Categoria: Assuntos Sócio-Laborais



CIP apresenta estudo sobre o futuro do trabalho na Região Centro

2019-04-11-o-futuro-do-trabalho-leiria

 

A CIP – Confederação Empresarial de Portugal organizou, a 11 de abril, a conferência “O Futuro do Trabalho em Portugal – O Impacto na Zona Centro”, nas instalações da NERLEI – Associação Empresarial da Região de Leiria, em que foi feito um retrato do impacto da automatização de tarefas, processos e ocupações na região e nos sectores da agricultura e da manufatura.

Esta conferência teve como subtítulo “O Imperativo da Requalificação” e resultou do protocolo de colaboração entre a CIP e a NOVA School of Business and Economics para ser feito o “retrato detalhado da automatização em Portugal: experiências passadas e propostas de ação para o futuro”, com uma análise de âmbito regional e sectorial.

Continua o processo iniciado pela CIP com a apresentação, em janeiro, do mais completo estudo feito em Portugal sobre o impacto da automação no futuro do trabalho, até 2030.

A conferência contou com a presença de cerca de 100 empresários da região.

A apresentação do Estudo “O Futuro do Trabalho em Portugal, O Imperativo da Requalificação – O Impacto na Zona Centro”, feita na conferência, pode ser consultada aqui.

Partilhar...Email this to someoneTweet about this on TwitterShare on FacebookShare on LinkedIn

  Categoria: Assuntos Sócio-Laborais, Destaque


CIP e Nova SBE assinam protocolo de colaboração

2019-03-29-protocolo-nova-sbe-1

 

A CIP e a Nova School of Business and Economics assinaram, no dia 29 de março, um protocolo de colaboração para a elaboração do estudo “Um retrato detalhado da automatização em Portugal: experiências passadas e propostas de ação para o futuro”.

As atividades a desenvolver no âmbito deste protocolo são:

  • Caracterizar a força de trabalho relativamente a transformações estruturais -passadas, presentes e futuras – trazidas pela crescente automatização de tarefas, processos e mesmo ocupações;
  • Em face dos resultados anteriores, desenhar e propor um conjunto de políticas públicas recomendadas, de forma a potenciar as vantagens destas mudanças estruturais;
  • Criar um roteiro de ação para alguns setores-chave na economia portuguesa, tendo em conta as especificidades de cada indústria;
  • Promover a realização de três apresentações públicas deste estudo, sendo que a primeira já está agendada para 11 de abril e terá lugar em Leiria, tendo por tema “O Futuro do Trabalho em Portugal – O Impacto na Zona Centro”. Programa e inscrições já disponiveis em http://cip.org.pt/o-futuro-do-trabalho-em-portugal-leiria/
Partilhar...Email this to someoneTweet about this on TwitterShare on FacebookShare on LinkedIn

  Categoria: Assuntos Sócio-Laborais, Destaque


“Conciliação família e trabalho”

2018-12-23_dv

 

A CIP acaba de lançar mais um estudo em parceria com a Universidade Nova, desta feita sobre a conciliação entre família e trabalho, tema da maior importância para a felicidade e realização da pessoa humana.

Leia aqui o artigo de opinião desta semana assinado por António Saraiva na sua coluna semanal do Dinheiro Vivo, ao sábado.
Publicado no Dinheiro Vivo, edição de 23.03.2019

https://www.dinheirovivo.pt/opiniao/conciliacao-familia-e-trabalho/

A CIP acaba de lançar mais um estudo em parceria com a Universidade Nova, desta feita sobre a conciliação entre família e trabalho, tema da maior importância para a felicidade e realização da pessoa humana. E fizemo-lo porque acreditamos numa sociedade de valores, integracionista e onde os ganhos das diferentes partes que a compõe nunca poderão ser vistos como uma competição de soma zero.

Personalistas por natureza, consideramos que o início e o fim último da sociedade assentam na realização e na felicidade da pessoa humana. Consequentemente, é na entidade familiar que o Homem primeiro se realiza e é ela a célula base, a base da pirâmide em que o todo social se constrói. Assim sendo, é na garantia de uma política que promova e preserve a vida familiar que a pessoa humana mais se realiza e alcança o seu projeto de vida. É daqui que se constroem cidadãos equilibrados, munidos de valores e capazes de intervirem ativa e construtivamente na sociedade em que se inserem.

Estudos vários indicam que cidadãos felizes e equilibrados produzem mais 20% que o normal. As empresas são iniciativas individuais e coletivas que, na organização da vida económica da sociedade, permitem a construção de veículos geradores de sustento e riqueza, capazes de promoverem a qualidade de vida individual e coletiva que todos ambicionamos. Cidadãos integrados e equilibrados nas suas responsabilidades familiares, são cidadãos mais ativos, construtivos e empreendedores. Quanto mais empreendedores, mais empresas, maior diversidade, maior inovação, mais riqueza.

Não é assim muito difícil de perceber porque é que este tema é vital para a CIP. A felicidade da pessoa humana, a sua integração familiar é condição indispensável para o seu rendimento produtivo.

Numa economia moderna e numa sociedade com elevada consciência social, o desenvolvimento de políticas de conciliação, preferencialmente resultantes de um acordo entre as partes envolvidas, muito contribui para potenciar um melhor e mais cuidado desempenho laboral.

É por isso que temos participado ativamente, ao nível da OIT e da BusinessEurope na produção de regulamentações e recomendações para a adoção de políticas promotoras da conciliação entre o trabalho e a vida familiar. A nível nacional também muito se tem feito, sobretudo naquilo que foi conseguido na revisão Código do Trabalho em 2009, incorporando uma série de medidas destinadas a alcançar um certo equilíbrio entre os interesses em causa.

Com o desafio da digitalização da economia toda esta dimensão ganha uma pertinência ainda maior. Passa a ser necessário uma maior adaptação a novos produtos, novos métodos de produção e distribuição, novos mercados, novos padrões de consumo e especialmente a uma cada vez mais acirrada concorrência. Por outras palavras, ela obrigará a novos modelos de negócio. Mas também a novos hábitos de trabalho.

A capacidade de adaptação irá exigir, entre outros aspetos, uma forte aposta na educação e formação profissional, no contexto da aprendizagem ao longo da vida, e a existência de modelos flexíveis, onde se incluem as políticas de conciliação, que permitam, de forma rápida e ágil, dar resposta a todas as diferentes necessidades das empresas e dos trabalhadores.

O modelo clássico de organização do trabalho está rapidamente a evoluir e tem de ser repensado. A Concertação Social deveria centrar-se essencialmente sobre este tipo de desafios.

Partilhar...Email this to someoneTweet about this on TwitterShare on FacebookShare on LinkedIn

  Categoria: Assuntos Sócio-Laborais