Categoria: Assuntos Económicos



“PNI 2030: é a competitividade das exportações portuguesas que está em jogo”

2019-01-26_artigo-dv

 

Leia aqui o artigo de opinião desta semana assinado por António Saraiva na sua coluna semanal do Dinheiro Vivo, ao domingo.
Publicado no Dinheiro Vivo, edição de 26.01.2019

https://www.dinheirovivo.pt/opiniao/pni-2030-e-a-competitividade-das-exportacoes-portuguesas-que-esta-em-jogo/

O Programa Nacional de Investimentos 2030, foi submetido pelo Governo à Assembleia da República com o fim de alcançar um amplo consenso político e assegurar a estabilidade das grandes opções em termos de investimentos públicos ao longo de vários ciclos políticos.

Para o setor dos Transportes e Mobilidade, um dos eixos estratégicos definidos é o alargamento da conectividade externa, reforçando as infraestruturas de conexão internacional e suas ligações intra e intermodais.

Esta foi, aliás, uma prioridade expressa pela CIP e por diversas associações empresariais, em diversas ocasiões, incluindo o processo de auscultação pública prévio à elaboração deste Programa.

De facto, para as empresas, torna-se clara a necessidade de investir a sério na competitividade das ligações ferroviárias de Portugal à Europa, dada a saturação das autoestradas europeias e o previsível surgimento, a curto prazo, de barreiras muito fortes à passagem de transportes rodoviários pesados pelas fronteiras entre Espanha e França.

Sendo cada vez mais evidente que a competitividade das nossas trocas comerciais com a União Europeia, baseada na rodovia, não é sustentável, a principal prioridade deste Programa deveria ser a ligação ferroviária entre os portos e as plataformas logísticas do norte/centro de Portugal com a fronteira, em via dupla e bitola europeia, viabilizando um transporte de mercadorias eficiente entre a região onde são produzidos dois terços das exportações portuguesas e os seus principais mercados de destino.

No Programa agora apresentado pelo Governo, esta prioridade fica comprometida pelo facto do único projeto relativo ao Corredor Internacional Norte se limitar a uma nova ligação ferroviária eletrificada, apenas entre Aveiro e Mangualde e remetida para o final do horizonte temporal do PNI 2030.

Trata-se, obviamente, de uma lacuna grave, que, por muitos anos, manteria Portugal sem ligações ferroviárias competitivas e diretas com os mercados europeus. Alem disso, deixaria, também por muitos anos, nas mãos da Espanha decisões críticas relativamente aos timings da construção até às nossas fronteiras de linhas ferroviárias integradas na rede transeuropeia. Há mais de 25 anos que a Espanha constrói novas vias férreas em bitola europeia para se ver livre dos problemas de interoperabilidade ferroviária. Mas porque haveríamos de esperar de Espanha alguma urgência na construção de ligações que interessam sobretudo a Portugal se, do nosso lado, as prioridades parecem ser outras?

Espero que o amplo consenso que se pretende alcançar em torno deste Programa Nacional de Investimentos conduza a um maior alinhamento entre os objetivos estratégicos anunciados e os projetos que lhes dão corpo. É a competitividade das exportações portuguesas que está em jogo.

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  Categoria: Assuntos Económicos


CIP alerta para lacuna no plano de investimento para a rede ferroviária

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Inexistência de uma ligação eficaz entre os portos portugueses do Centro e Norte e a rede ferroviária europeia prejudica a competitividade da economia portuguesa.

O Programa Nacional de Investimentos 2030 (PNI 2030), recentemente apresentado, contém uma lacuna nos investimentos previstos para a rede ferroviária que a CIP – Confederação Empresarial de Portugal considera ser grave, porque põe em causa a competitividade da economia portuguesa, ao comprometer, por muitos anos, a ligação às redes de transporte europeias.

A CIP e os seus associados Associação Empresarial de Portugal (AEP), Conselho Empresarial do Centro (CEC), AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel, Associação Industrial do Distrito de Aveiro (AIDA) e NERLEI – Associação Empresarial da Região de Leiria consideram que a principal prioridade da política ferroviária deveria ser a ligação entre os portos e as plataformas logísticas do norte e centro de Portugal com a fronteira, em condições de interoperabilidade com a rede espanhola e europeia, viabilizando um transporte de mercadorias eficiente.

Esta prioridade fica comprometida pelo facto do projeto relativo ao Corredor Internacional Norte se limitar a uma nova ligação ferroviária eletrificada, apenas entre Aveiro e Mangualde e remetida para o final do horizonte temporal do PNI 2030.

Esta lacuna, para a qual a CIP já alertou o Governo, a persistir, mantém Portugal isolado dos mercados europeus por tempo indeterminado, sem ligações competitivas e diretas com a Europa pelo meio de transporte económica e ambientalmente mais sustentável – a ferrovia –, e perde argumentos para que Espanha ligue a sua rede em bitola europeia com a fronteira portuguesa. As nossas empresas ficam, assim, totalmente vulneráveis aos custos crescentes dos produtos petrolíferos e às consequências de políticas ambientais que visam reduzir o número de camiões nas estradas europeias.

Sem estas ligações, a competitividade da economia portuguesa, bem como a sua capacidade de atração e fixação de investimento, tanto estrangeiro como nacional, é afetada de forma drástica, gerando desemprego e empobrecimento cada vez maior face à União Europeia.

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  Categoria: Assuntos Económicos, Comunicados, Destaque


CIP apresenta estudo sobre Automação e o Futuro Do Trabalho Em Portugal

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A CIP – Confederação Empresarial de Portugal apresentou, em conferência, o estudo “Automação e o Futuro Do Trabalho Em Portugal”, elaborado em parceria com o McKinsey Global Institute e a Nova School of Business and Economics. O estudo debruça-se sobre o impacto da automação no futuro do trabalho e mede o potencial de automação da economia portuguesa até 2030.

Aponta, também, os principais desafios que se colocam no processo de transição para o digital e os efeitos nas competências e salários dos trabalhadores. Neste estudo, foram analisadas 800 ocupações e 2.000 tarefas desempenhadas em diversos setores; foram identificadas 18 competências de base necessárias para o desempenho de qualquer posição e qual a capacidade de automação de cada uma delas.

A conferência de apresentação do estudo realizou-se a 17 de janeiro, no Museu da Electricidade, em Lisboa, e contou com o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República e foi patrocinada pela Apifarma – Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica, pela EDP – Energias de Portugal, pelo ISQ – Instituto de Soldadura e Qualidade e pela Delta Cafés. As boas vindas foram dadas por Pedro Duarte, Presidente do Conselho Estratégico da CIP para a Digitalização da Economia, seguindo-se a apresentação do estudo por Daniel Traça, Diretor e Professor Catedrático de Economia na Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa (Nova SBE), e por Duarte Begonha, Partner da Mckinsey & Company. Seguiu-se o painel “O Futuro Chegou”, que contou com as intervenções de Fernando Magalhães, Head da Linkedin Learning Iberia e LATAM, Alexandre Vaz, Managing Director da Mercedes-Benz.io, e Rui Vitória, Treinador de Futebol, que deixou o seu testemunho por vídeo. O encerramento ficou a cargo de António Saraiva, Presidente da CIP.

Clique na imagem para visualizar algumas fotos
Créditos: Rui Elias / CIP
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  Categoria: Assuntos Económicos, Assuntos Sócio-Laborais, Destaque