidade e o mais importante fator de sucesso e de diferenciação de uma economia”, explica António Saraiva. E adianta: “É crucial colocar em marcha um plano que promova a reconversão da força de trabalho para enfrentarmos o desafio da transformação digital. Ao mesmo tempo, assumimos a conciliação da vida profissional, pessoal e familiar como sendo um princípio fundamental numa sociedade moderna, como é o caso da sociedade portuguesa”.

Entre as medidas propostas pela CIP estão o estabelecimento de pactos de regime sobre os sistemas educativo e de formação profissional, orientando-os para a resposta às necessidades presentes e futuras da sociedade e das empresas. A CIP propõe também a definição de um mecanismo e enquadramento legislativo que permita a desconsideração das remunerações recebidas pela prestação de trabalho suplementar, para efeitos de progressividade fiscal e a promoção de um sistema que permita aos reformados colaborarem com as empresas para ajudarem a formar jovens para áreas de elevada especialização e conhecimento.

Para promover uma melhor conciliação entre a vida familiar e profissional, a CIP propõe o desenvolvimento de uma rede de infraestruturas de apoio – como creches com horários alargados e a um custo acessível ou facilidades de transporte para a organização de atividades extracurriculares – ao mesmo tempo que apoia a criação de mecanismos que facilitem às PME oferecerem seguros de saúde aos seus colaboradores.

No documento “Portugal a Crescer Mais”, a Confederação Empresarial de Portugal defende também, em sede de Concertação Social, a definição de critérios económicos, objetivos e quantificáveis, para a evolução do salário mínimo nacional, e a regulamentação do exercício do direito à greve, evitando que, através desta, se subjuguem outros direitos fundamentais.

Sem esquecer as gerações futuras e a Sustentabilidade, António Saraiva afirma que: “Estamos plenamente comprometidos em apoiar as nossas empresas a desempenharem as suas atividades com bases em princípios de desenvolvimento sustentável e de responsabilidade social”. A  CIP defende a transição para uma economia mais circular baseada na inovação e na iniciativa das empresas, a orientação de um maior volume de fundos para programas eficazes de apoio à eficiência energética e a implementação de uma rede ferroviária moderna e competitiva, entre outras medidas.

A Confederação Empresarial de Portugal teve oportunidade de apresentar, no início do Verão, o documento “Portugal a Crescer Mais” às principais forças políticas presentes a eleições, com o objetivo de contribuir com ideias construtivas e propostas concretas para o desenho dos seus programas eleitorais.

Estando neste momento apresentados os programas eleitorais dos principais partidos, a CIP regista o eco suscitado pelas suas propostas. Destaque para as políticas de formação profissional e requalificação ao longo da vida, de reforço da ligação da formação profissional ao mercado de trabalho e para as políticas de sustentabilidade. A CIP lamenta, no entanto, que subsista na generalidade dos programas eleitorais, a intenção de recorrer a aumentos da tributação sobre as empresas, ainda que com objetivos ambientais ou de promoção da saúde. A CIP nota a escassez de medidas dirigidas à recapitalização e financiamento das empresas e lamenta que a regularização dos pagamentos em atraso – um dos grandes problemas com os quais as PME se debatem – não seja uma prioridade para a generalidade dos partidos.

A CIP lembra que só com empresas fortes será possível continuar a gerar emprego, aumentar salários, crescer nas exportações e fazer de Portugal um país mais desenvolvido, mais competitivo, mais inovador e mais sustentável.

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  Categoria: Assuntos Económicos, Comunicados, Destaque


“A medida da nossa ambição”

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Leia aqui o artigo de opinião desta semana assinado por António Saraiva na sua coluna semanal do Dinheiro Vivo, ao sábado.
Publicado no Dinheiro Vivo, edição de 07.09.2019

https://www.dinheirovivo.pt/opiniao/a-medida-da-nossa-ambicao/

Numa conjuntura externa mais desfavorável, que abordei neste espaço na semana passada, os resultados económicos de Portugal do segundo trimestre prestam-se a análises divergentes.

Se, por um lado, podemos valorizar o facto de termos travado (por enquanto) a tendência de desaceleração da atividade económica que se vinha a desenhar desde o pico atingido há dois anos, por outro lado, um crescimento de 1,8% é manifestamente insuficiente face às nossas ambições e às nossas necessidades.

Se é possível dizer que, em virtude dos maus resultados das grandes economias do centro da Europa, Portugal reforçou a trajetória de convergência com a média europeia, também é verdade que um crescimento de 1,8% é um resultado medíocre quando comparado, por exemplo, com os 5,1% da Hungria ou mesmo com os 2,3% da nossa vizinha Espanha.

Se o investimento, de facto, continuou a impulsionar o crescimento do PIB, é certo que desacelerou significativamente. Aliás, em comparação com o primeiro trimestre, o investimento caiu 3,7%.

Se o crescimento se mostrou mais equilibrado, devido ao comportamento das importações, que desaceleraram fortemente, não será de omitir que, há seis trimestres que as importações crescem a um ritmo superior ao das exportações e que a balança comercial se manteve deficitária pelo terceiro trimestre seguido (depois de registar excedentes consecutivos durante três anos, entre o terceiro trimestre de 2015 e o terceiro trimestre de 2018).

Se o peso das exportações no PIB registou um novo máximo histórico (44,4%), o crescimento das nossa vendas ao exterior foi o mais fraco nos últimos três anos (com exceção do último trimestre do ano passado, devido à greve do porto de Setúbal).

Se a produtividade, finalmente, está a aumentar, isso deve-se ao abrandamento da criação do emprego, não à aceleração da produção.

Poder-se-á dizer que alguns veem o copo meio cheio, enquanto outros o veem meio vazio. Quanto a mim, penso que a referência para avaliar o desempenho da economia deve ser a medida das nossas ambições, não a dos nossos temores. Comparemo-nos com os melhores exemplos, não nos contentemos com menos. E se as perspetivas são desfavoráveis, é altura de as contrariar, fazendo diferente, fazendo melhor.

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  Categoria: Assuntos Económicos, Destaque


CIP aposta na indústria do desporto com celebração de protocolo de colaboração com a Liga Portugal

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O Presidente da CIP – Confederação Empresarial de Portugal, António Saraiva e o Presidente da Liga Portugal, Pedro Proença, celebraram esta tarde um protocolo de colaboração entre ambas as instituições.

Para António Saraiva o estabelecimento desta parceria e a entrada da Liga Portugal na lista de associados da CIP é um passo natural no percurso que a Confederação tem implementado ao longo dos últimos anos para se assumir, cada vez mais, como a voz de todas as empresas, de todos os setores.

“A parceria hoje estabelecida é um passo importante para a CIP que assim passa a ter representatividade num novo setor. A indústria do deporto, e em particular a do futebol, é geradora de um elevado volume de negócios e, apesar do particular funcionamento deste setor, há preocupações dos líderes e gestores da indústria do desporto que são transversais a todas as empresas”. E adianta: “Com esta parceria queremos contribuir para o desenvolvimento da indústria portuguesa do futebol profissional”.

Também Pedro Proença, presidente da Liga Portugal, avança com algumas explicações para o estabelecimento desta parceria com a CIP. “A cooperação entre a Liga Portugal e a CIP tem como principal objetivo alinhavar uma estratégia de cooperação mútua, tendo em vista a promoção do futebol profissional português a uma escala global. O Futebol Profissional é, hoje, uma indústria que movimenta milhões e deve ser tratado do ponto de vista empresarial, com a importância que verdadeiramente tem neste capítulo. Estamos a falar de uma indústria que, segundo o último anuário da EY, contribui com cerca de 396 milhões de euros para o PIB português”, explica o presidente da Liga Portugal.

O protocolo entre as duas entidades foi celebrado durante o evento “Thinking Football”, que teve lugar no Parque dos Poetas em Oeiras.

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