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“Ser empresário é o verdadeiro título honorífico”

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Tal como na heroica gesta dos descobrimentos quinhentistas, num clima de adversidade estrutural e num cenário de tempestade perfeita, os empresários portugueses resistiram persistindo

Leia aqui o artigo de opinião desta semana assinado por António Saraiva na sua coluna semanal do Dinheiro Vivo, ao sábado.
Publicado no Dinheiro Vivo, edição de 18.05.2019

https://www.dinheirovivo.pt/opiniao/ser-empresario-e-o-verdadeiro-titulo-honorifico/

Depois de um ciclo económico onde o País viu diminuída a sua soberania pela intervenção externa, foi pela resiliência dos portugueses e pela capacidade de reação dos empresários que Portugal hoje apresenta tão encorajadores índices de crescimento.

Tal como na heróica gesta dos descobrimentos quinhentistas, num clima de adversidade estrutural e num cenário de tempestade perfeita, os empresários portugueses resistiram persistindo, persistiram e emergiram, emergiram e navegaram rumo a horizontes económicos de águas mais amenas.

Portugal ganhou consciência dos erros sistémicos da sua economia e o público ficou mais informado sobre os abusos de um sistema político e financeiro que nos conduziu à ruína. Semelhante lição teve um custo demasiado elevado que ainda hoje estamos a pagar.

Em geral, pagou o justo pelo pecador. Em particular, pagou o empresário pelas dificuldades de sobrevivência enfrentadas, pelo sistema financeiro que lhe fechou portas, pelo mercado que se transformou numa miragem, pela esperança e pela confiança que desapareceram, pelos anos que se perderam.

E pela mais elementar justiça, convém por estes dias recordar e deixar escrito em letras de ouro, para a posteridade, o que é ser empresário. Quem é que merece ostentar semelhante título.

O verdadeiro empresário começa por assumir um quadro de valores que encerra uma ética própria no quadro das suas ações. A busca incessante do lucro e do crescimento em nada é incompatível com a manifestação permanente de uma ética superior encerrada na criação de desenvolvimento. Sem beliscar crenças antigas, o lucro não é nem a tentação do demo, nem a conspiração de uma classe no capitalismo. É o motor do crescimento económico de que todos podemos beneficiar.

O verdadeiro empresário é por definição um cidadão cumpridor e responsável. Cerca de 90% dos empresários portugueses são obrigados, no recurso ao crédito bancário, a apresentar garantias pessoais, a cumprir prazos e obrigações pecuniárias. Não lhes oferecem crédito fácil, não têm padrinhos políticos nem são parceiros de operações bancárias. Para eles o dinheiro é um bem raro e caro.

O verdadeiro empresário sabe bem que a vitalidade da sua condição empresarial depende em muito do seu reconhecimento na comunidade económica onde exerce a sua atividade. À mulher de César não basta ser séria….O empresário tem de parecê-lo, cumprindo.

O verdadeiro empresário é aquele que assume riscos sem ninguém que o proteja; é um herói na esperança e na confiança, um explorador do desconhecido e do imprevisto. Nada teme e nada quer ficar a dever.

E esse é o seu maior título honorifico. A verdadeira comenda que todos exibem em recato, com distinção e orgulho, por se sentirem verdadeiro empresários. Mas nem todos o são.

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  Categoria: Assuntos Económicos, Destaque


FMI em linha com as propostas do Conselho da Saúde da CIP

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Organização internacional alerta para as necessidades de aumentar o investimento público em saúde e de preparar medidas que respondam ao envelhecimento da população.
Esta manhã, 17 de maio, o Fundo Monetário Internacional (FMI) publicou um comunicado na sequência da missão que esteve em Portugal, nas últimas semanas, a preparar o relatório anual.

Da análise efetuada e das recomendações, ressalta que o FMI alerta para as necessidades de conferir prioridade ao investimento público em áreas como a saúde e para a preparação de medidas que respondam ao envelhecimento da população.

O Conselho Estratégico Nacional de Saúde da CIP regista esta posição do FMI, em pleno alinhamento com o que tem defendido e insta os decisores políticos a prosseguir no caminho de assumir a saúde como uma prioridade nacional.

O Conselho Estratégico Nacional de Saúde (CENS) da CIP tem tornado público que:
1. O investimento na Saúde deve ser um desígnio nacional e deve acabar com a sistemática suborçamentação do Serviço Nacional de Saúde (SNS);
2. O investimento público em Saúde deve aumentar para o nível médio da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE);
3. A orçamentação do SNS deve ser plurianual e com uma lei de meios que permita definir a afetação de verbas para as diferentes componentes, desde a prevenção até ao investimento, passando pela prestação de cuidados de saúde.

O CENS da CIP enviou recentemente aos líderes partidários uma mensagem em que pugna pela adoção de um conjunto objetivo de medidas em prol do setor económico da Saúde, do Sistema de Saúde português e do Serviço Nacional de Saúde. A competitividade de Portugal e os desafios demográficos do país exigem um outro olhar sobre a Saúde e a definição de uma estratégia nacional para o setor.

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CIP faz conferência em Loulé sobre futuro do trabalho na Região Sul

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A CIP – Confederação Empresarial de Portugal organizou, a 17 de maio, a conferência “O Futuro do Trabalho em Portugal – O Impacto na Zona Sul”, nas instalações da NERA – Associação Empresarial da Região do Algarve, em que foi feito um retrato do impacto da automatização de tarefas, processos e ocupações na região e no sector do alojamento e restauração.

Esta conferência teve como subtítulo “O Imperativo da Requalificação” e resulta do protocolo de colaboração entre a CIP e a NOVA School of Business and Economics para ser feito o “retrato detalhado da automatização em Portugal: experiências passadas e propostas de ação para o futuro”, com uma análise de âmbito regional e setorial. Continua o processo iniciado pela CIP com a apresentação, em janeiro, do mais completo estudo feito em Portugal sobre o impacto da automação no futuro do trabalho, até 2030, que prosseguiu com a conferência sobre o impacto na Zona Centro, realizada em abril.

A conferência contou com a presença do Presidente da NERA, Vítor Neto, bem como dos empresários da região José Oliveira, da CACIAL, Mário Azevedo Ferreira, da Nau Hotels & Resorts, João Paulo Bastos, da Sun Concept – Solar Boats Builders, e João Paulo Ajami, da GFE – Global Fire Equipment. Pedro Duarte, Presidente do Conselho Estratégico para a Economia Digital da CIP, acompanhou Vítor Neto na abertura da conferência e moderou o debate e João Duarte, da Nova SBE, apresentou o estudo.

Consulte aqui a apresentação do estudo O Futuro do Trabalho em Portugal, O Imperativo da Requalificação – O Impacto na Zona Sul.

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  Categoria: Assuntos Sócio-Laborais, Destaque