Categoria: Destaque



“Reconhecer o caminho percorrido”

2017-03-24_italia

 

João Vasconcelos, sendo um homem do seu tempo, percebeu que o país necessitava de se preparar para a transformação tecnológica na indústria.

Leia aqui o artigo de opinião desta semana assinado por António Saraiva na sua coluna semanal do Dinheiro Vivo, ao sábado.
Publicado no Dinheiro Vivo, edição de 22.07.2017

“O sentido crítico e a permanente insatisfação face ao muito que é preciso fazer para superar fragilidades e bloqueios, com vista ao relançamento do crescimento em bases sólidas e duradouras, não me impedem de reconhecer o caminho percorrido por Portugal nos últimos anos e o mérito de todos quantos contribuíram para a construção desse caminho.

No momento em que João Vasconcelos cessa as suas funções como Secretário de Estado da Indústria é justo reconhecer que, pela sua visão e capacidade de trabalho, deixa uma marca indelével na indústria nacional.

Não é todos os dias que vemos partir do Governo alguém que verdadeiramente admiramos.

Sendo um homem do seu tempo, percebeu que o País necessitava de se preparar para a transformação tecnológica na Indústria, onde todos deveriam ter lugar. Foi responsável pelo lançamento do Programa Indústria 4.0, impulsionando a economia digital, empurrando a indústria portuguesa para um futuro de esperança. Destaco em particular os programas de requalificação profissional criados neste âmbito, que permitirão requalificar e formar em competências digitais mais de 20 mil trabalhadores.

Foi o principal impulsionador, no Governo, da vinda da Web Summit para Lisboa, com os resultados que se conhecem. Esteve envolvido na atração de novos projetos digitais para Portugal, como, por exemplo, o primeiro centro mundial de competências digitais da Mercedes. Ajudou o Governo a antecipar o futuro e a criar legislação para acolher em Portugal os primeiros carros autómatos.

Faço votos de que as políticas em que se empenhou prossigam e se desenvolvam, no sentido de uma estratégia industrial que coloque a inovação e a competitividade empresarial como preocupação transversal em toda a intervenção do Estado na economia.

A um nível mais alargado, o reconhecimento pelo caminho percorrido esteve também presente, recentemente, na visita do Comissário Moscovici a Portugal.

As suas declarações e as perspetivas de que, em breve, as previsões da Comissão serão revistas em alta são, evidentemente, motivo de satisfação e, sobretudo, reforçam a tão necessária confiança externa no nosso país.

Um dos pontos da agenda do Comissário Moscovici em Lisboa foi o do crédito malparado na banca.

A intervenção recente do Conselho e da Comissão Europeia sobre este assunto mostra que este não um problema exclusivamente português. Espero que esta visita permita coordenar as estratégias nacional e europeia e renovo o apelo ao Governo para que, muito em breve, seja encontrada uma solução que tenha em conta a necessidade de recuperação de um número significativo de empresas economicamente viáveis.

Como Moscovici afirmou, “o desafio agora é transformar a recuperação num crescimento sustentável”. Este desafio exige reformas que removam os obstáculos que persistem e, insisto novamente, políticas públicas que, transversalmente, coloquem a competitividade empresarial no centro de toda a intervenção do Estado na economia.”

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  Categoria: Destaque, Intervenção Pública


Gestão de embalagens e Economia Circular em debate no Conselho Ambiente

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A 27.ª reunião do Conselho Estratégico Nacional do Ambiente da CIP teve lugar no dia 17 de julho de 2017.

Do conjunto dos assuntos em discussão são de destacar os seguintes:
• Sistema de Gestão de Embalagens: a entrada no mercado da Novo Verde conduziu a uma situação que tem trazido novos e significativos desafios às empresas;
• Plano de Ação para a Economia Circular: está (aqui) em processo de Consulta Pública até ao dia 31/07/2017; sobre esta matéria importa reter a importância do envolvimento das atividades económicas por forma a que, na realidade, se alcancem os objetivos pretendidos. Foi salientada a necessidade de intervenção da CIP e dos seus Associados, quer no âmbito desta Consulta Pública, quer nas iniciativas que forem sendo lançadas.

A próxima reunião deste Conselho deverá acontecer na primeira quinzena de setembro/2017.

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  Categoria: Assuntos Económicos, Destaque, Notícias


“Falemos de Orçamento do Estado”

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Criar condições mais favoráveis ao investimento e apostar no capital humano devem ser as prioridades para o Orçamento do Estado para 2018.

Leia aqui o artigo de opinião desta semana assinado por António Saraiva na sua coluna semanal do Dinheiro Vivo, ao sábado.
Publicado no Dinheiro Vivo, edição de 15.07.2017

“Os bons resultados recentes do desempenho macroeconómico e as previsões mais favoráveis que se projetam para um horizonte próximo não nos podem fazer esquecer que persistem diversas fragilidades na economia portuguesa.

Estas fragilidades potenciam riscos e refletem-se, nomeadamente, numa dinâmica muito fraca (ou mesmo negativa) da produtividade, tendência que permanece na atual fase de recuperação pondo em risco a sua sustentabilidade, uma vez que compromete a competitividade das empresas.

O objetivo da política económica, com necessário reflexo no Orçamento do Estado para 2018, deve ser, por isso, o crescimento económico assente em ganhos de produtividade.

Para isso, é preciso mais investimento – indispensável à incorporação de inovação nos produtos e nos processos – e melhores qualificações – já que os recursos humanos são o principal fator de diferenciação e de sucesso de qualquer empresa ou de qualquer nação.

Criar condições mais favoráveis ao investimento e apostar no capital humano devem ser, por isso, as prioridades para o Orçamento do Estado para 2018.

O investimento público foi o principal sacrificado na execução orçamental de 2016. É altura de o relançar, com particular atenção às infraestruturas que permitirão a melhoria da conectividade internacional, nomeadamente nas ligações ferroviárias com os nossos principais mercados.

No que respeita ao investimento privado, identifico duas condicionantes fundamentais: o financiamento e a fiscalidade.

As dificuldades no financiamento à atividade empresarial continuam a constituir um sério constrangimento ao investimento e à desejável mudança estrutural da economia portuguesa.

Quanto à fiscalidade, domínio estratégico para atrair investimento, a tendência crescente da carga fiscal em Portugal nos últimos 20 anos não foi claramente invertida. Na fiscalidade direta sobre as empresas, o nível de tributação é ainda muito elevado face à realidade europeia e o nosso sistema fiscal mantem elementos particularmente gravosos para a competitividade das empresas.

A qualificação dos recursos humanos é um desafio exigente, tanto ao nível da formação inicial, que deverá desenvolver competências básicas para a vida e adequar-se às novas exigências do mercado, como, sobretudo, ao nível da formação dos ativos empregados e desempregados.

Neste, como noutros domínios, é necessário colocar a empresa no centro das políticas públicas.

Como em qualquer exercício orçamental, haverá que cuidar da sustentabilidade das finanças públicas, conciliar objetivos e gerir recursos que, por natureza, são escassos. Mas há que começar por definir um rumo, eleger prioridades e traçar as grandes linhas de atuação. Estas são as que considero serem as que melhor servem o objetivo de colocar Portugal numa rota de crescimento sólido e duradouro.”

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  Categoria: Assuntos Económicos, Destaque, Intervenção Pública