Categoria: Assuntos Económicos



CIP manifesta preocupação com danos causados pelo impasse no transporte de matérias perigosas

2019-04-17_materias-perigosas

 

A CIP – Confederação Empresarial de Portugal manifesta a maior preocupação pelo impasse que se verifica no transporte de matérias perigosas e chama a atenção dos diversos intervenientes para os danos que a manutenção desta situação está a causar a empresas e trabalhadores.

Esta é uma situação que só pode ser resolvida pelo diálogo, mas este não pode ocorrer numa situação em que toda a economia se encontra refém de uma situação.

Dialogar no atual posicionamento das partes envolvidas, tal como conhecido, não será seguramente fácil.

A suspensão da greve por um período minimamente razoável, e uma semana assim parece, poderia revestir utilidade na tão necessária resolução do impasse que não pode eternizar-se.

A CIP apela ao Governo para que exerça a máxima influência junto das partes para que seja criada uma base negocial e que tenha a consciência de que a situação que se verifica afeta Portugal como um todo, sendo penalizadora da generalidade dos agentes económicos.

O que aconteceu nos últimos dias exige, também, uma reflexão profunda sobre sectores críticos para a nossa economia e a sua vulnerabilidade.

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Motor da economia desloca-se das exportações para a procura interna

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Já está disponível a publicação trimestral de análise de conjuntura Envolvente Empresarial – Análise de Conjuntura, referente ao primeiro trimestre de 2019, uma iniciativa conjunta AEP, AIP e CIP.

Nesta edição, realçamos:

  • No quarto trimestre de 2018, o PIB abrandou para um crescimento homólogo de 1,7% em volume.
  • Este abrandamento resultou de um contributo mais negativo das exportações líquidas, que contrariou o reforço do contributo positivo da procura interna, associado à aceleração do consumo e à acumulação de stocks.
  • O peso das exportações no PIB (intensidade exportadora) subiu para um máximo de 43,6% em 2018, ano em que se observou um máximo trimestral de 44,4% no segundo trimestre, descendo depois até 43,2% no quarto trimestre.
  • A informação mais recente sugere um ressurgimento da atividade económica no início de 2019 e nos próximos meses.
  • O Banco de Portugal reviu em baixa (-0,1 p.p.) a projeção de variação real do PIB em 2019 para 1,7%, valor que se estende quase inalterado até 2021.
  • A evolução prevista para as exportações está quase em linha com a do aumento da procura externa, traduzindo pequenos ganhos de quota de mercado.
  • O Banco de Portugal aponta para a redução gradual da subida do emprego, referindo que as dificuldades em contratar pessoal qualificado estão acima da média histórica. Prevê também uma evolução positiva do produto por trabalhador.
  • O excedente externo foi significativamente revisto em baixa, penalizado pela “progressiva deterioração da balança de bens e serviços”, que se tornará deficitária em 2020-21, “refletindo o maior dinamismo das importações face às exportações”.
  • O FMI voltou a rever em baixa a previsão de crescimento do PIB mundial, para 3,3%, em 2019 e manteve o valor de 3,6% em 2020.
  • O número de empresas com processos de insolvência teve uma queda homóloga de 11,8% em 2018, que se acentuou nos dois primeiros meses de 2019.
  • A quota de mercado das exportações nacionais nas importações mundiais de bens estabilizou em 0,347% em 2018, interrompendo a trajetória ascendente dos anos anteriores.
  • A posição de investimento direto líquido aumentou 2,3% em 2018, em comparação de final de ano, atingindo 70,5 mil M€. Contudo, a subida foi bastante inferior à registada em 2017.
  • No mercado secundário de dívida pública, a yield soberana de Portugal a 10 anos recuou para um mínimo mensal de 1,34% em março.
  • Os empréstimos do setor financeiro às sociedades não financeiras diminuíram 1,1% em 2018. Por comparação, os empréstimos do setor financeiro às famílias tiveram uma subida de 0,5% em 2018 (-1,0% na habitação e 6,4% no consumo e outros fins).
  • Registou-se, em 2018, a continuação de um desagravamento significativo do rácio de crédito vencido nos empréstimos do setor financeiro às empresas (para 9,4%).
  • No quarto trimestre, a taxa de desemprego situou-se, pelo terceiro trimestre seguido, em 6,7%.
  • O câmbio euro/dólar caiu, em março, para um mínimo de 21 meses (1,13 dólares por euro).
  • A perda homóloga de competitividade-custo foi-se atenuando ao longo de 2018 e anulou-se no quarto trimestre, devido à apreciação cada vez menor do euro e à passagem a um diferencial negativo de variação dos custos laborais unitários, a partir do terceiro trimestre.
  • Em 2018, a balança corrente registou um défice (0,6% do PIB), pela primeira vez desde 2012. A deterioração do saldo corrente só não foi maior devido ao alargamento do excedente da balança de serviços (com grande contributo do turismo). A balança de capital reforçou o excedente, permitindo que o saldo externo continuasse positivo (0,4% do PIB), embora menor que em 2017 (1,4%).
  • O INE reportou um saldo público (provisório) em 2018 de -0,5% do PIB na ótica da contabilidade nacional. A melhoria do saldo foi determinada sobretudo pelo aumento da receita fiscal e das contribuições para a segurança social.
  • O rácio da dívida pública no PIB baixou pelo segundo ano seguido, em 2018, para 121,5% (o mínimo desde 2011).

As edições anteriores podem ser consultadas aqui.

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“Um novo fôlego para o Programa Indústria 4.0”

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De facto, é preciso construir sobre o que já está no terreno, evitando a duplicação de esforços e a proliferação de medidas sobrepostas.

Leia aqui o artigo de opinião desta semana assinado por António Saraiva na sua coluna semanal do Dinheiro Vivo, ao sábado.
Publicado no Dinheiro Vivo, edição de 13.04.2019

https://www.dinheirovivo.pt/opiniao/um-novo-folego-para-o-programa-industria-4-0/

Generalizar, capacitar, assimilar, são as grandes linhas estratégicas da segunda fase do Programa Indústria 4.0, lançada em Guimarães na passada terça-feira.

Depois de, numa primeira fase, este programa ter atraído, sobretudo, empresas líder ou que já executam algum nível de experimentação na área das tecnologias digitais, importa que tenha, agora, um impacto verdadeiramente transformador. De acordo com o diagnóstico realizado, serão ainda 75% do total as empresas com baixa ou muito baixa maturidade digital. Empresas a que o programa pretende fazer chegar uma oferta completa de suporte à digitalização, que dê resposta às falhas de mercado existentes.

Do meu ponto de vista, esta é uma peça importante numa política industrial que acelere o ressurgimento do protagonismo da indústria e do seu peso na economia, não numa lógica de um retorno ao passado, mas através da renovação de um tecido empresarial capaz de enfrentar novos desafios. Entre esses desafios está, naturalmente, a participação das empresas portuguesas (industriais, mas não só) no processo de transformação digital, sob pena de serem ultrapassadas pelos seus concorrentes.

Nesta segunda fase do Programa Indústria 4.0, sublinharia a prioridade que deve ser concedida à promoção da qualificação e requalificação dos recursos humanos, em linha, aliás, com o estudo “Automação e futuro do emprego em Portugal”, promovido pela CIP, cujas conclusões apontam para a necessidade de um exigente processo de reconversão da força de trabalho e da sua permanente adequação às necessidades das empresas.

Neste como nos restantes domínios do Programa, a abordagem definida é a de partir do levantamento exaustivo dos programas existentes, como base para a identificação de melhorias a introduzir, bem como para o desenho e implementação de iniciativas adicionais.

De facto, é preciso construir sobre o que já está no terreno, evitando a duplicação de esforços e a proliferação de medidas sobrepostas.

Do mesmo modo, espero que, nesta nova fase do Programa, as associações empresariais sejam envolvidas mais intensamente, bem como os centros de formação existentes, que deverão ser dotados dos meios necessários para que desenvolvam todo o seu potencial, também nesta área da transformação digital, permitindo que inovem e disponibilizem programas de formação de ativos que respondam às necessidades das empresas.

A maior ambição que é agora colocada na abrangência a novas empresas e na formação de um maior número de trabalhadores exige o concurso das estruturas que estão mais perto da realidade empresarial, para que seja alcançado o objetivo de um novo ímpeto de colaboração entre empresas e entidades formadoras.

A este respeito, um sinal animador foi o do anúncio dos avisos de programas de formação-ação, envolvendo associações empresariais e o IAPMEI, como primeira medida concretizada.

Lançada que está esta segunda fase do Programa Indústria 4.0, importa agora que as designadas iniciativas aceleradoras que o integram evoluam rapidamente para se tornarem verdadeiros programas de ação que cheguem efetivamente às empresas.

Foi esse o repto deixado pelo Ministro da Economia, é esse, também, o meu desejo.

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