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Investimento acelera mas défice comercial está de regresso

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Já está disponível a publicação trimestral de análise de conjuntura Envolvente Empresarial – Análise de Conjuntura, referente ao segundo trimestre de 2019, uma iniciativa conjunta AEP, AIP e CIP.

Nesta edição, realçamos:

  • No primeiro trimestre de 2019, o PIB acelerou ligeiramente para um crescimento homólogo de 1,8%, traduzindo um aumento do contributo positivo da procura interna.
  • O forte aumento do investimento mais do que compensou o abrandamento do consumo e o agravamento do contributo negativo da procura externa líquida, que decorreu de uma aceleração mais forte das importações do que das exportações.
  • A informação mais recente sugere uma nova aceleração ligeira do PIB no segundo trimestre, atendendo à melhoria do indicador coincidente do Banco de Portugal.
  • A deterioração da procura externa, refletindo a conjuntura internacional, levou o Banco de Portugal a rever em baixa a projeção de variação real do PIB em 2020 (para 1,6%). Os valores para 2019 e 2021 não foram revistos.
  • Após uma forte subida em 2019, o crescimento das importações irá reduzir-se em 2020 e estabilizar em 2021, mas ainda assim será superior ao das exportações, refletindo-se no retorno do défice da balança de bens e serviços já em 2019.
  • Pela positiva, destaca-se a previsão do aumento da produtividade do trabalho.
  • No primeiro trimestre, a perda de quota de mercado de bens foi já pouco significativa.
  • No mercado secundário de dívida pública, a yield soberana de Portugal a 10 anos renovou um mínimo mensal em junho (0,59%).
  • Os empréstimos do setor financeiro às sociedades não financeiras diminuíram 0,6%, em média anual, no mês de maio, em desagravamento face à queda de 1,1% no ano de 2018. Em contraciclo com o resto das sociedades não financeiras, a descida dos empréstimos às empresas privadas exportadoras agravou-se.
  • O índice acionista de referência PSI-20 recuperou 8,6% no final de junho, em variação acumulada no ano, embora em comparação homóloga o saldo tenha sido negativo em 7,1%.
  • No primeiro trimestre, a taxa de desemprego aumentou em cadeia pela primeira vez em quatro anos (para 6,8%, após um mínimo de 6,7% no trimestre anterior).
  • Em termos homólogos, o emprego aumentou 1,5% e a população ativa 0,3%.
  • Segundo dados revistos, os preços médios da eletricidade (sem impostos dedutíveis) pagos pela indústria nacional foram superiores à média da UE em todos os escalões de consumo no segundo semestre de 2018.
  • O preço médio do gasóleo em Portugal cresceu a menor ritmo no segundo trimestre, a refletir a evolução da cotação do barril de brent.
  • A taxa de inflação homóloga de Portugal reduziu-se ligeiramente no segundo trimestre (para 0,6%), permanecendo abaixo da média da Área Euro.
  • O câmbio euro/dólar caiu para um mínimo de 2 anos em maio, mas recuperou em junho.
  • O indicador de competitividade-custo da economia portuguesa registou um ganho homólogo no primeiro trimestre, pela primeira vez desde o último trimestre de 2015, devido à depreciação homóloga nominal do euro e ao diferencial (mais negativo) de variação dos custos laborais unitários.
  • No período de janeiro a abril, o défice da balança corrente e de capital agravou-se 0,9 mil milhões de euros, em termos homólogos, a refletir o saldo mais negativo da balança corrente, com origem na balança de bens.
  • Os dados mais recentes da execução orçamental, relativos ao período de janeiro a maio, mostraram uma redução homóloga de 71,2% no défice das Administrações Públicas.

As edições anteriores podem ser consultadas aqui.

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