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CIP apresenta estudo sobre Automação e o Futuro Do Trabalho Em Portugal

2019-01-17_o-futuro-do-trabalho

 

A CIP – Confederação Empresarial de Portugal apresentou, em conferência, o estudo “Automação e o Futuro Do Trabalho Em Portugal”, elaborado em parceria com o McKinsey Global Institute e a Nova School of Business and Economics. O estudo debruça-se sobre o impacto da automação no futuro do trabalho e mede o potencial de automação da economia portuguesa até 2030.

Aponta, também, os principais desafios que se colocam no processo de transição para o digital e os efeitos nas competências e salários dos trabalhadores. Neste estudo, foram analisadas 800 ocupações e 2.000 tarefas desempenhadas em diversos setores; foram identificadas 18 competências de base necessárias para o desempenho de qualquer posição e qual a capacidade de automação de cada uma delas.

A conferência de apresentação do estudo realizou-se a 17 de janeiro, no Museu da Electricidade, em Lisboa, e contou com o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República e foi patrocinada pela Apifarma – Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica, pela EDP – Energias de Portugal, pelo ISQ – Instituto de Soldadura e Qualidade e pela Delta Cafés. As boas vindas foram dadas por Pedro Duarte, Presidente do Conselho Estratégico da CIP para a Digitalização da Economia, seguindo-se a apresentação do estudo por Daniel Traça, Diretor e Professor Catedrático de Economia na Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa (Nova SBE), e por Duarte Begonha, Partner da Mckinsey & Company. Seguiu-se o painel “O Futuro Chegou”, que contou com as intervenções de Fernando Magalhães, Head da Linkedin Learning Iberia e LATAM, Alexandre Vaz, Managing Director da Mercedes-Benz.io, e Rui Vitória, Treinador de Futebol, que deixou o seu testemunho por vídeo. O encerramento ficou a cargo de António Saraiva, Presidente da CIP.

Clique na imagem para visualizar algumas fotos
Créditos: Rui Elias / CIP
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  Categoria: Assuntos Económicos, Assuntos Sócio-Laborais, Destaque


Brexit: CIP congratula-se com apresentação de plano de contingência

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Medidas apresentadas vão ao encontro das preocupações levantadas pelo estudo promovido pela CIP. Desenvolvimento e adaptação deve contar com a participação ativa das associações empresariais.

A CIP – Confederação Empresarial de Portugal congratula-se com o anúncio, pelo Governo, das primeiras medidas de apoio às empresas portuguesas, para prevenir os efeitos de o Reino Unido deixar a União Europeia sem um acordo sobre o processo de transição e o quadro de relacionamento futuro.

Estas são algumas das medidas há muito requeridas e que vão ao encontro das preocupações levantadas pelo estudo promovido pela CIP, que o Governo decidiu, a bom tempo, adotar.

A CIP considera importante a disponibilização de uma “Linha Específica de apoio para as empresas”, assim como o “incentivo financeiro”, mas alerta para a necessidade de o processo de comprovação das necessidades de financiamento ser objetivo e rápido, devendo adotar as melhores práticas já em funcionamento noutros Estados-Membros.

É essencial, também, o reforço da política de internacionalização em relação às empresas que irão ser mais afetadas pelo Brexit, sublinhando-se o papel decisivo que a diplomacia económica deverá continuar a ter.

Nestes processos, deverão ser tidas em conta as realidades setoriais diferenciadas e respetivos tipos de ameaças e oportunidades identificados no estudo da CIP sobre o impacto do Brexit.

Relativamente às medidas de contingência, a CIP considera para a necessidade de “reforço de meios para controlos aduaneiros e postos de inspeção para controlos sanitários”, para além “das necessidades de recrutamento já identificadas sem esta contingência”, mas também, no que se refere ao Turismo, o reforço de meios para facilitar o controlo de chegadas a território nacional, tanto mais que já hoje assistimos a longas filas de espera no aeroporto de Lisboa.

É também necessário que se determine como objetivo a viabilização de pontos de informação e de apoio direto entre as alfândegas e as PME.

O estudo que a CIP apresentou, em outubro, conclui que os efeitos do Brexit para a economia e as empresas podem ser muito significativos, com a redução potencial das exportações globais para o Reino Unido entre cerca de 15% e 26%, e um impacto global entre 0,5% e 1% do PIB.

A CIP considera essencial o desenvolvimento dos Planos de Contingência e de Preparação, e respetivos ajustamentos e atualizações, e sublinha que é fundamental que possam contar com a participação ativa das associações empresariais, por forma a garantir uma maior eficácia.

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  Categoria: Comunicados, Destaque, União Europeia


CEIE debate plano de contingência para um eventual Brexit sem acordo

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Na reunião extraordinária do Conselho Estratégico para a Internacionalização da Economia, que teve lugar a 15 de janeiro, o Vice Presidente da CIP, João Almeida Lopes, destacou que o mais importante é assegurar o reforço e capacitação dos meios humanos nos postos aduaneiros (alfandegas, controlos veterinários, sanitários e fitossanitários) e no controlo de entrada de cidadãos no território nacional.

O Governo apresentou as medidas em implementação pela União Europeia e a proposta de medidas a implementar ao nível nacional. Das medidas anunciadas destaca-se a criação de uma linha de financiamento para as empresas portuguesas, com um montante inicial de 50 milhões de euros; a criação de uma linha de atendimento telefónico e a disseminação de informação através das plataformas digitais, lojas da exportação da AICEP e centros regionais do IAPMEI que serão capacitados para atender às questões das empresas. Estas medidas juntam-se aos seminários informativos que têm vindo a ser organizados em conjunto pela CIP, AICEP, DGAE e associações setoriais e regionais.

Todos os presentes manifestaram a sua preocupação quanto à necessidade de as PME fazerem uma reflexão interna sobre as relações comerciais que têm com o Reino Unido (importações, exportações) e os eventuais constrangimentos que poderão vir a enfrentar, como o atraso na entrega de produtos devido a demoras nas fronteiras, a redução de encomendas devido à desvalorização da libra, os procedimentos burocráticos de controle nas fronteiras.

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  Categoria: Assuntos Económicos, Destaque, União Europeia